Cidades

14 anos parada

Definição de empresa para concluir Hospital do Trauma será dada em fevereiro

Custo para terminar obra será de R$ 8,848 milhões e terá dinheiro das três esferas

RODOLFO CÉSAR

14/01/2016 - 18h13
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O edital de contratação de empresa para concluir o Hospital do Trauma, em Campo Grande, foi publicado nesta quinta-feira (14) no Diário Oficial do Estado. O restante da obra está orçado em R$ 8,848 milhões e terá recursos do município, do Estado, da União e da Associação Beneficente Campo Grande, gestora da Santa Casa.

A definição da empreiteira vencedora do certame será dada em 29 de fevereiro, às 08h00, no auditório Carroceiro Zé Bonito, que fica no térreo do hospital.

O término da unidade de traumatologia da Santa Casa é enredo de uma novela ligada a um dos "elefantes brancos" que existem na Capital. A obra está paralisada há 14 anos e passou por diversos processos de tentativa de retomada, um deles foi em outubro de 2015.

De acordo com nota da assessoria de imprensa do hospital, a União também publicará edital sobre a concorrência pública. Está previsto para esta sexta-feira (15) o ato.

Para garantir que desta vez esse empreendimento será concluído, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, veio a Campo Grande no dia 7 deste mês e assinou termo de parceria com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e com o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP).

As cotas para garantir que a obra fique pronta ficou divida assim: R$ 4,119 milhões serão da prefeitura e Ministério da Saúde, R$ 2,145 milhões virão apenas do ministério, R$ 1,694 milhão terá origem do governo do Estado e R$ 890 mil precisam ser pagos pela Associação Beneficente Campo Grande.

ATENDIMENTO ESTRANGULADO

O Hospital do Trauma tem o objetivo de tentar amenizar o atendimento do pronto-socorro da Santa Casa, que é rotineiramente exigido além de sua capacidade por conta de acidentes tanto ocorridos em Campo Grande, como em cidades da região.

Os atendimentos de traumatologia respondem por cerca de 70% dos serviços realizados no Pronto Socorro da Santa Casa.

O que ajuda a ilustrar essa demanda foi o que aconteceu nesta segunda-feira (11). A garagem do PS ficou congestionada de ambulâncias. Ao todo foram 12 veículos que chegaram no local em um período de 50 minutos.

A demanda, que ficou 30% maior do que o volume normal naquele dia, foi por conta de acidentes de trânsito em rodovias e na cidade.

A nova unidade está programada para oferecer 126 leitos, sendo 98 de internação, 10 Unidades de Terapia Intensiva, 18 de observação e cinco salas de cirurgias.

CONCLUSÃO

O governo do Estado prevê que a entrega do novo hospital deve acontecer no final deste ano. O secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares, comentou que a proposta é ter o local em funcionamento até dezembro.

"Cidade Fumaça"

Corumbá é "engolida" por fumaça de queimadas no Pantanal

A fumaça que tomou Corumbá, Ladário e chegou a outras regiões do estado, segue castigando moradores

23/06/2024 16h34

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça Crédito: Guilherme Giovanni de Corumbá

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A fumaça advinda das queimadas do Pantanal encobriu Corumbá, que neste domingo (23), enfrenta altas temperaturas, indicando 36°C, com a umidade relativa do ar em 30%, tornando o cenário crítico. Fuligem, dificuldade de respirar são alguns dos problemas enfrentados por quem reside no município.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que 84% dos focos de queimadas estão concentrados na Cidade Branca e Ladário. Segundo noticiado pelo Correio do Estado, até o dia 21 de junho eram 170 focos estão concentrados nesta região

Conforme relatou o fotojornalista, Guilherme Giovanni, corumbaense, que há 15 anos, faz registros do bioma pantaneiro. Além da dificuldade enfrentada pelas queimadas, que superou o pior índice registrado em 2021, a fumaça tem ocasionado problemas respiratórios, fuligem que chega a cobrir veículos mesmo na garagem de residência e obriga os moradores a ficarem trancados em casa com janelas fechadas e panos embaixo das portas.

"É uma situação preocupante para a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos. As informações que tenho, é que os hospitais estão cheios de crianças com problemas respiratórios, a venda de nebulizadores em farmácias dobrou. Estive em uma farmácia hoje, só ontem venderam 40 aparelhos no sábado e acabou o estoque", apontou o fotojornalista.

A situação é tão crítica que é possível avistar a fuligem no ar, tornando a respiração quase que insustentável, segundo Guilherme.

"A fuligem tem uma espécie de gordura, quando você varre ela deixa um rastro como se fosse um carvão no chão. Ela gruda na roupa, no cabelo, se você limpa uma área [na sua casa] daqui a uma meia hora está tudo sujo novamente. Isso é na cidade inteira. Corumbá e Ladário estão tomados de fumaça", destacou. 

Com relação às aeronaves que estão auxiliando o combate ao fogo, o fotojornalista enfatizou a perícia dos pilotos, já que a concentração da fumaça prejudica a visibilidade. "Estão fazendo bem essa parte, são pessoas que possuem treinamento para isso". 

 

 

*Vídeo: Guilherme Giovanni

Fumaça 

No meio da semana, no dia 19 de junho, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), alertou que em decorrência das queimadas do Pantanal, nove municípios do estado foram impactados pela fumaça.

Confira os municípios afetados:

  • Porto Murtinho;
  •  Caracol;
  •  Miranda;
  • Bodoquena;
  • Bonito;
  • Jardim;
  • Nioaque;
  • Aquidauana;
  • Corumbá.

 

** Colaborou Alicia Miyashiro

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mato grosso do sul

Com 36% do público imunizado, Saúde alerta para vacinação contra a gripe no inverno

MS é o terceiro estado com menor cobertura vacinal contra a gripe e Ministério da Saúde enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina

23/06/2024 16h00

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde Bruno Rezende / Portal MS

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Com a chegada do inverno, que começou na última quinta-feira (20), o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe para proteger a população sul-mato-grossense. O Estado é o terceiro com a menor cobertura vacinal no País, acima apenas do Distrito Federal e Sergipe.

Com a chegada do inverno, é comum o aumento de circulação de vírus e o ministério enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina.

Até este domingo (23), apenas 36,67% do público-alvo foi imunizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Conforme o painel de imunização do Ministério, foram aplicadas 544.524 doses da vacina contra a Influenza no Estado, onde o público é de 1.188.387 pessoas. 

Em número de doses, Campo Grande é o município com maior aplicação da vacina, com 166.064 doses, enquanto a população alvo é composta de 367.493 pessoas, o que resulta em uma cobertura de 33,44%.

O público-alvo é formado por:

  • pessoas de 60 anos ou mais,
  • gestantes e puérperas,
  • trabalhadores da saúde,
  • crianças de 6 meses a menores de 6 anos,
  • professores da rede pública de ensino,
  • indígenas vivendo fora ou em terra indígena,
  • pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos) ,
  • adolescentes em medidas socioeducativas (menores de 18 anos, população privada de liberdade (18 anos e mais),
  • funcionário do sistema de privação de liberdade,
  • pessoas em situação de rua,
  • pessoas com comorbidades,
  • profissionais das forças armadas e das forças de segurança e salvamento,
  • caminhoneiros,
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso e trabalhadores portuários.

Em maio, a pasta recomendou a vacina contra a influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade. Deste grupo de pessoas que não fazem parte do público-alvo e aproveitaram a ampliação da vacinação, foram aplicadas 208.865 doses em Mato Grosso do Sul.

Em 2023, o estado alcançou a marca de 65,94% do público-alvo vacinado.

Em todo o Brasil, 42,26 % do público-alvo se vacinou contra a gripe. Até o momento, 36,5 milhões de doses foram aplicadas em um público prioritário de 75,8 milhões de pessoas. 

Campanha

A campanha de vacinação contra a gripe em 2024 começou mais cedo nas Regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com as vacinas sendo distribuídas para os estados e seus respectivos municípios logo no início de março, focada em grupos prioritários.

Neste ano, a composição da vacina é destinada a proteger contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma para garantir proteção contra a doença. O imunizante age para estimular a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza.

Quem se imunizou em 2023 ou nos anos anteriores também deve receber a vacina atualizada.

As vacinas são comprovadamente eficazes e protegem contra as cepas atualizadas, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Na Capital, as doses estão disponíveis em mais de 70 Unidades Básicas de Saúde, Unidades Básicas de Saúde da Família, entre outros pontos de vacinação, como shoppings e supermercados. 

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