Cidades

SEM ACORDO

Dentistas negam proposta da Prefeitura e podem virar ano em greve

Categoria está em estado de greve desde o dia 15 de novembro, e acordo com o executivo municipal ainda está 'longe' de acontecer

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Há cerca de 20 dias em estado de greve, os dentistas que trabalham na rede pública de Campo Grande negaram a proposta da Prefeitura e indicaram entrar em greve a partir do dia 17 de dezembro, seguindo assim por 30 dias caso não haja acordo com o executivo municipal.

Desde o dia 15 de novembro, o Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande estão em sério debate sobre o descumprimento judicial referente ao reposicionamento do plano de cargos e carreiras, provisionado desde 2022.

Nesta última semana, o executivo enviou uma proposta à categoria, para tentar chegar a um acordo antes que uma paralisação ocorra.

Sobre o reposicionamento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR):

  • 30% dos reflexos financeiros no mês de maio de 2026;
  • 35% no mês de maio de 2027;
  • 35% no mês de fevereiro de 2028;

Já sobre o auxílio alimentação:

  • 50% dos reflexos financeiros no mês de outubro de 2027;
  • 50% no mês de março de 2028;

Sobre o índice inflacionário, a Prefeitura pontuou “estar impossibilitada por questões legais”.

Porém, a proposta foi negada pela categoria. Na assembleia desta sexta-feira (5), além de votar sobre o acordo ou não com o executivo, os dentistas também indicaram data para a greve, iniciando-se no dia 17 de dezembro e durando cerca de 30 dias, ou seja, até dia 17 de janeiro. Todavia, a data é passível de alteração e até anulação caso as partes entrem em acordo.

“Haverá um cuidado, que foi discutido nesta Assembleia, para não haver prejuízos à população, tanto que 100% dos atendimentos em plantões, sejam ambulatoriais ou emergenciais, vão continuar em funcionamento. Então, a população que tiver alguma situação de dor ou de procura do cirurgião-dentista da unidade de saúde, de emergência, terá seu atendimento garantido”, explica o presidente do Sioms David Chadid.

Novela

A categoria afirma que o movimento é consequência do descumprimento, por parte da gestão municipal, do prazo judicial para efetivar o reposicionamento salarial determinado pela Justiça, decisão já confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde maio deste ano, a categoria busca reaver ajustes salariais que ficam entre 15% e 68%.

O descumprimento da liminar que garante a progressão vertical da carreira foi considerado o estopim para a organização da assembleia, uma vez que, segundo o sindicato, os profissionais estão há três anos sem atualização salarial e a não regulamentação do auxílio-alimentação.

Entre os pedidos, os sindicalistas querem a implementação a partir de abril de 2026 de auxílio alimentação de R$ 800, além de reposição de 15% sobre os pagamentos de plantões a partir de setembro do próximo ano - sendo os dois últimos pedidos escalonados em duas parcelas. 

Além de reposições salariais, a categoria também está pedindo melhores condições de trabalho. Em uma assembleia recente, cerca de 100 dentistas relataram condições precárias de trabalho nas unidades municipais de saúde, incluindo compressores quebrados, falta de insumos básicos, como luvas e rolinhos de algodão, além da pressão crescente sobre os profissionais, fatores que, segundo o sindicato, impactam diretamente a qualidade do atendimento à população.

*Colaborou Alison Silva

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MPMS

Ministério Público abre inquérito para investigar altas de atropelamentos de animais em rodovia

As investigações buscam investigar como são recolhidas as carcaças, de quem é a responsabilidade e quais medidas estão em andamento para erradicar as ocorrências

14/01/2026 17h30

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar o aumento na quantidade de atropelamentos de animais nas rodovias do município de Três Lagoas, além da falta de recolhimento das carcaças dos pavimentos. 

A decisão foi motivada por um ofício do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e formalizado pela 1ª Promotoria da Justiça do Meio Ambiente de Três Lagoas, com informações detalhadas nos autos como relatórios, fotos e protocolos de manejo. 

Segundo os dados da Polícia Federal, entre 2020 e 2025, somente o município de Três Lagoas registrou 16 ocorrências de atropelamento de animal, sendo 6 casos na BR-158  e 10 casos na BR-262. 

A classificação das ocorrências não difere se o animal era silvestre ou doméstico, nem registrou a destinação das carcaças, motivo que motivou a Promotoria a pedir o reforço da padronização do registro e aperfeiçoamento da resposta das autoridades. 

Uma das medidas implantadas pelo Promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira foi estabelecer a responsabilidade para empresas de celulose. 

Além disso, foram oficiados a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar Ambiental (PMA), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e uma concessionária local, sendo requisitados relatórios completos sobre a quantidade de animais mortos, a destinação das carcaças, as causas dos atropelamentos e fotografias das ocorrências.

A Agência Estadual de Regulação (Agems) informou que na MS-306 já foram implantadas duas passagens de fauna, presentes no km 147+160 e 210+700 e está prevista a instalação de 23 passagens no sistema do Leste, como exigido no licenciamento do Imasul. 

Serão 10 trechos na MS-112, 12 trechos na BR-158 e 1 na BR-436, todos com câmeras de monitoramento 24 horas por dia em cada ponto. 

As concessionárias também apresentaram dados de tráfego, sendo que na MS-306, depois da instalação das praças de pedágio em 2021, passam, em média, 3.032 veículos por mês. Na MS-112, desde fevereiro de 2024, a média é de 2.522 veículos por mês. 

Respondendo às manifestações da Agems e do MPMS, as concessionárias relataram que seguiam protocolos de remoção rápida e sepultamento controlado das carcaças para evitar a atração de animais como urubus e reduzir o risco de novos acidentes. 

Afirmaram, ainda, que possuíam convênios com a Polícia Militar Ambiental para o encaminhamento de animais sobreviventes ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a hospitais veterinários. 

Também mencionaram sinalizações específicas e planos de passagens de fauna em andamento para implantação. 

“Com o inquérito civil, o MPMS busca organizar responsabilidades, padronizar registros e acelerar o atendimento às ocorrências, evitando que carcaças permaneçam às margens da pista e agravem riscos sanitários e de trânsito. Além disso, segue cobrando protocolos claros, indicadores de desempenho e cronograma de obras de mitigação, bem como avalia a necessidade de recomendações e ajustes operacionais junto aos órgãos e empresas”, afirmou o Ministério Público. 

Plano de Mitigação

Em novembro de 2025, o Correio do Estado noticiou que está em execução um Plano de Mitigação de atropelamentos de fauna silvestre ao longo da BR-262, uma das rodovias com maior incidência de atropelamentos de animais do País. 

As intervenções devem abranger 278,3 quilômetros entre os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda e Corumbá, região de áreas sensíveis do Pantanal. 

O investimento previsto é de R$ 30,2 milhões e prevê a instalação de 18 trechos de cerca condutora de fauna, somando 170 quilômetros. 

Estão previstas, ainda, sete passagens superiores e dez novas passagens inferiores, além da adequação das oito já existentes. 

A necessidade das obras ganha relevância devido ao alto número de incidências ao longo da rodovia. Entre 2023 e abril de 2024, ao menos 2,3 mil animais silvestres morreram ao longo da via, no percurso entre Campo Grande e a ponte sobre o Rio Paraguai, próximo a Corumbá, o que representa, em média, quase 200 registros por mês. 


 

APREENSÃO

Adolescente é preso com carregamento de droga em ônibus que seguia para Dourados

As autoridades perceberam o nervosismo do jovem que transportava 8,3 kg de maconha no transporte coletivo, na rodovia MS-156

14/01/2026 16h08

O jovem transportava duas bolsas carregadas de tabletes de maconha

O jovem transportava duas bolsas carregadas de tabletes de maconha Divulgação: Departamento de Operações de Fronteira

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Um adolescente de 16 anos foi preso por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), nesta quarta-feira (14), em Amambai. O jovem transportava 8,3 kg de maconha em um ônibus, na rodovia MS-156.

Os militares realizavam bloqueio na região, entre os municípios de Amambai e Caarapó, quando abordaram o coletivo. Segundo as autoridades, durante o processo de entrevista dos passageiros, o adolescente apresentou excesso de nervosismo.

Ele transportava duas bolsas, onde foram localizados 16 embalagens da droga. Questionado, o menor confessou que pegou o entorpecente no município de Coronel Sapucaia e que o destino final seria a cidade de Dourados.

A droga e o adolescente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Amambai.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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