Clique aqui e veja as últimas notícias!

PANDEMIA

Covid-19: Com 14 mortes em 3 meses, Defensoria pede inclusão de gestantes entre prioridades na imunização

Das 22 mortes maternas registradas neste ano, 61% foram por conta do vírus
16/04/2021 15:14 - Rafaela Moreira


Com 22 mortes maternas, sendo 14 por Covid-19 registradas no primeiro trimestre de 2021 em Mato Grosso do Sul, a Defensoria Pública entregou a Secretaria de Estado de Saúde (Ses) pedido de medidas de atenção à saúde das gestantes e puérperas, entre elas a inclusão a inclusão deste grupo entre as prioridades na imunização contra a doença.

"O Brasil é onde mais morrem gestantes por Covid-19. No ofício entregue ao secretário ressaltamos que essa quantidade de mortes é expressiva quando comparamos no mesmo período de 2020, que teve apenas três óbitos", pontuou a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), defensora Thais Nominato.

O secretário, Geraldo Resende, afirmou que compartilha da necessidade de inclusão das gestantes no Plano Nacional de Vacinação (PNI) e tem pleiteado apoio para a abrangência da cobertura vacinal.

“Para mim o retrato mais cruel é a mortalidade maternal e infantil. Eu como ginecologista obstetra sei que minha passagem por aqui [na SES], não será completa se eu não fizer algo a respeito. Sobre a vacina estou pedindo apoio das entidades de ginecologia e obstetrícia para que levem a pauta ao Conselho Nacional de Saúde (Conas) e haja a inclusão desse grupo”, explicou o secretário.

Últimas Notícias

No mês de fevereiro, o grupo foi excluído do Plano Nacional de vacinação e as Defensorias Públicas de MS e mais 15 estados pediram uma justificativa ao Ministério da Saúde . 

Já em 15 de março, uma Nota técnica sobre a vacinação das gestantes foi expedida recomendando a imunização das grávidas com com comorbidades preexistentes e definiu ainda que a vacina pode ser oferecida a gestantes sem comorbidades após avaliação de riscos e benefícios.

Mas apesar da recomendação,  o documento não indicou que gestantes, puérperas e lactantes, devam ser incluídas no grupo prioritário para vacinação. 

Além da inclusão das gestantes, a Defensoria reforçou a importância da manutenção dos serviços de saúde sexuais e reprodutivos, com destaque para o DIU de cobre no pós-parto e pós-aborto, para o combate à mortalidade, e o incentivo ao pré-natal.

O secretário reconheceu a necessidade de campanhas sobre o tema e pontuou a realização de um levantamento nos municípios sobre “o que falta para um pré-natal eficiente”.

“Vou fazer um levantamento do quantitativo de grávidas no Estado e, inclusive, estou comprando 70 aparelhos de ultrassom para cidades que não têm e aparelhos móveis para chegar a aldeias e áreas rurais de difícil acesso”, ressaltou Resende.

Assine o Correio do Estado