Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

ESTOQUES

Depois de correria, supermercados têm tarde tranquila neste domingo

Com pouco movimento, não houve necessidade de restringir entrada de clientes
22/03/2020 16:00 - Ricardo Campos Jr


 

Depois da correria da população em busca de mantimentos, grandes supermercados de Campo Grande tiveram uma tarde de domingo (22) tranquila, sem grandes movimentações. Até o período da manhã, os clientes se aglomeravam do lado de fora dos estabelecimentos esperando a vez de entrar, já que foi estabelecida quantidade máxima de pessoas dentro das lojas.

Nos dois Fort Atacadistas da Avenida Ernesto Geisel e no Assaí da Avenida Fábio Zahran não houve sequer a necessidade de adotar o procedimento enquanto a equipe do Correio do Estado esteve no local.

Imagens das prateleiras vazias em países já afetados há algum tempo pelo novo coronavírus parecem assustar a população, que enche os carrinhos com estoques de comida e produtos de higiene (especialmente nos atacarejos).

O Sindicato das Indústrias de Alimentos de Mato Grosso do Sul (Siams) garante que as indústrias de alimentação do Estado não pararam e não vão para a produção em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas) reforça que está totalmente descartado qualquer risco de desabastecimentos dos supermercados e atacadistas em funcionamento nos 79 municípios sul-mato-grossenses.

A entidade diz que o fluxo de consumidores nos estabelecimentos cresceu 18% nos últimos dias. O presidente Edmilson Veratti esclarece que as indústrias garantiram que não irão parar as linhas de produção. Há estoques para mais 20 dias sem depender de novas remessas.

Veratti também diz que a logística para a chegada dos alimentos aos supermercados também está garantida.

O Procon de Mato Grosso do Sul já declarou que se as pessoas continuarem levando grandes quantidades de produtos de modo que haja o risco de desabastecimento, os mercados podem limitar a quantidade de itens por cliente sem que tal medida viole o direito dos consumidores.

RECOMENDAÇÕES

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), criou um Comitê de Crise para acompanhar diariamente a situação do abastecimento de alimentos no País. O monitoramento é feito diariamente por videoconferência entre representantes das associações para atualização sobre a situação nos pontos de vendas de alimentos (mercados, supermercados e hipermercados), com o objetivo de mapear possíveis problemas e dar maior agilidade no encaminhamento de soluções.

O Comitê identificou a necessidade de atenção para que as medidas restritivas necessárias nesse momento de crise, não inviabilizem a continuidade da produção de alimentos, o que poderia agravar ainda mais a situação. Importante pontuar ainda a grande preocupação com a manutenção de restrições, já existentes, à circulação de veículos de carga que transportem alimentos (especialmente em rodovias, portos e aeroportos) e às operações de carga e descarga nos diversos estados da federação, desafio esse que precisa ser superado para que se mantenha o mínimo de normalidade no abastecimento da população.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!