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Custo de "olho vivo" é de R$ 34,7 milhões

Custo de "olho vivo" é de R$ 34,7 milhões

Redação

13/04/2010 - 20h56
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Flávio Paes

A Prefeitura de Campo Grande poderá gastar até R$ 34,7 milhões nos próximos quatro anos, com o aluguel de equipamentos “olho vivo” que serão instalados nos semáforos para fiscalizar o excesso de velocidade, motoristas que desrespeitem o sinal vermelho, façam conversão à esquerda ou parem sobre a faixa do pedestre. O extrato do contrato que a Prefeitura firmou com Empresa Industrial Técnica foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município.

Segundo o diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade, o contrato pode não ser integralmente usado pela prefeitura. “Só vamos pagar pelo aluguel dos equipamentos que efetivamente forem instalados”, garante Rudel.
A locação de cada equipamento vai custar R$ 2,8 mil por mês. “O valor do contrato é alto exatamente para evitar a necessidade de novas licitações na medida em que surja a necessidade de mais equipamentos”.

 Novos equipamentos
Com a publicação do contrato de locação, em 60 dias os equipamentos começam a funcionar em seis semáforos: dois na Avenida Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande, dois na Avenida Gury Marques, em frente à nova rodoviária, e dois em frente ao Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza.

Está também programado “olho vivo” para as saídas dos terminais de ônibus e na Avenida Marechal Deodoro. São regiões da cidade onde têm sido registrados atropelamentos com morte. O objetivo é reduzir a velocidade nestes locais.
Segundo Rudel Trindade, o equipamento agora conta com um recurso adicional: filma, além de fotografar as infrações. Com isto, será derrubado um argumento a que quase sempre os motoristas flagrados recorriam: o de que  “furavam” o sinal porque o semáforo estava no amarelo, não no vermelho.

 O condutor que for flagrado pelo “olho vivo” vai receber em casa a foto e a multa relativas à infração. O equipamento não funcionará durante a madrugada. No entanto, o horário específico de seu funcionamento será divulgado posteriormente.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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