Cidades

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Dengue

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PAULO RENATO COELHO NETTO É JORNALISTA

29/03/2010 - 10h29
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Seja qual for o ponto de vista, racional ou emocional, o estágio que Campo Grande chegou com o atual surto de dengue é inadmissível. É a capital nacional da dengue, com o maior número de casos e mortes registradas em 2010. Inadmissível primeiro porque estamos em pleno século XXI, em um novo milênio, em uma cidade repleta de escolas, universidades, hospitais e infraestrutura urbana. Segundo porque a dengue é uma doença fruto do descaso, do relapso ou da ignorância. Portanto, absolutamente evitável. É preciso deixar de lado o argumento político de que a dengue é uma praga de verão. Na primavera do ano passado centenas de pessoas tiveram a doença na capital de Mato Grosso do Sul. O verão chegou e os números apenas aumentaram. Entramos no outono de 2010 e o mosquito está aí, se multiplicando diariamente, sem que seja dada uma solução para o problema. Os meios de comunicação anunciam que a Secretaria Municipal de Saúde notificou mais três mortes causadas pela dengue somente em março em Campo Grande. São sete mortes sob investigação: cinco em março, uma em fevereiro e outra em janeiro de 2010. Com isso, segundo as notícias, passa de uma dezena de mortes frutos da epidemia na capital. A teoria que chegaram a ensaiar de que a dengue é produzida nos terrenos e quintais de pessoas menos esclarecidas foi por água abaixo, literalmente, quando recentemente uma agente de saúde encontrou larvas do mosquito Aedes aegypti no quintal da casa do prefeito, Nelson Trad Filho. Além de chefe do Executivo municipal pela segunda vez consecutiva, o prefeito é médico, bem informado e culto. Políticos como o senador Delcídio do Amaral e o deputado estadual Londres Machado estão entre as mais de 26 mil pessoas contaminadas com a dengue nos últimos meses somente na capital de Mato Grosso do Sul. Capital que, a priori, deveria dar o exemplo para as demais cidades do interior de como se livrar do Aedes aegypti. Assim como as péssimas condições das rodovias de Mato Grosso do Sul devem entrar em pauta dos candidatos ao governo do Estado, ou do Senado, ou da Câmara Federal, o que eles pretendem fazer para livrar o povo dessa praga também deve entrar em discussão, nos discursos acalorados nos palanques e nos programas gratuitos de rádio de televisão. O eleitor não quer mais saber de político que faz politicagem, que chama o outro de ladrão ou bêbado nos comícios. Isso é coisa de corrutela. As pessoas querem ouvir propostas e soluções e já estão deixando de votar ao perceber o discurso vazio, destemperado, inócuo e demagógico do candidato. Talvez a solução para a dengue não passe por milhões e milhões de reais. A Prefeitura de São José do Rio Preto, no interior paulista, iniciou o combate a dengue com libélulas. Na semana passada cerca de trezentas mudas da planta Crotalaria juncea foram distribuídas para moradores interessados em participar da campanha para reduzir a incidência do mosquito na cidade. A ideia é que as flores atraiam as libélulas, que se alimentam das larvas e do mosquito Aedes adulto. Além de São José do Rio Preto, outra cidade da região, Monte Aprazível, adotou a planta no fim do ano passado. Em 2010 o município contabilizou onze casos de dengue. O fato é que as propagandas oficiais veiculadas para combater a dengue não causam o efeito desejado. Ou pela surdez que toda ignorância provoca ou pela falta de objetividade do material veiculado. Pela quantidade de mortes em Campo Grande, a dengue tem sido proporcionalmente pouco ou quase nada debatida. A essas alturas do campeonato, o negócio é ir se untando de repelente. Quem souber rezar que reze e quem puder colocar telas em casa que o faça. Com urgência. Não há luz no fim do túnel.

PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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Cidades

Famílias têm 30 dias para evitar exumação no Cemitério Santo Amaro

Familiares devem procurar a administração do local para tratar de pessoas enterradas em sepulturas temporárias cujo prazo venceu

21/01/2026 16h44

Crédito: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, no Diogrande desta quarta-feira (21), um aviso para que familiares que possuem entes sepultados em jazigos temporários se apresentem no Cemitério Santo Amaro.

A notificação foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que informou que essas sepulturas possuem prazo de concessão de cinco anos.

Como o período venceu, os familiares de pessoas enterradas nos lotes que constam na publicação têm prazo de até 30 dias úteis, contados a partir da data da publicação, para procurar a administração do cemitério.

Cabe aos familiares informar o que desejam que seja feito após a exumação dos restos mortais.

Caso ninguém compareça dentro do prazo, a pasta irá prosseguir com a exumação, e os restos mortais serão encaminhados ao ossuário coletivo, sem necessidade de nova comunicação à família.

Os restos mortais serão devidamente embalados, lacrados e identificados, respeitando a dignidade e a memória dos falecidos.

Na edição do Diogrande desta terça-feira (20), também houve outra lista de convocações relacionadas a pessoas enterradas nos cemitérios Santo Amaro e São Sebastião, popularmente conhecido como Cemitério Cruzeiro.

Nesse caso, a convocação refere-se à regularização cadastral e à correção de irregularidades operacionais identificadas.

A publicação divulgou o nome dos titulares dos terrenos, sendo cerca de 52 convocados a comparecer ao Cemitério Cruzeiro e mais de 100 ao Cemitério Santo Amaro para regularizar pendências.

Para conferir as edições do Diogrande, basta clicar aqui e selecionar a data correspondente para verificar se o ente consta na lista divulgada.

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