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FEITO

Promovida a Coronel, Neidy fala sobre sonho de alcançar o posto mais alto da PM

Coronel falou sobre a promoção e desafios da carreira como mulher militar em Mato Grosso do Sul
14/11/2020 17:02 - Da Redação


Aos 45 anos e um importante currículo, a então tenente-coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião se tornou Coronel, sendo a primeira mulher a alcançar o posto alto da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS).  O Correio do Estado obteve uma entrevista exclusiva da militar, onde ela falou sobre a carreira, desafios dentro da instituição e qual a expectativa sobre o futuro em sua carreira.

Coronel Neidy, nasceu em Coxim e entrou no para a corporação aos 17 anos em Costa Rica.  Representante de uma categoria especial de mulheres que lutam por espaços, principalmente em setores historicamente masculinos, a Coronel não abriu mão de constituir família. Contudo, conseguiu, de forma brilhante, conciliar o casamento e os filhos, hoje com 17 e 19 anos.

Tamanha dedicação, segundo ela, é fruto da boa educação que recebeu. “Minhas orientações são de berço, estão ali arraigadas no meu ser”, descreve, reconhecendo também o valor do aprendizado que recebeu da instituição. “Ela me ensinou e me treinou tudo que sei”.

E, claro, sente muito orgulho por alcançar um posto num lugar historicamente dominado pelos homens. “Sou muito grata à todas as mulheres precursoras na carreira que por muito tempo foram alvos de preconceitos”. Para a Coronel Neidy, será uma grande responsabilidade representá-las.

Depois de muito estudo e uma brilhante carreira que inclui passagens pela Companhia de Trânsito, Policiamento Montado, 1° Batalhão, Comunicação Social, comando da Cavalaria e o Subcomando da PM de Corumbá e do Batalhão Rodoviário, além da Policlínica e a fundação do Centro de Equoterapia da PMMS, a Coronel colhe os louros que plantou ao longo desses 27 anos. “Era meu sonho ser coronel e eu me preparei para isto”, resume.

A seguir a entrevista exclusiva  

Qual o critério usado para se alcançar a mais alta posição na PMMS?

“Promoções ocorridas com interstícios definidos e escolhas por tempo de serviço e merecimento através da pontuação somada com o decorrer do tempo, cursos realizados e conceitos somados no decorrer da carreira. Minhas orientações são de berço, estão ali arraigadas no meu ser”

O que levou a Senhora a escolher este caminho profissional aos 17 anos?

“Na época em que fiz o concurso o que me motivou foi a necessidade de melhorar de vida. Não havia muitas oportunidades para cursar uma faculdade na época. Mas com o passar do tempo fui me apaixonando pela instituição. Então o que seria um trampolim, digamos assim, acabou se tornando a minha paixão e a minha vida.”

Qual a maior dificuldade (ou as maiores) para uma mulher se destacar num ambiente historicamente masculino?

“Estamos construindo nosso local de trabalho, inclusive junto à população, que por vezes não aceita o atendimento feminino oferecendo resistência.”

Alguma vez foi colocada em xeque sua capacidade profissional pelo fato de ser mulher?

“De modo geral, a população ainda vê a Polícia como uma instituição que usa a força para limitar a sua liberdade de ir e vir. E ainda há muita resistência à autoridade das mulheres, já aconteceu casos comigo em que tive que fazer uso da força porque o indivíduo em questão não queria ser preso por uma policial, por uma mulher. Quando somos chamados para manter a ordem em conveniências, por exemplo, é comum ouvir ofensas de homens, principalmente quando estão alcoolizados.”

O centro de equoterapia é um serviço extraordinário e muito valioso para as crianças e suas famílias. O que motivou a senhora a criação deste centro?

“Foi o meu marido (que hoje já está na reserva da Polícia Militar) que na época fazia parte da Cavalaria, quem me despertou para isso. Ele fez o curso de equoterapia na Ande-Brasil em Brasília, e trouxe a ideia de fundar o Centro. Na época eu estava de licença maternidade. Mas em seguida, junto com uma equipe formada por fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos e profissionais de equitação também fizemos o curso. Hoje temos uma excelente equipe e eu passei a ser voluntária.”

De toda a sua experiente carreira qual foi a tarefa que mais lhe trouxe desafios?

“Trabalhar na unidade de saúde (Policlínica da Polícia Militar) tendo que superar a falta de conhecimento técnico. Enfrentei muita dificuldade no princípio. Mas a experiência acabou completando meu currículo.”

Qual é a sua maior inspiração no trabalho?

“A possibilidade de sempre poder ajudar as pessoas. Atender o próximo e interagir, resolver problemas, salvar a vida das pessoas, que estão ali esperando socorro, são coisas que me inspiram.”

A Senhora esperava alcançar este posto?

“Eu sempre sonhei em ser coronel. Por isso trabalhei, estudei muito e me capacitei para isto.”

O que a Senhora gostaria de mudar ou fazer pelo País?

“ Gostaria de diminuir a dependência química que tanto desestrutura as famílias brasileiras.”

*Com informações da Subsecretaria de Comunicação do Governo de Mato Grosso do Sul (Subcom).

 
 

Felpuda


Esforços vêm sendo feitos por certos candidatos derrotados na tentativa de conseguir emplacar em cargos públicos comissionados alguns ex-integrantes das equipes de trabalho da campanha eleitoral.

A preocupação não seria, na realidade, com situação de dificuldades que essas pessoas enfrentariam a partir de agora, mas, sim, para livrarem-se de pagar pendências trabalhistas referentes ao período da disputa. Tem cada uma!