Cidades

Brasil/Mundo

Desbloqueio de telefone celular não quebra contrato

Desbloqueio de telefone celular não quebra contrato

Redação

20/03/2010 - 03h32
Continue lendo...

O desbloqueio sem multa do telefone celular não implica quebra de contrato do cliente com a operadora, explicou ontem, em nota, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A agência esclareceu, ainda, que nos casos em que o cliente rompe com a operadora antes do prazo estipulado em contrato, a multa continua prevista. “A interpretação de que as prestadoras devem vender apenas celular desbloqueado é incorreta. Da mesma forma, é inexato afirmar que os assinantes poderão trocar de operadora gratuitamente, a qualquer momento, sem pagar multa”, diz a nota da Anatel. Outra dúvida que surgiu após a súmula divulgada pela agência anteontem é quanto ao ressarcimento dos consumidores que pagaram pelo desbloqueio dos seus celulares antes do pronunciamento do Conselho Consultivo da Anatel. A súmula prevê que a operadora não pode cobrar multa pelo desbloqueio do aparelho. Na interpretação da conselheira Emília Ribeiro, o direito desses consumidores já estava regulamentado desde 2007. “É um ganho para o consumidor, é um direito que ele já tinha e não sabia”, diz Emília. Segundo ela, o que a Anatel fez agora foi esclarecer com a súmula esse direito. “Eu acho que cada usuário pode procurar seus direitos”, afirmou. Subsídios A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de obrigar a gratuidade do desbloqueio de celulares para que o consumidor escolha a operadora que desejar, deve impactar os atuais e futuros clientes da Vivo, maior operadora de telefonia celular do País. Esses consumidores podem perder os subsídios oferecidos pela companhia em aparelhos em troca da fidelização. “Todos os contratos de fidelidade que existiram no passado foram por conta de algum benefício concedido ao consumidor, e é óbvio que se você dá algum subsídio, terá algum contrato de fidelização. Provavelmente essa dinâmica vai ser um pouco alterada daqui para a frente”, admitiu Antônio Carlos Va lente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil, empresa que divide com a Portugal Telecom o controle da Vivo. Valente, que esteve ontem em Ribeirão Preto (SP), participando de reuniões e encontros com funcionários, políticos e grandes clientes, procurou minimizar a pressão da companhia sobre a Anatel em relação ao assunto. Ele afirmou que “a decisão que vier em benefício do consumidor e não gerar perturbação quanto ao equilíbrio econômico e financeiro das empresas é sempre bem-vinda”. Banda larga O executivo cobrou ainda do Governo um tratamento igual entre uma possível empresa pública e as privadas na implantação do Plano Nacional de Banda Larga. “Se a empresa estatal vier a oferecer serviços ao consumidor final, se tiver as mesmas características em termos de competitividade que as outras empresas, é uma a mais; se isso não ocorrer, você acaba criando distorções competitivas”, alertou Valente. O presidente do Grupo Telefônica citou questões tributárias, como isenção de impostos, para exemplificar possíveis benefícios a uma nova empresa que ofereça o serviço de banda larga. “Se uma empresa estatal não tiver a mesma carga de impostos que a privada, isso criará uma assimetria muito grande, irreal e artificial”, explicou Valente. Ainda de acordo com ele, a forma de viabilizar a nacionalização da banda larga “provavelmente não é ter uma empresa pública, não é ter uma empresa privada, mas uma conjunção de esforços que acabe contribuindo para que o objetivo maior seja alcançado”, concluiu.

PROTESTO NA 14

Secretário de segurança afirma que GCM agiu conforme manda a Constituição

Anderson Gonzaga diz que a própria corregedoria da Guarda já abriu procedimento interno para apurar a conduta dos agentes

04/12/2025 16h30

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande convidaram o secretário Anderson Gonzaga a esclarecer as ações da Guarda Civil Metropolitana durante o protesto na 14 de julho

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande convidaram o secretário Anderson Gonzaga a esclarecer as ações da Guarda Civil Metropolitana durante o protesto na 14 de julho Foto: Câmara Municipal de Campo Grande

Continue Lendo...

Anderson Gonzaga, secretário municipal de Segurança e Defesa Social, afirmou que a Guarda Civil Metropolitana atuou “em conformidade com a constitucionalidade” em episódio que culminou em confronto no último sábado (29), durante manifestação das mães atípicas contra a prefeita Adriane Lopes, na rua 14 de Julho.

Gonzaga também destaca que as câmeras de segurança registraram toda a ação na região central. Segundo ele, as imagens serão encaminhadas ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Civil, responsáveis por conduzir uma investigação “isenta e transparente”.

O secretário acrescentou que a própria corregedoria da Guarda já abriu procedimento interno para apurar a conduta dos agentes.

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniram, na manhã desta quinta-feira (4), com o secretário Anderson Gonzaga, para que ele prestasse esclarecimentos sobre a atuação da GCM.

No sábado, durante a abertura do "Natal dos Sonhos", no centro de Campo Grande, uma manifestação, que reuniu mães atípicas e motoentregadores, contra a administração da prefeita Adriane Lopes terminou em confusão entre os manifestantes e a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Assine o Correio do Estado

Cidades

Dois anos após feminicídio e homicídio, foragido do Paraná é preso em MS

Crimes foram cometidos pelo autor por não aceitar o fim do relacionamento

04/12/2025 15h30

Divulgação/PCMS

Continue Lendo...

Um homem procurado desde 2023 por um femicídio e um homicídio ocorridos em Floraí (PR) foi preso na tarde de ontem (3) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

O caso

Conforme apurado pela Polícia civil do Paraná, o crime ocorreu em 15 de dezembro de 2023, quando o autor invadiu a casa da ex-companheira Maria Luiza Maian (48) e a matou, motivado pela não aceitação do término do relacionamento. 

Em seguida, ele foi até o centro da cidade, onde localizou o namorado da vítima, Antônio Mansano Junior (45), que trabalhava como motorista de transporte escolar, e o executou dentro de um ônibus, durante o serviço.

Namorado de ex-companheira foi morto dentro de ônibus escolar

Após os crimes, o criminoso fugiu do Paraná e passou a viver de maneira clandestina, para evitar ser preso.

Fuga para o MS

Depois de passar por várias cidades, o autor se fixou Anaurilândia há cerca de um ano, onde mantinha uma vida discreta e utilizava identidade falsa.

No entanto, durante diligências de rotina, a Polícia Civil do município encontrou indícios de que o indivíduo poderia ser um foragido de alta periculosidade.

A investigação avançou com o apoio da Delegacia de Polícia Civil de Loanda (PR), que confirmou oficialmente que o homem era, de fato, o autor do feminicídio e homicídio ocorridos em Floraí (PR).

Com as informações levantadas, a equipe policial deslocou-se até a zona rural de Anaurilândia, a aproximadamente 50 km da área urbana, onde o foragido foi localizado e preso. 

O preso será apresentado à Justiça e permanece à disposição para os procedimentos legais cabíveis.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).