Cidades

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Delenda Mercosul

Delenda Mercosul

Redação

22/02/2010 - 03h37
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A ideia de integração econômica, social e política dos países da América Latina vem de longe, talvez desde Simon Bolivar, nos primórdios do século XIX. Entretanto, a ideia tomou vulto não há muito, quando dela abraçaram, especificamente aqui no Brasil, líderes como André Franco Montoro (este sem o poder de mando) e o então presidente José Sarney, que contando com o apoio entusiasta de Raúl Alfonsin, presidente da Argentina, conseguiram reunir num bloco Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Daí nasceu o Mercosul, cujo propósito era o de promover a identidade aduaneira entre tais países e, que através de uma intensa ação política, proporcionasse o desenvolvimento harmônico das respectivas economias como supedâneo de uma ativa justiça social e restabelecimento pleno da democracia como sistema político em cada estado-membro. Os esforços iniciais indicavam que o Mercosul teria uma expressão econômica e política capaz de agregar aos demais países da América Latina e mesmo do Caribe, excetuando o México por suas ligações tradicionais e profundas com a América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Chegou-se até a pensar em um entendimento político e econômico com a União Europeia, inúmeros países do velho continente, através do Mercado Comum Europeu. O tempo vai passando e lá se vão duas décadas, com algum sucesso e muitos atropelos. As repúblicas do Uruguai e Paraguai, por terem menor expressão econômica, cotidianamente reclamam que o Mercosul tornou-se um privilégio para o comércio bilateral entre o Brasil e a Argentina. A Argentina, por seu turno, reclama da gulosidade imperialista do seu parceiro Brasil, o qual, industrialmente mais poderoso, está a prejudicar seu já precário e ultrapassado, tecnologicamente, parque industrial. Com tal justificativa entrava o livre comércio, estabelecendo rígidas normas alfandegárias contra a entrada de produtos brasileiros. Os resultados são vexaminosos para os interesses da pauta de exportação de nossos produtos. Tal situação, extremamente injusta para quem investiu no Brasil na crença de que o Mercosul seria realmente uma porta aberta para o livre comércio entre as nações irmãs, se expõe a irreparáveis prejuízos e é letal para o sobrevivência do Mercosul. Tal imposição das autoridades argentinas encontra a passividade das nossas. Ainda agora, o Ministro das Relações Exteriores, o irrequieto Celso Amorim, naturalmente atendendo a ordens expressas do chefe Luiz Inácio, ao lado de outros dois ministros, Miguel Jorge, da Indústria e Comércio, e Guido Mantega, da Fazenda, foram a Buenos Aires, e mais uma vez se curvaram às exigências argentinas de manter as barreiras alfandegárias existentes. Não deram um pio de protesto ou represália, agasalhados no princípio da reciprocidade, muito menos levantaram, como alerta, os fundamentos superiores do Mercosul. Celso Amorim, rodeando o toco, utilizou-se do surrado e parco argumento diplomático de que o Brasil e a Argentina estão no encontro de “soluções criativas” para os problemas comerciais comuns!! Desculpa vergonhosa e de clara submissão à arrogância platina. Enquanto o governo argentino fecha a porta de seu comércio de importação para o Brasil, abre de forma escancarada a outra porta para os produtos chineses que lá estão “lavando a égua”! Se o Brasil, por inépcia do governo do senhor Luiz Inácio, se agacha para a Argentina orgulhosa; se o Uruguai e o Paraguai se sentem marginalizados pelos outros dois parceiros, será que não está chegando a hora de se pensar num delenda Mercosul, pois fora dele o Brasil, pela sua vitalidade econômica e sem peias, poderia ser mais útil à comunidade de países sul-americanos e aos interesses nacionais? Que o próximo governo federal brasileiro pense na hipótese, ou seja mais duro nas trativas com o governo argentino para que ideia-mater do Mercosul prevaleça.

PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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Cidades

Famílias têm 30 dias para evitar exumação no Cemitério Santo Amaro

Familiares devem procurar a administração do local para tratar de pessoas enterradas em sepulturas temporárias cujo prazo venceu

21/01/2026 16h44

Crédito: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, no Diogrande desta quarta-feira (21), um aviso para que familiares que possuem entes sepultados em jazigos temporários se apresentem no Cemitério Santo Amaro.

A notificação foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que informou que essas sepulturas possuem prazo de concessão de cinco anos.

Como o período venceu, os familiares de pessoas enterradas nos lotes que constam na publicação têm prazo de até 30 dias úteis, contados a partir da data da publicação, para procurar a administração do cemitério.

Cabe aos familiares informar o que desejam que seja feito após a exumação dos restos mortais.

Caso ninguém compareça dentro do prazo, a pasta irá prosseguir com a exumação, e os restos mortais serão encaminhados ao ossuário coletivo, sem necessidade de nova comunicação à família.

Os restos mortais serão devidamente embalados, lacrados e identificados, respeitando a dignidade e a memória dos falecidos.

Na edição do Diogrande desta terça-feira (20), também houve outra lista de convocações relacionadas a pessoas enterradas nos cemitérios Santo Amaro e São Sebastião, popularmente conhecido como Cemitério Cruzeiro.

Nesse caso, a convocação refere-se à regularização cadastral e à correção de irregularidades operacionais identificadas.

A publicação divulgou o nome dos titulares dos terrenos, sendo cerca de 52 convocados a comparecer ao Cemitério Cruzeiro e mais de 100 ao Cemitério Santo Amaro para regularizar pendências.

Para conferir as edições do Diogrande, basta clicar aqui e selecionar a data correspondente para verificar se o ente consta na lista divulgada.

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