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COVID-19

"O coletivo deve estar acima das nossas atitudes individuais", diz Riedel sobre restrições

Secretário de Governo pediu que pessoas colaborem para evitar o colapso da Saúde
30/11/2020 12:28 - Glaucea Vaccari


O aumento expressivo dos casos confirmados de Covid-19 tem impactado o sistema de saúe de Mato Grosso do Sul, que já está no limite da taxa de ocupação. Para evitar o colapso, secretário de Governo, Eduardo Riedel fez apelo para que a população cumpra medidas de biossegurança para frear o contágio.

"O coletivo deve estar acima das nossas atitudes individuais, vamos tomar cuidado, apertar o protocolo de biossegurança. É chato usar máscara, todo mundo está cansado, mas vai para o coletivo, coloque máscara, use álcool, é o básico para que a gente possa evitar uma situação pior", disse.

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Conforme boletim divulgado nesta segunda-feira (30), o patamar atual do coronavírus no Estado é o mesmo registrado no pico da pandemia. Em 24 horas, foram confirmados 698 casos e três mortes pela doença. 

São 450 pessoas internadas em hospitais do Estado, que já estão com ocupação de leitos em níveis críticos.

"“Temos assistido um expressivo aumento no número de contaminados e óbitos no atual momento em que todo mundo achava que estávamos caminhando para o final da pandemia. A gente tem feito esforço enorme nos últimos dias para retomar a ampliação da estrutura de saúde, nós sempre colocamos a restrição de convívio social com o único objetivo de proteger o sistema de saúde", explicou Riedel.

Dessa forma, com hospitais particulares já com 100% dos leitos ocupados, o secretário apela para que a população cumpra medidas restritivas, tanto para evitar pegar a doença, quanto para não faltar leitos.

"Não podemos deixar que o sistema de saúde não atenda um sul-mato-grossense sequer, essa é a nossa angústia ao pedir que cada um tenha consciência, mais do que decisão judicial, lei ou decreto, que se for necessário nós faremos, essa é a nossa responsabilidade, mas acima disso está a consciência de cada um de vocês", pediu.

A macrorregião de Campo Grande é a mais afetada, com 92% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) ocupados, seguida por Corumbá, com 71%, Três Lagoas com 57% e Dourados com 56%.

Além das 450 pessoas internadas, há 10,5 mil pessoas com o vírus ativo, o que gera preocupação para o fato de que essas pessoas podem vir a precisar de leitos caso os sintomas se agravem.

Outra preocupação é o aumento da taxa de contágio, que já chegou a 0,91% e hoje é de 1,03%. 

Riedel pediu também para que as pessoas não promovam festas de fim de ano com aglomerações e comemorem Natal e Ano Novo dentro das medidas de biossegurança.

"A gente atravessa um ano extremamente difícil, complicado, ninguém vai pedir para que não tenha a celebração do Natal em família, mas vamos ter todo o cuidado e precaução possível", disse.

Desde o início da pandemia, são 99.061 casos confirmados e 1.769 mortes por Covid-19 no Estado. Do total, 86.796 estão recuperados.