Cidades

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Da palavra

Da palavra

Redação

14/05/2010 - 07h20
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“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. E Deus disse: ‘Faça-se a luz’, e a luz foi feita”. Com estas palavras do livro do Gênesis, o nosso Pai Altíssimo nos dá uma lição clara do poder da palavra. E nos mostra que através dela, podemos fazer tudo. TUDO mesmo. É só saber utilizá-la.

A falta de uma orientação sincera e verdadeira do uso da palavra resulta no seu uso inadequado. Devido à familiaridade e facilidade no falar deixamos de nos  beneficiar de um poder extraordinário que nos foi concedido pelo nosso Pai. Por intermédio da palavra, foi criado o universo, e através da palavra cada um de nós cria o seu próprio universo, sabendo ou não, querendo ou não.

O poder criador da palavra vai aos poucos moldando a nossa vida. Quando manifestamos a realização de um desejo e no instante seguinte, por outro motivo, condenamos alguém que obteve o que queríamos, esse conjunto de contradições – uma declaração positiva seguida de outra negativa – cria um estado de contrariedade que nossa mente não consegue entender, pois ela não é seletiva, não tem senso de humor, não sabe que estamos falando “só de brincadeirinha”, que é “só força de expressão”. E assim, perdemos a oportunidade de utilizar a palavra no seu mais profundo poder, que é o da realização daquilo que desejamos.

Podemos comparar nosso cérebro com um canteiro de terra adubada e preparada para o plantio. A terra, da mesma maneira que a mente, não é seletiva, ela não seleciona o que vai produzir, apenas produz o que é plantado de forma natural. Devolve o que recebe. Assim, se plantarmos mandioca, colheremos mandioca, se plantarmos batata, colheremos batata; a terra não avalia se o produto do seu trabalho é bom ou mau. Ela apenas faz o seu trabalho: processar aquilo que foi plantado.
Dessa forma, quando utilizarmos o nosso processo mental com entendimento e conhecimento poderemos conscientemente construir o nosso destino, dia a dia, usando a inteligência. 

O professor  Hildebrando Campestrini tem uma frase lapidar: “Somos imortais pela palavra”. Com o que eu concordo plenamente. Por que a grande herança que cada um de nós deixa, no tempo e no espaço, é a nossa continuidade – que é o somatório de tudo o que falamos e fazemos – e se realiza por meio da palavra.
É necessário – mais que necessário indispensável - o nosso despertar para a utilização plena de todo o potencial de que fomos dotados. Vamos pensar antes de falar, para só falarmos aquilo que de fato queremos ver realizado. E assim, conscientemente – a palavra-chave é consciência – acordados, devemos estar presentes a cada momento, evitando agir de modo automático.

Outro ponto a ser destacado é quanto à pronúncia adequada das palavras e também quanto ao uso das palavras certas, sem utilização de chavões, de termos chulos nem de gírias, pois estas tendem a ter interpretações que acabam confundindo a nossa mente.
De um modo geral as pessoas procuram algo grandioso, algo espetacular e não enxergam o óbvio. É preciso ver o óbvio e nele descobrir as nossas raízes, usando o discernimento – o primeiro passo na evolução espiritual – para descobrir o sentido que se esconde por trás daquilo que nos parece tão simples. E para isso é necessário entender que a pressa, a preguiça e a pressão, associadas à arrogância e ao interesse não nos levam a lugar nenhum, pelo contrário.

Um ponto fundamental no que se refere à palavra é o cumprimento daquilo que se prometeu. Ninguém é obrigado a se comprometer, mas feito isso, obriga-se pela palavra ao seu cumprimento.
A partir do momento em que se entende o poder e o significado da palavra, se sente, inicialmente, uma frustração decorrente do  tempo desperdiçado e que não volta, mas quando se compreende verdadeiramente, podemos dizer à semelhança de Chico Xavier: “ Não podemos mudar o começo, mas podemos fazer um novo fim”.
Vamos fazê-lo. Depende de cada um.

Heitor Freire, Corretor de imóveis – advogado

Ladário (MS)

Adolescente de 17 anos morre afogado no Rio Paraguai

Garoto se banhava nas águas do rio acompanhado do irmão, de 15 anos, quando ambos afogaram; irmão conseguiu se salvar

19/01/2026 08h25

Militares em ocorrência de afogamento

Militares em ocorrência de afogamento DIVULGAÇÃO/3º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM)

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Menino, de 17 anos, morreu afogado na tarde deste domingo (18), no Rio Paraguai, em Ladário, município localizado a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o garoto se banhava nas águas do rio acompanhado do irmão, de 15 anos, quando ambos afogaram.

O irmão conseguiu ser resgatado por populares, foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Pronto Socorro de Corumbá (MS).

De acordo com o 3º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), o menino de 17 anos desapareceu no rio e, minutos depois, submergiu a 20 metros da margem direita do Rio Paraguai.

Militares do CBMMS foram acionados, retiraram o garoto do rio, levaram-no até a margem próxima ao Porto Geral e realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, por aproximadamente 50 minutos, mas ele não resistiu e morreu no local.

Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

CUIDADOS

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dezenas de atitudes podem evitar tragédias em banhos de mar, rio, piscina, cachoeira, córregos, riachos e lagoas. Veja:

  • Procure um local conhecido por você ou por outra pessoa, desde que ela o acompanhe
  • Não ultrapasse faixas e placas de avisos
  • Não entre em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas
  • Não tente salvar uma pessoa afogada, caso não saiba nadar, sempre acione o Corpo de Bombeiros
  • Procure sempre local onde existe a presença de guarda-vidas, ou o Corpo de Bombeiros
  • Evite nadar sozinho
  • Não tome bebida alcoólica antes de entrar na água
  • Não se afaste da margem
  • Nade longe de pedras e estacas
  • Não salte de locais elevados para dentro da água
  • Prefira lançar flutuadores para salvar pessoas ao invés da ação corpo a corpo
  • Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele
  • Evite brincadeiras de mau gosto, como caldos, trotes, saltos e de empurrar
  • Acate as orientações dos Bombeiros ou dos Salva-vidas
  • Não abuse se aventurando perigosamente
  • Não deixe as crianças sozinhas em meios aquosos
  • Não deixe brinquedos ou materiais dentro da piscina, pois atraem a atenção de crianças
  • Não deixe baldes ou bacias com água ao alcance de crianças e sempre deixe a tampa da privada fechada
  • Obedeça sinalizações próximos à margem de rios
  • Mantenha a calma e o pulmão sempre cheio de ar, pois ele funcionará como uma boia
  • Caso esteja em um rio, tentar jogar as pernas para frente, de forma a proteger a cabeça
  • Mantenha calma: a própria correnteza do rio, em algum momento, o levará até a margem
  • Tente agarrar algum galho de árvore que esteja flutuando
  • Evite navegar com carga em excesso
  • Só entre na embarcação usando coletes salva-vidas
  • Somente conduza embarcações se for habilitado para tal

PRIMEIROS SOCORROS

Se ver alguém se afogando, tome as seguintes atitudes:

  • Chame ajuda via 193 (Corpo de Bombeiros)
  • Remova a vítima da água com segurança
  • posicione a vítima de costas
  • Limpe a boca e nariz
  • Faça respiração boca a boca (RCP)
  • Massageie o coração (se necessário)

EDUCAÇÃO

Governo estuda retomar escolas "emprestadas" às prefeituras

Somente em Campo Grande, há quatro escolas que eram estaduais e que foram municipalizadas nos últimos anos

19/01/2026 08h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Algumas das escolas cedidas às administrações municipais pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED) nos últimos anos podem voltar para as mãos do Estado em 2026, conforme afirmou o titular da Pasta, Hélio Daher.

Diante da queda do número de estudantes em 2019, ao menos 20 escolas estaduais foram fechadas pela secretaria, algumas delas, “emprestadas” aos Executivos municipais e os alunos dessas instituições precisaram ser remanejados a outras escolas.

Porém, em entrevista ao Correio do Estado, Daher afirmou que, agora, Mato Grosso do Sul deve seguir o caminho contrário do feito há cerca de sete anos e realizar um plano de ampliação de escolas. Entre os objetivos está o retorno das escolas cedidas às prefeituras para o comando do Estado.

“Estamos buscando, inclusive, escolas emprestadas para trazer de volta para a rede. Só em Campo Grande tem quatro escolas da rede estadual que são emprestadas para a rede municipal, essas a gente manteve o empréstimo, mas a ideia é que a gente consiga ampliar mais escolas”, disse o secretário.

As quatro escolas campo-grandenses citadas por Daher foram municipalizadas em agosto de 2020 e são: Nicolau Fragelli; Professor Carlos Henrique Schrader; Professora Hilda de Souza Ferreira; e Advogado Demosthenes Martins.

Escola Professor Carlos Henrique Schrader, em Campo Grande, foi uma das instituições estaduais repassadas para o Município - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Porém, elas não devem ser solicitadas de volta pela secretaria, somente as escolas localizadas no interior.

Além de Campo Grande, escolas também foram cedidas às administrações municipais de Bandeirantes, Aquidauana, Deodápolis e Ponta Porã nos últimos anos, mais especificamente na época em que Mato Grosso do Sul era governado por Reinaldo Azambuja.

O Correio do Estado entrou em contato com a SED para saber o número absoluto de escolas “emprestadas” às redes municipais de ensino. Porém, até o fechamento desta edição, não foi repassada a quantidade.

Para o secretário, essa necessidade de ampliação de escolas é motivada pelo crescimento populacional do Estado, principalmente diante dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos, que, consequentemente, aumentam o número de estudantes.

“A demografia do Estado foi bem lenta até 2019, 2020. Com os investimentos que estão vindo, isso mudou novamente. O Estado passa a receber muita gente, então, para nós, a Secretaria da Educação já não tem mais como a gente fechar escolas. Pelo contrário, a gente está abrindo escolas”, explica.

De acordo com dados enviados à reportagem pela SED, cerca de 192 mil alunos foram atendidos pela Rede Estadual de Ensino (REE) no ano passado. Pelo fato do processo de matrícula ainda estar em andamento, ainda não há dados atualizados deste ano.

NOVAS ESTRUTURAS

Mesmo fora do radar do Estado no pedido de retorno das escolas emprestadas, Campo Grande deve participar do planejamento da secretaria de ampliação da Rede de Ensino de outra maneira.

Segundo o secretário, o Bairro Jardim Noroeste e o distrito de Anhanduí devem receber novas escolas no futuro, em razão da necessidade da comunidade nesses trechos da Capital.

“[Antes da entrevista] eu estava com o pessoal do Noroeste, buscando um novo terreno, justamente porque vai ter que construir mais uma escola no Noroeste, porque só aquela já estou com fila de espera, porque todo mundo quer ter uma escola nova”, disse.

“Então, já veio a presidenta do bairro aqui falar comigo, que apresentou para nós as necessidades do Noroeste. A gente deve apresentar para a prefeitura a necessidade de um terreno e também uma outra escola nova no distrito de Anhanduí, que é muito necessário por conta da população local”, complementa Hélio.

PRESENTE E FUTURO

Hélio Daher está no comando da secretaria durante todo o mandato do governador Eduardo Riedel até aqui. Em entrevista publicada pelo Correio do Estado no sábado, o professor contou que os investimentos em obras e reformas de escolas já ultrapassaram a marca de R$ 1,2 bilhão nos últimos anos.

“A gente entrega, em média, uma escola reformada a cada seis dias, é hoje uma das redes públicas brasileiras que mais entregam escolas reformadas atualmente, um ritmo muito acelerado, já passamos de 220 escolas das 352 que passaram por intervenções, um número bem grande, mas nós temos ainda um número de escolas a serem construídas”, esclareceu na entrevista.

Para este ano, o secretário garantiu a entrega das obras das escolas Escola Hércules Maymone e Joaquim Murtinho, ambas em Campo Grande, e de três no interior do Estado – uma em Ribas do Rio Pardo, outra em Ponta Porã e mais uma em Dois Irmãos do Buriti. Essa última será um espaço indígena de ensino.

Inocência e Bataguassu também estão no radar para receberem novas escolas.

“A gente já começa com deficit de salas de aula, principalmente em Inocência, por conta de Aral Moreira, então a gente já está com o terreno lá e vamos iniciar a obra esse ano da escola de Inocência”, afirma.

O secretário também comentou o fato de o Estado ter chegado a 61% das escolas de tempo integral, acima da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, que é de 50% até 2027.

“A gente atingiu com dois anos de antecedência e agora a gente vem negociando aos poucos a ampliação do tempo integral, mas aí de acordo com a necessidade da comunidade”, disse.

*Saiba

A redução de estudantes fez com que alunos das escolas fechadas passassem para outras instituições da Rede Estadual de Ensino a partir de 2020, situação que ocorreu em Iguatemi, Dourados, Aquidauana e Itaquiraí.

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