Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

ENGENHARIA E AGRONOMIA

Crea-MS tem eleição suspensa, sem nova data definida

Escolha do novo presidente do conselho estava programada para a próxima quarta-feira
13/07/2020 17:29 - Dênis Matos


A eleição que definiria a nova diretoria do CREA/MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), que ocorreria no próximo dia 15 de julho (quarta-feira), foi novamente adiada e sem nova data definida. A decisão é Comissão Eleitoral Federal (CEF) e do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) e ocorre há apenas dois dias do pleito com a justificativa do período de pandemia e do alto risco de contaminação do Coronavírus.

A decisão é nacional e também suspende as eleições para presidente do Confea, dos Conselhos Regionais Estaduais, diretoria e da Mútua (Caixa de Assistência Social do Crea). Porém, em Mato Grosso do Sul o processo eleitoral para presidência CREA merece atenção, pois tem gerado polêmica.

O engenheiro Marco Antônio Paulino Maia entrou com liminar na Justiça para garantir sua candidatura. O profissional teve sua candidatura negada pelo CREA/MS, CEF e Confea por ter apenas três anos de vínculo associativo com o Conselho, período mínimo previsto no edital para a candidatura. O Tribunal Regional Federal da 3º Região concedeu liminar favorável ao candidato alegando que tais requisitos de elegibilidade eram ilegais por parte da Comissão Eleitoral.

Graduado pela Universidade de Mogi das Cruzes no estado de São Paulo, Marco Maia atuou como assessor no Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, como inspetor do CREA/MS do município de Brasilândia, coordenou setores de Infraestrutura e Transporte Público da Prefeitura de Campo Grande e foi secretário de Obras da Prefeitura de Brasilândia.

Para Marco Maia, o CREA/MS deve resgatar a credibilidade institucional junto a sociedade e defende o piso salarial justo para o profissional, pois, segundo o candidato, engenheiros tem recebido remuneração entre R$ 1.900 a R$ 2.400 para assinar a responsabilidade técnica por 25 anos em alguns projetos. “Eu não admito esse descaso”, afirmou Maia em entrevista.

CANDIDATOS

Sem nova data para acontecer, a eleição para a presidência do CREA/MS para o período 2020/2022 ainda registra um marco importante com a candidatura da engenheira agrimensora Vânia Mello. Esta é a primeira vez na história do Conselho que uma mulher disputa a eleição.

Natural de Bela Vista (MS), Vânia é formada em Engenharia de Agrimensura, especialista em Geociências e mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Atua como Engenheira Agrimensora na AGRAER, onde já ocupou o cargo de Chefe do Setor de Cartografia e lecionou por 22 anos para os cursos de Engenharia de Agrimensura, Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Agronomia e Engenharia Civil.

No CREA/MS foi Diretora Administrativa e também conselheira por 6 mandatos e é atualmente Diretora-Geral da Mútua.

Dentre suas propostas, Vânia afirma que vai lutar pelo “salário mínimo profissional”, além de fomentar a visibilidade do profissional engenheiro através do CREA e fortalecer a participação do jovem engenheiro na entidade. ““Quero dar visibilidade e manter a transparência sobre as ações do Conselho. O investimento em comunicação é essencial para mostrar a importância do profissional de engenharia para a sociedade”, afirmou.

O terceiro candidato à presidência do CREA/MS é o engenheiro Mecânico Jorge Tadeu Mastela e Almeida que tem entre as propostas tornar o CREA/MS mais autônoma, sem interferência política partidária. Jorge Tadeu ainda defende a modernização e desburocratização do CREA/MS trazendo mais agilidade e eficiência aos profissionais e empresas.

Jorge Tadeu ocupa o cargo de Conselheiro do CREA/MS desde 2000, alternando como vice-presidente do Conselho, além de conselheiro da AGEPAN (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), diretor da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Indústria e conselheiro do Confea.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.