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PANDEMIA

Covid-19 começa a estabilizar, mas autoridades em Saúde continuam em alerta

Em 24 horas, foram contabilizados 510 novos casos e acrescidas mais 10 mortes pelo novo coronavírus no Estado
22/08/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul iniciou o período de estabilização do número de casos da Covid-19, após seis meses de pandemia em MS. O Estado contabiliza 40.711 casos confirmados da doença e está chegando a 700 óbitos. Entre quinta e sexta-feira, foram acrescidos 510 novos casos e 10 mortes pela doença no Estado.

Como essa estabilização se deu em uma curva ascendente, e não em queda, o que ocorreu em vários estados brasileiros, as autoridades de saúde alertam que pode haver um novo “surto” da doença, como no Amazonas.

“Há, de certa forma, uma curva que está mostrando que estamos, pelo menos, com o controle: a média móvel está se mantendo, não tivemos acréscimo, e há uma certa estabilização da doença no Estado. Mas vamos ser vigilantes, vamos colaborar, que certamente poderemos ter, nos próximos dias, e eu torço para isso, um declínio da Covid-19 em Mato Grosso do Sul”, declarou o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende.

A média móvel divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostra que o Estado teve 754 casos confirmados por dia nos últimos sete dias. Na Capital, foram 378 confirmações neste período. Em relação às mortes, a média mostra 13 por dia em Mato Grosso do Sul e 5,1 por dia em Campo Grande.

VIGILÂNCIA

A taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) também tem se mantido, e as taxas por cidade têm caído nos últimos dias. Para a secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone, isso é explicado pela abertura de novos leitos. Resende disse que os números devem ser comemorados, porém, ainda é preciso se manter alerta.

“As taxas de ocupação têm decaído, isso nos alivia, mas, ao mesmo tempo, também é preciso redobrar a vigilância, porque em outros estados onde tivemos também declínio da taxa ocupação, declínio também da doença, e um dos exemplos é o Amazonas, a doença voltou e voltou com força. Então, precisamos estar vigilantes”, afirmou.

O Estado tem 696 óbitos, com uma taxa de letalidade de 1,7%. Das 10 mortes contabilizadas na sexta-feira, seis ocorreram em Campo Grande. Neste mês, já ocorreram 286 mortes no Estado, sendo 122 na Capital, número muito perto do total registrado em julho, quando foram 320 em todos os municípios e 132 apenas em Campo Grande.

“Nós queremos pedir para as pessoas: já que é um fim de semana que está anunciado um clima bastante frio, que permaneçam em casa, que seguramente vão contribuir para que, em 14 dias, nós tenhamos um declínio na curva de contaminação do vírus aqui no Estado”, reforçou o secretário, já que o sábado deverá ser o dia mais frio do ano em todo o Mato Grosso do Sul, por conta de frente fria que chegou na quinta-feira.

LEITOS

Dos casos contabilizados na sexta-feira, 251 foram em Campo Grande, 38 em Corumbá, 34 em Dourados, 19 em Três Lagoas, 17 em Sidrolândia e 16 em Aquidauana. Ao todo, a Capital tem 17.633 casos.

Mais 1.729 pessoas se recuperaram da Covid-19, totalizando 33.946 recuperados. Na sexta-feira, 535 pacientes estavam internados, sendo 302 em leitos clínicos e 239 em UTIs. Portanto, em 24 horas, quatro pessoas foram hospitalizadas no Estado.  

Há ainda seis pacientes de outras unidades da federação sendo tratados em Mato Grosso do Sul.

Considerando o total de leitos e internações, a macrorregião de Campo Grande (que, além da Capital, conta com 34 cidades) está com 77% dos leitos ocupados. A macrorregião de Dourados está com 71% da capacidade ocupada. Já a macrorregião de Corumbá tem 67% de ocupação. A macrorregião com mais leitos vagos é Três Lagoas, onde apenas 42% das vagas estão ocupadas. 

 
 

MORTES

Foram contabilizados 10 óbitos por Covid-19 entre quinta e sexta-feira no Estado. As mortes foram registradas em cinco municípios. Um paciente faleceu no domingo (16), outro na terça-feira, e dois morreram na quarta-feira. 

Na quinta-feira, outras duas pessoas morreram na Capital (entre eles, um homem de 46 anos sem comorbidades) por causa da doença. As outras mortes de MS são de Corumbá, Chapadão do Sul, Aparecida do Taboado e Dois Irmãos do Buriti.

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!