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BOA NOTÍCIA

Criança com paralisia cerebral que passou metade da vida em hospital é adotada

Pais adotivos tem casa equipada para atender as necessidades do menino, que ficou 554 dias em hospital
31/05/2020 17:03 - Glaucea Vaccari


 

Uma criança que passou mais de um ano e meio internada na Santa Casa de Campo Grande, devido a uma paralisia cerebral e outras complicações graves de saúde, ganhou um novo lar neste sábado (30). O menino estava na fila de adoção e foi levado para casa pelos seus novos pais, que são de outro estado.

Termo de adoção foi assinado dentro do hospital, na presença da juíza da Vara da Infância, e a criança foi encaminhada ao seu novo lar por um serviço de táxi aéreo, com transporte em uma UTI.  

Mãe adotiva contou que há 23 anos ela e o esposo são engajados como família apoiadora, acolhedora e adotiva e que já tem outros cinco filhos, sendo quatro adotados. Família tem estrutura em casa para receber o menino, que precisa de cuidados especiais.  

“Nossos planos são muitos, mas principalmente proporcionar a ele uma vida em família com direito a muito colo, beijinhos, carinho, passeios, além do cuidado com suas necessidades e, acima de tudo, o nosso maior plano que é de estarmos juntos sempre”, disse a mãe.

O menino, que tem menos de três anos, passou mais da metade da vida no hospital, onde ficou internado por 554 dias na ala pediátrica, coincidentemente, 554 é também o número do quarto onde ele ficou durante esse período.

Médica pediatra Patrícia Otto acompanhou o paciente desde o início e explicou que a internação prolongada se deve à gravidade do caso e à necessidade de um ambiente adaptado.

“Aqui ele sempre teve os cuidados de uma equipe multiprofissional 24 horas por dia. E essa mesma atenção ele receberá no novo lar, pois sabemos que a nova família lidou com caso semelhante e aqui demonstrou preparo para continuar com essa assistência”, explicou.

Para adotar o menino, a família passou por todos os processos e período de preparação, sendo aprovados na avaliação psicossocial e por sentença judicial, que os considerou habilitou a adotarem. Como a criança estava hospitalizada e com a saúde frágil, casal também precisou passou por mais etapas, para garantir que tem condições de criar o menino.

Juíza da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun, adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou doença grave são a maioria dos 5.026 disponíveis no sistema nacional de adoção e que não são as mais desejadas pelos 34.443 pais pretendentes, o que torna um desafio encontrar uma família disposta a este tipo de cuidado.

Em Campo Grande, de acordo com as informações fornecidas pela Vara da Infância, Adolescência e do Idoso existe na fila de adoção uma criança surda, um adolescente com paralisia cerebral, outro com diabetes tipo 1 e um pré-adolescente autista.

 
 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido