Cidades

crise

Denúncia derruba ministro dos Transportes

Denúncia derruba ministro dos Transportes

Continue lendo...

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), deixou o cargo nesta quarta-feira (6) após denúncias sobre um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta. A crise se agravou após suspeitas de enriquecimento ilícito do filho do ministro.

Em nota oficial divulgada por volta das 16h40 pelo ministério, Alfredo Nascimento diz que "decidiu deixar o governo" e que enviou "há pouco à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável".

Veja a íntegra da nota:

"ESCLARECIMENTO

Brasília, 6 de julho de 2011.

O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.

Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.

Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela."

No fim de semana, reportagem de "Veja" relatou que representantes do PR, partido ao qual pertence o ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Nesta quarta, o jornal "O Globo" apontou suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro Alfredo Nascimento. Segundo reportagem do jornal, dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%. O Ministério Público Federal do Amazonas investiga elo entre a empresa de Gustavo e empresa que recebeu verba do ministério.

As providências adotadas pelo ministro por conta das denúncias foram o afastamento da cúpula da pasta e a suspensão por 30 dias de todas licitações dos órgãos envolvidos nas supostas irregularidades. Em relação às denúncias sobre o filho, Nascimento negou ter conhecimento de irregularidades.

A presidente Dilma Rousseff ainda não tinha se pronunciado oficialmente sobre as denúncias. 

Nesta terça e quarta, parlamentares da Câmara e do Senado chegaram a aprovar requerimentos para que o ministro fosse ao Congresso dar explicações sobre as denúncias. Os requerimentos foram propostos pelos próprios deputados do PR como estratégia para mostrar que Alfredo Nascimento estava disposto a dar sua versão sobre as acusações.

Por meio de nota, logo após as primeiras denúncias, o ministro chegou a negar “conivência” com o esquema de corrupção na pasta e pediu abertura de uma comissão de sindicância para apurar os fatos, mas as explicações não convenceram a presidente Dilma Rousseff, que decidiu tirá-lo do cargo.

Com a saída, Nascimento volta ao Congresso para exercer o mandato de senador pelo Amazonas, atualmente ocupado pelo suplente João Pedro, do PT.

Nascimento é o segundo ministro a deixar o governo de Dilma Rousseff após denúncias. No mês passado, Antonio Palocci deixou a Casa Civil após não conseguir explicar a multiplicação em 20 vezes de seu patrimônio em quatro anos, revelado pelo jornal "Folha de S.Paulo".

Afastamento da cúpula
Antes da saída de Nascimento, a presidente determinou o afastamento temporário de servidores da pasta assim que a revista divulgou as irregularidades. Foram afastados: Mauro Barbosa da Silva, chefe de Gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do Gabinete do ministro; Luiz Antônio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit); e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec.

No domingo (2), Nascimento negou, por meio de nota, que tenha sido "conivente" com supostas irregularidades ocorridas no ministério. Na segunda-feira (4), a presidente divulgou uma nota afirmando ter "confiança" no ministro. A presidente disse ainda que caberia a Nascimento apurar as denúncias de irregularidades na pasta.

"O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento. O ministro é responsável pela condução do processo de apuração das denúncias contra o Ministério dos Transportes", dizia a nota.

Apesar do gesto, Nascimento não conseguiu manter-se no cargo, que ocupou por pouco mais de seis meses no governo Dilma. Ele já havia comandado o Ministério dos Transportes na maior parte dos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com licenças temporárias para concorrer a cargos em 2006 e 2010.

Em 2004, ele renunciou à prefeitura de Manaus para assumir o Ministério dos Transportes. Em 2006, elegeu-se senador pelo Amazonas, mas licenciou-se do cargo para voltar ao ministério. Em março de 2010, Nascimento deixou novamente a pasta, desta vez para concorrer ao governo do Amazonas. Perdeu a eleição para Omar Aziz (PMN).

MS Vacina Pet

Governo vai investir mais de R$ 1 milhão para vacinar pets em Mato Grosso do Sul

Seguindo diretriz nacional, governo do estado se prepara para aumentar a cobertura de vacina contra raiva e zerar a contaminação humana até 2026

23/05/2024 18h17

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação Crédito: Freepik

Continue Lendo...

Seguindo uma normativa nacional, A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa MS Vacina Pet, pretende reforçar a vacinação para raiva (antirrábica) de cães e gatos.

A publicação foi feita nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial, o programa prevê repasse financeiro aos 79 municípios, inicialmente em caráter provisório para aumentar a vacinação dos pets. Nesta fase o investimento será de R$ 1.935.000,00.

"O Brasil prevê obter o reconhecimento internacional da validação da eliminação da raiva humana transmitida por cães até 2026. Para o cumprimento dessa importante meta internacional, a cobertura vacinal figura como um dos principais indicadores. Considerando a Campanha Nacional contra a Raiva canina está amparada pela Lei no. 6.259 de 30/10/1975, que cria o Programa Nacional de Imunização (PNI) e pelo Decreto no. 78.231, de 12/08/1976, que regulamenta a referida Lei e apresenta como um de seus objetivos proteger a população brasileira contra doenças evitáveis,por meio da vacinação". 

O Brasil tem como meta eliminar a transmissão da raiva transmitida por meio de mordidas de cães e gatos a humanos até 2026. O secretário de Estado de Saúde destacou que Mato Grosso do Sul irá prestar auxílio aos municípios.

"O programa vem atender uma demanda dos municípios para ajudar no custeio do pagamento de horas-extras para os servidores municipais trabalharem em ações de vacinação antirrábica como Dia D, a aquisição de insumos, locação de veículos para acesso das equipes em áreas mais remotas e também para a produção de conteúdos alusivos à campanha", explica.

Os maiores repasses conforme população estimada de animais de estimação serão feitos para os seguintes municípios:

  • Campo Grande com aproximadamente 336.727 - R$ 100.000,00
  • Dourados com aproximadamente 91.263 - R$ 45.000,00
  • Aquidauana com aproximadamente 17.551 - R$ 35.000,00
     

O programa

O município que tiver interesse em receber a verba precisa enviar um termo de adesão para a Secretaria de Estado de Saúde, juntamente com o plano de ação que apresente o cronograma de atividades que serão empenhadas. 

Além disso, o estado planeja "O Dia D" com início no dia 1º de agosto, a campanha deverá ser realizada pelos municípios com prazo máximo de quatro meses. 

A primeira parte do repasse será correspondente a 50% do valor total e será feita até mês de junho de 2024, enquanto o segundo será feito no mês de dezembro, desde que o município tenha cumprido as normas do programa. 

Estimativa

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 1 cão para 4 habitantes e 1 gato para cada 8 habitantes. 

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação. O lançamento dos números de doses aplicadas será inserida no sistema e-vacine PETs.

Ainda, conforme prevê no Diário Oficial, o município precisa de um médico veterinário que terá a incumbência de acompanhar o recebimento dos lotes de vacina, realizar a verificação, armazenamento e aplicação, assim como envio do relatório dos dados ao finalizar a campanha. 

Assine o Correio do Estado

Boletim

Dois bebês morreram vítimas da dengue em Mato Grosso do Sul

No boletim divulgado nesta quinta-feira (23) foram dezoito óbitos, entre elas um bebê com apenas um mês

23/05/2024 17h50

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado Reprodução: SES

Continue Lendo...

Uma bebê de um mês de vida e um menino de 1 ano, estão entre as dezesseis vítimas da dengue, em Mato Grosso do Sul. 

A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) que indica 15 óbitos em análise aguardando confirmação e 18 óbitos. 

Conforme os dados em Mato Grosso do Sul são 19.310 casos prováveis e 9.155 confirmados de dengue. Em comparação com o mesmo período no ano anterior, em 2023 o estado registrou 43 óbitos. 

Óbitos

A bebê de apenas 1 mês, é natural de Maracaju, começou a ter sintomas no dia 31 de janeiro, não resistiu e veio a óbito no dia 5 de fevereiro. O resultado da causa da morte foi confirmado no dia 16 de fevereiro.

O menino de 1 ano, era de Laguna Carapã, começou a sentir os sintomas no dia 6 de março e veio a óbito seis dias depois. A confirmação ocorreu no dia 18 de março. Em ambos os caso nenhum dos bebês apresentava comorbidades.

Entre as crianças, de Dourados, um menino de 7 anos, com problemas renais crônicos e hipertensão arterial sistêmica, não resistiu e morreu dois dias após começar a sentir os sintomas.  A confirmação de morte causada pela dengue saiu no dia 26 de março. 

  • Mulher, de 32 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Homem, de 33 anos, de Dourados (sem comorbidade)
  • Mulher, de 55 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)
  • Idoso, 81 anos, de Chapadão do Sul (com comorbidade)
  • Idosa, 73 anos, de Coronel Sapucaia (com comorbidade)
  • Idoso, 73 anos, de Naviraí (com comorbidade)
  • Idosa, 64 anos, de Sete Quedas (sem comorbidade)
  • Idosa, 88 anos, de Amambai (com comorbidade)
  • Idosa, 70 anos, de Paranhos (sem comorbidade)
  • Homem, 81 anos, de Naviraí (sem comorbidade)
  • Idosa, 90 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, 91 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Idoso, 74 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, de 75 anos, de Laguna Carapã (com comorbidade)
  • Idoso, 85 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)

Veja os municípios com alta incidência para dengue

Juti - 1501
Laguna Carapã - 823,7
Iguatemi 811,8
Figueirão 734,7
Antônio João 730,9
Itaquiraí 653,5
Rio Negro 433,8
Japorã 429,6
Vicentina 378,8
Brasilândia 362,7
 

O Correio do Estado, noticiou que a primeira vítima da dengue deste ano, em Mato Grosso do Sul, foi uma bebê de um mês, que residia em Maracaju. A morte ocorreu no dia 5 de fevereiro, entretanto o laudo saiu apenas no dia 16 do mesmo mês. 

Divulgação Secretaria Estadual de Saúde / Boletim Epidemiológico

Vacinação

Em fevereiro, foi iniciada a vacinação contra a dengue na rede pública de saúde. A Qdenga é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Ainda conforme o boletim, 36.408 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação.

O esquema completo da vacina é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária deve procurar a vacina na rede particular.

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre-amarela.

Baixa procura

O município de Dourados, o primeiro a receber o imunizante no país, teve que estender a aplicação até o dia 31 de julho. Conforme levantado pelo Correio do Estado, dos 150 mil esperados para receber a vacina, apenas 79 mil procuraram as unidades de saúde

 

** Colaborou Glaucea Vaccari e Nery Kaspary 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).