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Delegacia Virtual registra quase 14 mil boletins de ocorrências no Estado

Delegacia Virtual registra quase 14 mil boletins de ocorrências no Estado

NOTÍCIAS MS

05/07/2012 - 08h05
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A busca por serviços que ofereçam agilidade e rapidez tem aumentado consideravelmente o número de registro de boletins de ocorrências na Delegacia Virtual (Devir) no Estado, feitos através do site www.devir.pc.ms.gov.br. Os cidadãos podem utilizar a ferramenta para registrar casos de furto simples, extravio e desaparecimento de pessoas.

De acordo com levantamento dos números contabilizados somente no primeiro semestre de 2012, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), de janeiro a junho deste ano foram feitos 14.799 registros de Boletins de Ocorrências.

Um aumento de 41,05%, ou seja, 4.307 registros a mais, se comparados aos dados do primeiro semestre de 2011, quando foram registrados 10.492 boletins. Os casos de furtos simples somam 808 registros e as ocorrências de desaparecimentos contabilizam 15 ocorrências registradas na Delegacia Virtual nos primeiros seis meses do ano.

Entrevista

"Esperamos investir R$ 7,5 bilhões na pavimentação e reestruturação de rodovias"

Secretário de Infraestrutura e Logística de MS, Helio Peluffo fala sobre projetos da Seilog, que incluem a melhoria da malha viária do Estado até o fim da gestão de Eduardo Riedel

18/05/2024 09h30

Helio Peluffo

Helio Peluffo Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Helio Peluffo Filho

Secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul

Formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula (1986), no Rio de Janeiro (RJ). Foi um dos prefeitos mais bem avaliados de Mato Grosso do Sul no período em que comandou a prefeitura de Ponta Porã (2017-2022) e já atuou como secretário municipal nas prefeituras de Ponta Porã e Maracaju. Também atuou como vereador pela cidade fronteiriça e como professor universitário.

A melhoria de estradas e rodovias de Mato Grosso do Sul, assim como de ruas e avenidas dos municípios do Estado, está entre os projetos apresentados pelo governo estadual para os próximos anos de mandato do governador Eduardo Riedel (PSDB).

Em entrevista ao Correio do Estado, o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Helio Peluffo Filho, falou sobre as demandas que estão entre as prioridades para os próximos anos. 

Segundo o secretário, entre os projetos está o investimento de R$ 7,5 bilhões em rodovias do Estado até 2026. O recurso será investido em pavimentação, reestruturação e construção de pontes, entre outros.

“Estamos investindo R$ 6,64 bilhões em obras nas rodovias de Mato Grosso do Sul. Esses recursos estão sendo direcionados para recuperação, implantação e cascalhamento das estradas, abrangendo todos os municípios do Estado. Além disso, estamos construindo e recuperando mais de 13.697 metros quadrados de pontes de concreto, assegurando uma infraestrutura de transporte mais segura e eficiente para todos”, comentou.

Quais são os principais projetos em andamento no Estado?

Estamos executando um plano estadual de pavimentação robusto, com o objetivo de alcançar a universalização da pavimentação asfáltica em ruas e avenidas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Essa meta foi definida pelo governador Eduardo Riedel e visa promover um desenvolvimento integral em todas as cidades do Estado. Nossa meta é pavimentar mais de 3,7 mil quilômetros de novas vias, visando garantir que todos os municípios tenham 100% de suas ruas e avenidas pavimentadas.

Executamos em 2023 mais de R$ 2,393 bilhões em contratos e convênios com as prefeituras. Em 2024, esses investimentos devem chegar a R$ 2,826 bilhões em obras de infraestrutura urbana, construção civil, estradas, pontes e vias vicinais, bem como melhorias em energia e logística nos aeroportos e aeródromos municipais. 

Com investimentos diretos nos municípios, o governo projeta destinar mais de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura em 2025 e 2026, totalizando cerca de R$ 10 bilhões ao longo dos quatro anos da atual gestão.

Mato Grosso do Sul está em pleno desenvolvimento, avançando em todas as frentes. Estamos estendendo a mão aos municípios para que todas as cidades cresçam na mesma proporção que o Estado. Temos investimentos significativos em obras nas cidades, distritos, áreas urbanas e rurais. Estamos focados no sistema rodoviário, construindo novas rodovias e recuperando estradas essenciais para o progresso dos 79 municípios.

Até 2026, esperamos investir R$ 7,5 bilhões em rodovias, abrangendo pavimentação, reestruturação, construção de pontes e projetos diversos. Além disso, estamos executando um ambicioso plano aeroviário, que destinará R$ 250 milhões ao longo dos quatro anos da gestão do governador Eduardo Riedel para promover melhorias nos aeroportos e aeródromos do Estado. Para se ter uma ideia, no primeiro quadrimestre de 2024, já asseguramos mais de R$ 65 milhões para essa finalidade em sete municípios, com mais investimentos por vir.

Quais os impactos esperados dessas obras?

A pavimentação e outras melhorias na infraestrutura urbana não apenas facilitam a mobilidade e o acesso, mas também impulsionam o desenvolvimento econômico, a qualidade de vida das pessoas e a geração de empregos, tanto na construção civil, com as obras que chegam nas cidades, quanto com o aquecimento do comércio em cada localidade. Com esses investimentos, esperamos criar um ambiente mais favorável para o crescimento das cidades, atrair novos investimentos e melhorar significativamente o bem-estar dos cidadãos de Mato Grosso do Sul.

Como o Estado tem investido para melhorar rodovias e estradas vicinais?

Estamos investindo R$ 6,64 bilhões em obras nas rodovias do Mato Grosso do Sul. Esses recursos estão sendo direcionados para recuperação, implantação e cascalhamento das estradas, abrangendo todos os municípios do Estado. Nosso objetivo é melhorar as condições das rodovias e promover o desenvolvimento socioeconômico regional. 

Além disso, estamos construindo e recuperando mais de 13.697 m² de pontes de concreto, assegurando uma infraestrutura de transporte mais segura e eficiente para todos.

Outros investimentos significativos estão garantidos para 2024 e 2025. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES] destinou R$ 2,3 bilhões para implantação, pavimentação e restauração de rodovias. 

Cerca de US$ 200 milhões [aproximadamente R$ 1,1 bilhão na cotação atual] estão assegurados pelo Banco Mundial para a restauração de rodovias.

Rodovias estratégicas estão recebendo importantes obras de restauração e pavimentação. Entre elas, destacam-se a restauração completa da MS-436, que liga Camapuã a Figueirão, e da MS-320, na região de Três Lagoas, que conecta o município a Inocência. 

Outras obras incluem a MS-338, que vai de Camapuã a Ribas do Rio Pardo, e a MS-276, que conecta Dourados a Deodápolis. Além disso, a pavimentação da MS-040 vai ligar Santa Rita do Pardo a Brasilândia, enquanto a MS-345, de Bonito a Anastácio, está sendo desenvolvida para impulsionar o turismo. 

Esses são apenas alguns exemplos das obras em andamento, que estão em processo acelerado sob a coordenação da Seilog e da Agesul [Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos]. Essas iniciativas visam atender às necessidades dos municípios, facilitar o escoamento da produção pela iniciativa privada e promover o desenvolvimento em todas as regiões do Estado, de norte a sul e de leste a oeste.

Sobre a BR-262, a previsão do governador era de que neste mês o governo federal responderia sobre a delegação de trechos da rodovia e da BR-267 ao governo do Estado. Já há uma resposta?

Estamos avançando nos estudos para a concessão de rodovias prioritárias no Estado, conduzidos pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, sob a liderança da Eliane Detoni. Esses estudos, autorizados pelo Conselho Gestor de Parcerias, abrangem a adequação de capacidade, reabilitação, operação, manutenção e conservação de trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, bem como das rodovias federais BR-267 e BR-262.

Este ano, o Escritório de Parcerias Estratégicas terá um posicionamento claro e detalhado para que o governador possa apresentar ao governo federal e formalizar a delegação dessas rodovias a Mato Grosso do Sul, possibilitando que o Estado assuma a concessão e melhore a infraestrutura viária.

Como está o andamento da discussão com o governo federal sobre a Malha Oeste?

Desde 1996, a Malha Oeste é administrada pela iniciativa privada. Em 2020, a empresa concessionária solicitou ao governo federal a devolução e relicitação da ferrovia, em um processo amparado pela lei. Em abril, os governadores Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, discutiram com o ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre este projeto de relicitação.

Além disso, estamos em conversas constantes com as empresas Suzano e Eldorado, do setor de celulose, sobre projetos para a construção de novos trechos de ferrovia. Esses novos trechos visam proporcionar uma opção de transporte ferroviário de Três Lagoas até Aparecida do Taboado, conectando as Malhas Oeste e Paulista, e, eventualmente, ao Porto de Santos.

O investimento estimado para este projeto é de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões e está atualmente em fase de licenciamento pelo Estado. Esse projeto visa melhorar a viabilidade econômica, facilitar o escoamento da produção e aprimorar a logística em Mato Grosso do Sul. O governador tem ido a Brasília frequentemente para defender esta pauta e avançar na retomada da operação da Malha Oeste.

Além disso, a empresa Arauco, de celulose, solicitou autorização para o Estado, por meio da Seilog, para a a construção de um ramal de 47 km, que vai ligar a planta da fábrica à Malha Norte. Esse projeto está sendo dialogado com a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] e o governo do Estado. O governador Eduardo Riedel tem avançado nas tratativas para viabilizar detalhes dessa autorização, que deve acontecer em breve.

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Megafábrica de celulose

Terceirizadas da Suzano aplicam calote de R$ 9,2 milhões em Ribas do Rio Pardo

Empresas não pagaram pelo aluguel de máquinas usadas no canteiro nem mesmo os pintores alpinistas da indústria

18/05/2024 08h00

Projeto Cerrado, que será a maior planta processadora de celulose do mundo, tem inauguração programada para o mês que vem

Projeto Cerrado, que será a maior planta processadora de celulose do mundo, tem inauguração programada para o mês que vem Reprodução

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As empresas terceirizadas pela Suzano para construir o Projeto Cerrado, uma megafábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo que será a maior do mundo quando inaugurada, aplicaram um calote de pelo menos R$ 9,2 milhões em seus fornecedores.


A quantia tem origem nos processos de cobrança ou reparação de danos ajuizados pelos fornecedores que não receberam das terceirizadas da Suzano para construir a fábrica, a qual está praticamente pronta e que deve ser inaugurada no mês que vem.


Os contratados da Suzano começaram a aplicar os calotes no fim do ano passado, conforme apurou o Correio do Estado. Após contatos, atrasos em pagamentos e negociações malsucedidas entre terceirizados e fornecedores, os processos judiciais começaram.


As ações se concentram basicamente em duas contratadas da gigante mundial da celulose: a Enesa S.A., que é apontada pela GD Fabricação e Montagem de Equipamentos Industriais Ltda. como devedora de R$ 7 milhões em danos materiais, lucros cessantes em contrato e mais indenização por dano moral; e a VBX Transportes, que já acumula uma dívida judicializada de pelo menos R$ 3 milhões referente ao aluguel de máquinas, equipamentos e caminhões para uso no canteiro de obras.


O Correio do Estado investigou que a dívida da VBX deve passar dos R$ 3 milhões, pois há débitos ainda não ajuizados, sobretudo com pequenos comerciantes de Ribas do Rio Pardo, envolvendo a compra de combustível, alimentação e hospedagem de seus funcionários.


A Suzano já temia um calote da VBX, tanto é que, no ano passado, a empresa efetivou o pagamento do salário dos contratados de sua terceirizada. Os proprietários das máquinas, contudo, ainda não conseguiram receber.


Até o momento, na comarca de Ribas do Rio Pardo, três empresas foram à Justiça contra a VBX: a Locatruck alega ter R$ 132,2 mil para receber da fornecedora; a LOB Terraplanagem, outros R$ 120 mil; e Sérgio Claudemir Papa, cujo dono é empresário do interior de São Paulo, mais R$ 452,4 mil. 


Há também o caso de uma empresa de Minas Gerais que ajuizou contra a VBX na Justiça mineira pedindo o bloqueio de R$ 1,5 milhão para o pagamento da dívida.


A VBX chegou a abrir uma pessoa jurídica em Mato Grosso do Sul para se beneficiar dos incentivos fiscais. Na verdade, ela é do interior de MG e já atuou em vários empreendimentos da Suzano Brasil afora.


“Trabalho com eles [VBX] há pelo menos cinco anos, e é a primeira vez que ficaram devendo, não pagaram. Está tudo muito estranho ainda,” disse um empresário que preferiu não se identificar, porque ainda tem a esperança de receber os R$ 1,5 milhão por ter colocado 10 máquinas no canteiro de obras do Projeto Cerrado.

Pintura com alpinistas


A GD foi contratada em 24 de novembro de 2022 para executar o serviço de jateamento e pintura, inclusive com a mão de obra de pintores alpinistas. Eles eram necessários em função das dimensões colossais da fábrica, que exigiu da Suzano mais de R$ 22,5 bilhões em investimentos e foi o maior canteiro de obras do Brasil de 2021 para cá.


Empresa que atuou na construção da fábrica da Suzano e recebeu o calote de uma das terceirizadas, a Enesa assumiu o compromisso de executar os serviços de tubulação e suporte de tubulação, compreendendo a fabricação, o jateamento e a pintura de suportes primários e secundários, suporte de tubulação em aço inox, fabricação de trechos de spool de tubulação e prestação de serviços de jateamento e pintura de tubulação.


Na Justiça, a GD cobra a reparação de R$ 1,357 milhão em danos materiais da Enesa, da Andritz Brasil e da Suzano. Também postula por R$ 400 mil em danos morais.A subcontratada para a construção da megafábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo ainda reivindica R$ 5,34 milhões em lucros cessantes, elevando o valor total da ação para R$ 7,09 milhões.


Outro lado


O Correio do Estado tentou contato com a VBX, a Enesa e a Andritz Brasil. Nenhuma das empresas atendeu às ligações da equipe de reportagem. A Suzano informou que “honra todos seus compromissos com prestadores de serviços”. 


A empresa ainda afirmou que não tem visibilidade, tampouco obrigação legal, quanto a supostos débitos de empresas terceirizadas e quarteirizadas.

“Além disso, não tem como acompanhar e controlar as negociações comerciais ou concessão de crédito para tais empresas prestadoras de serviço, bem como fiscalizar, participar de negociações comerciais ou se responsabilizar por tais pagamentos”, ponderou. 


A Suzano ainda disse que tem realizado campanhas voltadas às empresas locais, para conscientizar comerciantes e prestadores de serviços sobre os cuidados em negociações, e que não autoriza que empresas utilizem o nome dela para tal fim.

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