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Delegado do caso Marielly deve concluir investigação em breve

Delegado do caso Marielly deve concluir investigação em breve

laís camargo

11/07/2011 - 16h07
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Em reportagem do Portal Correio do Estado, o delegado Fabiano Nagata declarou que iria sair da Delegacia Especializada em Homicídios (DEH), mas hoje ele garantiu que ficará até o final do caso Marielly. Assim que concluído o caso, ele irá para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf).

As investigações estão em fase final e a equipe da polícia civil agora procura pelo pai do filho de Marielly e a pessoa que teria feito o aborto.

Relembre o caso

Desaparecida no dia 21 de maio de 2011, Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, saiu da casa onde morava com os pais dizendo que iria "resolver um problema", em seguida iria encontrar o namorado, mas não foi até lá.

O corpo de Marielly foi encontrado em um canavial no município de Sidrolândia no dia 11 de junho. Ela estava grávida de quatro meses e de acordo com o laudo da perícia, a jovem morreu por complicações em um aborto.

meio ambiente

Em ano mais quente, MS registrou aumento de temperatura de até 4ºC

O ano passado foi o mais quente da história de Mato Grosso do Sul, com média de temperatura atingindo os 25,7°C

01/03/2024 09h00

Céu de Campo Grande, cidade que teve, em média, um aumento de 2°C nos últimos meses de 2023 Foto: Gerson Oliveira

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Durante o período mais quente do planeta, Mato Grosso do Sul chegou a registrar temperatura 4ºC acima da média para novembro.

De acordo com estudo feito pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sobre as condições extremas de temperatura no Brasil, com base em conteúdo exclusivo para o jornal O Globo, entre os municípios de Mato Grosso do Sul, Porto Murtinho foi a cidade que apresentou, entre os meses de novembro e dezembro de 2023, a aumento de temperatura, registrando 3,96ºC de desvio padrão do valor médio para os dois últimos meses do ano.

O município, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), também alcançou a maior temperatura máxima do Estado em 2023 nos dias 17 de outubro e 16 de novembro, chegando a 43,4°C.

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande apresentou o sexto maior aumento de temperatura, registrando 2,87ºC acima do normal para o mês de novembro.

Ainda em novembro, na tarde do dia 11, o Cemtec-MS informou que nove municípios registraram temperaturas acima de 40ºC: Porto Murtinho (42,3ºC), Coxim (41,9ºC), Três Lagoas (41,6ºC), Bataguassu (41,1ºC), Corumbá (41,1ºC), Pedro Gomes (41,1ºC), Miranda (41ºC), Aquidauana (40,8ºC) e Água Clara (40,6ºC).

De acordo com os meteorologistas do Cemtec-MS, o motivo dessa onda de calor no segundo semestre de 2023 foi uma massa de ar quente que estava cobrindo a Região Centro-Oeste, provocando o calor extremo no Estado.

“Entre os dias 10 e 20 de novembro, os modelos indicavam a atuação de um bloqueio atmosférico [sistema de alta pressão atmosférica] que favoreceu uma intensa onda de calor e as temperaturas passaram dos 40°C”, informou o Cemtec-MS em nota.

Conforme estudo do Cemaden, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2023 apresentaram as maiores anomalias de temperatura em grande parte do País. 

No entanto, anomalias entre 4ºC e 5ºC graus foram observadas especialmente nos meses de novembro e dezembro.

Considerando novembro do ano passado, os municípios com anomalias entre 4ºC e 5ºC graus concentravam-se no sul da Bahia, no norte de Minas Gerais e em parte do Pantanal.

Para o meteorologista do Cemtec-MS Vinícius Banda Sperling, a falta de regularidade das chuvas no segundo semestre do ano passado causou diversos problemas de saúde para as pessoas, prejuízo para o agronegócio e também contribuiu para queimadas florestais no Estado.

“No fim do período seco, as temperaturas subiram muito, e o material combustível, como a palha que estava no campo, ficou com a temperatura muito elevada, pronto para queimar. Outros pontos preocupantes desta alta de temperaturas em 2023 foi [em relação à] saúde humana, dos animais e vegetais, [pois] começamos a transpirar mais com a baixa umidade e começamos a ter o ressecamento dos olhos e narinas”, analisou Vinícius.

REGIÃO PANTANEIRA

A região norte de Mato Grosso do Sul, novembro e dezembro de 2023, concentrou os maiores registros de calor do Estado.

Corumbá, Aquidauana e Porto Murtinho, situado no sudoeste de MS, tiveram a temperatura média em novembro de 38ºC.

Coxim, Miranda e Rio Verde de Mato Grosso também esquentaram na casa dos 37ºC. 
Em dezembro, vale destacar que cidades da região central do Estado, como Ribas do Rio Pardo e Brasilândia, ficaram entre os 10 municípios com temperaturas mais elevadas, passando dos 36ºC.

A Capital registrou 34,64ºC em dezembro e 35,45ºC em novembro, de acordo com o estudo do Cemaden.

Climatologicamente, outubro e novembro foram considerados os meses mais quentes do ano pelo Cemtec-MS. 

“Aliado a isso, tivemos a atuação forte do El Niño, que é um fenômeno oceânico-atmosférico de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico e, por consequência, que favorece as altas temperaturas. No Estado, esse fenômeno tem um impacto maior na temperatura do ar, com padrões acima do normal. Por meio da análise dos sistemas meteorológicos atuantes, identificamos a formação de sistemas de alta pressão atmosférica que favoreceram a formação de bloqueios atmosféricos e as ondas de calor”, informou o Cemtec-MS.

CALOR SE MANTÉM

A previsão do Cemtec-MS indica que os altos índices de calor de 2023 devem se manter ou aumentar neste ano.

De março a maio, as chuvas devem ficar dentro ou ligeiramente abaixo da média histórica em grande parte do Estado. 

Em relação às temperaturas, em janeiro, foram observadas temperaturas máximas entre 37ºC e 40°C, o que evidenciou um trimestre de início de ano mais quente do que anteriormente registrado na climatologia. 

A previsão climática de temperatura para o trimestre informado indica que em Mato Grosso do Sul as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica.

EDUCAÇÃO-PROUNI

MEC atrasa divulgação da 2ª chamada do Prouni pelo terceiro dia

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem

29/02/2024 22h00

Essa edição do Prouni oferta 406.428 bolsas em 1.028 instituições participantes. Crédito: Fabio Rodrigues-Prozzebom / Agência Brasil

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O MEC (Ministério da Educação) atrasou pelo terceiro dia seguido a divulgação dos resultados da segunda chamada do Prouni (Programa Universidade para Todos). Problemas técnicos têm afetado o carregamento dos resultados na plataforma federal de acesso ao ensino superior.

O cronograma inicial previa que os resultados saíssem na terça (27), mas candidatos a bolsas em universidades privadas não conseguiram acessar os resultados. Após receber reclamações de atraso, a pasta declarou que a divulgação ocorria na quarta (18). 

No sistema de acesso, o ministério de Camilo Santana somente atualizou a data, sem qualquer explicação aos candidatos.

"As equipes técnicas da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu) estão trabalhando para divulgar os resultados da segunda chamada do Prouni o mais rápido possível", diz nota do ministério.

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e se inscrevem em um sistema específico do governo federal.

A previsão é que os candidatos contemplados na segunda chamada tenham até o dia 12 de março para comprovar as informações prestadas e garantir a vaga. Depois será aberto um novo prazo, entre os dias 18 e 19 de março, para quem desejar se cadastrar na lista de espera.

O atraso e a falta de esclarecimentos causaram indignação entre estudantes, que têm publicado reclamações nas redes sociais.


Essa edição do Prouni oferta 406.428 bolsas em 1.028 instituições participantes.

Esse é mais um de uma série de problemas envolvendo os sistemas de seleção para o ensino superior na gestão Lula (PT).

No dia 6 de fevereiro, devido a um erro na divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o ministério voltou a ter dificuldade na entrega dos aprovados da primeira chamada para o Prouni.

Durante toda a tarde, o portal ficou fora do ar e os candidatos não conseguiram acessar os resultados, que só foram publicados no início da noite.

Já em relação ao Sisu, que oferece vagas em universidades federais também a partir da prova do Enem, foram dois problemas. Além do atraso na divulgação, o MEC liberou indevidamente resultados provisórios, que ainda não estavam homologados. Conforme a pasta, os dados errados ficaram disponíveis por 25 minutos.

Assim, estudantes que antes chegaram a aparecer como aprovados na primeira lista descobriram que, na verdade, não haviam conseguido a vaga. A pasta alegou problemas técnicos.

Novo problema ocorreu na divulgação dos resultados da lista de espera do Sisu, que deveria ter acontecido no dia 16 de fevereiro, mas por orientação do MEC, as universidades e institutos federais adiaram a divulgação ou retificaram a publicação dos aprovados. Procurada por telefone e email diversas vezes, a pasta não deu explicações sobre as ocorrências.

A reportagem levantou que houve problemas em mais de 20 instituições em todo país nas convocações para essa etapa de "repescagem", que seleciona quem não foi aprovado em primeira chamada, em janeiro.

Não foi esclarecido se o reprocessamento das listas alterou a classificação dos candidatos, como havia ocorrido na divulgação da primeira chamada.

 

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