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AEDES AEGYPTI

Dengue infectou mais de 41 mil pessoas no ano de 2020 em Mato Grosso do Sul

Secretaria de Saúde do Estado contabilizou o total de 42 mortes
02/01/2021 17:54 - Brenda Machado, Glaucea Vaccari


Os dados mais recentes divulgados pela secretaria estadual de Saúde (SES) mostram que, em 2020, a Dengue infectou mais de 41 mil pessoas em Mato Grosso do Sul.

Em números absolutos, foram 41.378 confirmações e 42 mortes causadas pelo Mosquito.

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Ainda com base na atualização da SES, somente nos últimos 49 dias do ano, foram registradas 2.104 infecções, sendo que a cidade com maior número de casos foi Campo Grande, com pouco mais de 13 mil casos.

Como resultado dos dados, Mato Grosso do Sul permaneceu e encerrou o ano ocupando a 2ª posição entre os estados do país com maior incidência de casos de Dengue.

Todos os 79 municípios ficaram na faixa vermelha, ou seja, classificados com alta incidência da doença; o nível indica mais de 300 casos por 100 mil habitantes.

A boa notícia é que, apesar do número de óbitos, as infecções desaceleraram no decorrer do ano. Enquanto no primeiro trimestre de 2020, 27 pessoas morreram, o número foi descendo e nos outros nove meses quase caiu para a metade.

O mês com os maiores registros foi março, com 11 óbitos.

No todo, além da Capital, as cidades mais atingidas pelo Mosquito foram: Ponta Porã (4.347), Três Lagoas (2.849), Corumbá (2.180), Amambaí (1.761) e Dourados (1.197).

 
 

COMBATE

Em Campo Grande, no início de dezembro do ano passado, começou a soltura dos Mosquitos Wolbachia, que são os Aedes aegypti com a bactéria que inibe transmissão da dengue, zika e chikungunya.

A primeira região a receber a liberação dos Mosquitos foi o Anhanduzizinho, mas todas as setes faixas da Capital receberão a ação.

Inicialmente, os bairros escolhidos foram o Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado.

A soltura acontece diariamente e dura cerca de 16 semanas. A ação é uma inciativa da Prefeitura de Campo Grande com apoio de equipes do World Mosquito Program (WMP Brasil).

“Esse projeto vem somar aos esforços, sempre lembrando que é um método complementar. Portanto é preciso que todos continuem colaborando para evitar a proliferação do mosquito”,  lembrou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, pedindo que a população se mantenha atenta, obstruindo possível focos da Dengue.

Além da novidade dos Wolbachia, também no mês passado foi inaugurada a Biofábrica de Método Wolbachia, instalada na sede do Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen).

O local, que tem capacidade de produzir 1,5 milhão de mosquitos com Wolbachia por semana, será fundamental para a realização das solturas que continuará neste primeiro semestre de 2021.