MENU

Clique aqui e veja as últimas notícias!

QUEIMADAS

Delator da Lama Asfáltica é investigado por incêndio criminoso no Pantanal

Uma das fazendas investigadas em operação da Polícia Federal, é de Ivanildo Cunha Miranda, que delatou propina da JBS no governo do Estado
18/09/2020 08:30 - Eduardo Miranda


Um dos alvos da Operação Matáá, da Polícia Federal e que foi desencadeada na segunda-feira (14), é o pecuarista e ex-bancário Ivanildo da Cunha Miranda. Ivanildo também é réu na Operação Lama Asfáltica, na qual foi delator de um esquema de propina paga pelas empresas da JBS ao grupo político do ex-governador André Puccinelli (MDB).  

A propriedade de Ivanildo é uma das fazendas em que a Polícia Federal identificou focos de incêndio supostamente criminosos e que são investigados desde julho deste ano.  

O advogado Newley Amarilha afirma que a defesa ainda não teve acesso ao inquérito da Polícia Federal, mas que Ivanildo vai se defender mostrando que os focos não estão em uma de suas propriedades no Pantanal.  

“A acusação é baseada em uma foto de satélite. Vamos mostrar outras fotos de satélite indicando que o fogo não está nessa propriedade”, informou Newley.  

 

INCÊNDIOS CRIMINOSOS

A Polícia Federal desencadeou a Operação Matáá na segunda-feira (14), em Corumbá. Durante a investigação, foram encontrados indícios de que parte dos incêndios que se alastram pelo Pantanal é criminosa.  

Foram cumpridos na segunda-feira 10 mandados de busca e apreensão em cinco fazendas e em casas de fazendeiros suspeitos de provocar danos em uma área de 25 mil hectares. A casa de Ivanildo, em um condomínio de luxo em Campo Grande, e também a fazenda dele, no Pantanal, foram alvos dos mandados de busca e apreensão.  

O delegado responsável pela operação, Alan Givigi, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, informou que não foram apreendidos objetos nas fazendas vistoriadas pelos policiais federais. “Só foram feitas as perícias e ouvidos os funcionários. Agora, vamos esperar a análise dos materiais apreendidos e o resultado da perícia”, informou nesta quinta-feira (17).  

Para encontrar os indícios de incêndios criminosos, a Polícia Federal usou dados de satélite de um núcleo da instituição em Brasília (DF), especializado em crimes ambientais, e também sobrevoou várias fazendas no Pantanal.

“São locais inabitados, em que os incêndios não começaram de forma acidental. Nossa suspeita é de que eles colocaram fogo antes para depois abrir uma área de pastagem”, explicou Givigi na segunda-feira.

Os incêndios investigados se alastraram para áreas de preservação permanente e também atingiram regiões como a Serra do Amolar e o Parque Nacional do Pantanal, já em território mato-grossense.