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PANDEMIA

Drive-thru já diagnosticou 12 casos da Covid-19

Em dez dias foram realizados 567 exames; mais de 500 analisados pela UFMS
23/04/2020 18:42 - Súzan Benites


O drive-thru de testes para detectar o novo coronavírus começou a funcionar no dia 13 de abril.  Em menos de dez dias, até esta quarta-feira (22) foram testadas 567 pessoas com 12 diagnósticos positivos para a Covid-19. 

De acordo com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), do número total de amostras, 507 foram analisadas nos laboratórios da UFMS, sendo dez exames com resultado positivo.

O sistema drive-thru é uma forma de ajudar a detectar de maneira mais rápida os pacientes com a Covid-19. O exame é feito pela coleta de secreção nasal com o swab, haste flexível de algodão estéril e descartável. As amostras são enviadas ao Laboratório Central de Segurança Pública (Lacen-MS), que distribui uma parte delas para análise na UFMS, onde são examinadas por professores e pesquisadores da Universidade e da Fundação Oswaldo Cruz de Mato Grosso do Sul (Fiocruz-MS).

Para fazer o teste, quem estiver com sintomas da Covid-19, deverá se atentar para os critérios que o tornam apto. Ele só funciona em quem está com sintomas há no máximo sete dias. Caso estiver dentro do prazo, o cidadão deverá ligar para o disque-Covid (67 3311 6262). Pelo telefone, ele será atendido por um médico que fará uma triagem inicial. Essa análise clínica já poderá descartar o coronavírus como causa do problema.

Caso o profissional entenda que está diante de um caso suspeito, o paciente receberá uma senha para acessar um sistema e preencher alguns formulários. A pessoa receberá uma data e horário para ir de carro até o Quartel, que fica na Rua 14 de Julho, e fazer a coleta.

EXAME

Após chegar ao laboratório da UFMS, as amostras são cadastradas e conferidas minuciosamente e depois são processadas e submetidas à extração do material genético. A segunda etapa do processo de análise acontece no Laboratório de Biologia Molecular da Facfan e do Instituto de Biociências (Inbio).

O exame com o swab é diferente do teste rápido, realizado a partir de uma gota de sangue do paciente. O primeiro detecta a presença de vírus no organismo, o segundo a existência de anticorpos para a doença. Segundo o professor James Venturini, da Faculdade de Medicina da UFMS, o exame molecular realizado pela amostra de secreção nasal deve ser feito em pessoas que apresentam sintomas em um período inicial de sete dias.

 “Até sete dias de sintomas você tem uma carga viral muito grande nessa região nasal e orofaríngea, então a chance de você detectar o vírus nessa ocasião é muito maior. Fazer o teste, essa coleta de secreção nasal, com mais de sete dias pode não ocorrer a detecção do vírus porque ele já vai estar no sistema respiratório inferior”, explica o professor. Após esse período de sete dias o organismo da pessoa infectada começa a produção de anticorpos, sendo mais bem indicado o exame do teste rápido.

Em até 48h o resultado do exame é enviado ao paciente via SMS e ficam disponíveis para consulta no site da Secretaria de Estado de Saúde. Eles são liberados no sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) da SES pelos próprios profissionais que estão trabalhando nos laboratórios da Universidade. “A gente consegue auxiliar no diagnóstico, principalmente na demanda do Laboratório Central de Saúde Pública para que os resultados possam ser emitidos numa rapidez importante para posterior isolamento desses casos positivos”, comentou a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan/UFMS), Ana Rita Coimbra.

BOLETIM

Durante a coletiva de divulgação do boletim desta quinta-feira (23), o Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende disse que a previsão do Governo do Estado é levar a estrutura do sistema drive-thru para Dourados e Três Lagoas na semana que vem.

Até a manhã de 23 de abril, Mato Grosso do Sul registrava 186 casos da doença, sendo 96 na capital, 24 em Três Lagoas e 11 em Dourados.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.