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PANDEMIAS

Desconfiança da população dificulta rastreamento de casos da Covid-19

Medida é adotada para quebrar cadeia de transmissão, mas sul-mato-grossenses têm se recusado a atender equipes
11/11/2020 11:31 - Glaucea Vaccari


O rastreamento de contatos de casos confirmados da Covid-19, uma das medidas da Secretaria Estadual de Saúde no enfrentamento da pandemia, tem esbarrado na desconfiança da população, que não tem colaborado com as equipes.

Secretária adjunta de Saúde, Christine Maymone, afirmou que o rastreamento é feito por contato telefônico ou visitas de agentes de endemias, mas que muitos têm se recusado a prestarem informações.

“Muitas pessoas não têm atendido ou acham que não é real ou verdadeiro a questão do rastrear e isso é extremamente importante. Se você teve contato com casos suspeitos ou confirmados, no momento da ligação, pergunte, para ter certeza, quem passou o seu telefone”, disse.

O rastreamento de contatos próximos a pacientes que testaram positivo é uma das ferramentas utilizadas no combate à doença.  

Conforme a SES, assim que o paciente recebe o laudo com o resultado positivo, é feita a orientação de isolamento domiciliar total, nos casos leves, e também iniciado o rastreamento para identificar se familiares que moram na mesma residência, colegas de serviço ou pessoas próximas a esse paciente apresentam sintomas da doença.  

O rastreamento busca fazer com que a circulação do vírus seja interrompida, já que, em qualquer sintoma gripal ou respiratório, orientação é que a pessoa permaneça em isolamento domiciliar.  

“Precisamos quebrar as cadeias de contato para que a doença não se propague”, afirmou Christine.

Boletim

Com 483 novos casos registrados nas últimas 24 horas, Mato Grosso do Sul contabiliza 85.990 casos confirmados da Covid-19 desde o início da pandemia.

Também foram confirmadas cinco novas mortes pela doença, no entanto, o sistema do Ministério da Saúde continua com problemas para atualização de dados e o número não corresponde a totalidade de mortes ocorridas, segundo explicou a secretária adjunta.

Vítimas eram quatro de Dourados e uma de Itaporã, com idades entre 55 e 87 anos e todas com comorbidades e fatores de risco.

Dados parciais apontam que 1.645 morreram vítimas da doença no Estado.

Há, até esta quarta-feira (11), 206 pessoas internadas, sendo 105 em leitos clínicos e 1003 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Taxa de contágio está em 0,95%, índice considerado alto pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

“No Brasil está menos que 0,7 % e aqui está em 0,95%. Isso quer dizer que a doença vai permanecer por meses com patamares bastante altos em número de casos novos e logicamente vamos ter mais internações”, disse Resende.  

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!