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REMOTO

Aulas podem continuar à distância na Capital em julho

Escolas devem ficar fechadas e o ensino continuará à distância
01/06/2020 16:44 - Ricardo Campos Jr


Professores de algumas unidades da Rede Municipal de Ensino trabalham na elaboração de material para aulas remotas para ser utilizado até o dia 10 de julho. Este é um indicativo de que o retorno das escolas às atividades pode não acontecer no começo do mês que vem conforme o previsto pela Prefeitura de Campo Grande.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, diretores e coordenadores das unidades de ensino participaram de uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Nesse encontro, a demanda foi repassada.

Os educadores foram então convocados pelos superiores a produzir mais uma apostila, a terceira desde que a pandemia da Covid-19 forçou a suspensão das aulas presenciais.

 
 

A orientação repassada é para que o material seja embasado no plano anual elaborado pelas escolas, com conteúdos do segundo bimestre letivo. Além disso, as atividades propostas precisam estar de acordo com o previsto no Referencial Curricular da Reme para o ano de 2020.

Professores de várias escolas diferentes ouvidos pela equipe de reportagem, que pediram para não serem identificados, disseram que têm até a próxima quinta-feira para entregar as apostilas prontas.

Os materiais só serão disponibilizados aos alunos quando forem concluídos. As escolas estão utilizando a plataforma Google Classroom para postagem dos conteúdos. Quem não tem condições financeiras de imprimi-los consegue fazer a retirada de graça na secretaria da escola. 

A realização dos exercícios propostos tem sido conduzida pelo aplicativo WhatsApp na maioria dos casos. Foram montados grupos reunindo os alunos das mesmas salas. Os professores ficam de plantão nos horários em que estariam em sala de aula no modelo presencial e tiram as dúvidas dos estudantes. 

O decreto assinado pelo prefeito Marcos Trad Filho (PSD) suspendendo as aulas presenciais, vale até o dia 30 de junho. 

A equipe de reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Semed para saber se há previsão para prorrogar esse prazo. O órgão nega que tenha feito este pedido e garante que o retorno está mantido para o dia 1º de julho.

SEM AULAS

As escolas tiveram as atividades presenciais suspensas na segunda quinzena de março, tão logo os primeiros casos da Covid-19 foram registrados na cidade. A medida foi tomada antes mesmo que o Estado decidisse fazer o mesmo e inclusive chegou a ser alvo de críticas. Contudo, o transcorrer da pandemia mostrou que o município havia tomado uma importante decisão que segundo especialistas contribuiu para a situação de aparente controle vivenciada atualmente na cidade, onde a curva até o momento está achatada.

Como a quantidade de casos novos dia a dia não diminuiu, ambas as esferas da administração pública anteciparam as férias de inverno para maio.

O Governo do Estado também implementou o uso do Google Classroom para os seus alunos, mas deu um passo além do município e contratou canal de TV aberto para transmitir conteúdos, além da própria TVE, de caráter estatal.

A equipe do Correio do Estado também consultou a Secretaria Estadual de Educação para saber se é ventilada também nos bastidores estaduais a hipótese de prorrogar a volta dos encontros presenciais entre alunos e professores. A resposta foi que até o momento trabalha-se com data de retorno após o fim do prazo de validade do decreto que regula o assunto: 30 de junho.

Contudo, informações que circularam entre funcionários de escolas estaduais indicava que, pelo menos até o mês passado, a intenção era suspender as aulas por mais tempo, talvez elas nem sequer voltassem esse ano. Contudo, oficialmente essa informação foi desmentida pela Secretaria.

No caso da rede particular, o retorno foi autorizado desde que planos de biossegurança fossem apresentados e cumpridos á risca, com cuidados para que as crianças e adolescentes não se transformem em vetores do novo coronavírus.

 
 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...