Cidades

INTERIOR

Desde o fim do ano passado, ninguém nasce em Ladário

Desde novembro de 2014, partos são realizados no município de Corumbá (MS)

MARESSA MENDONÇA

13/12/2015 - 15h33
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Em novembro de 2014 foram realizados os últimos partos no Hospital Naval de Ladário, distante a 423 km de Campo Grande. Isso porque não há mais obstetra e anestesista na quadro de profissionais. Desde então, não nasce mais nenhum ladarense legítimo e todos os nascimentos acontecem na cidade vizinha, Corumbá. 

Segundo o site Correio do Corumbá, em 2008 o hospital passou a realizar apenas cesarianas, mas no fim do ano passado os partos foram suspensos no hospital que atendia grande parte da população do município, dependente de militares. 

Em Ladário não há maternidade e o Hospital Naval dispunha apenas de um puerpério, onde ficavam os bebês saudáveis. Quando havia alguma emergência, os bebês já eram automaticamente transferidos para Corumbá. 

A falta de maternidade no município motivou até promessa de campanha do agora governador Reinaldo Azambuja (PSDB), quando em outubro do ano passado ele disse que "era inconcebível Ladário não ter sua maternidade. Tem que nascer ladarense. Se não, daqui a algum tempo não teremos o cidadão ou a cidadã de Ladário".

A população de Ladário é estimada em 21.860 pessoas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em janeiro deste ano, o secretário municipal de saúde de Ladário, Cleber Colleone, explicou à reportagem do Correio do Corumbá que nascem em torno de 340 ladarenses anualmente, número considerado baixo e que inviabilizaria construção de uma maternidade no local. 

Segundo ele, os registros de nascimentos dos ladarenses são feitos no local de residência da mãe. 

Interior

Acusados de matar irmãos em "tribunal do crime", pai e filha são procurados pela polícia

De acordo com as investigações, pai e filha são acusados de matar Emerson e seu irmão no último dia 4 de maio, no município de Angélica.

12/06/2024 14h15

Divulgação/ Polícia Civil

Divulgação/ Polícia Civil

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Amarildo Soares do Pinho, de 60 anos, e sua filha, Jéssica Fernanda dos Santos do Pinho, de 33, estão sendo procurados pela Polícia Civil. Eles são suspeitos de terem matado dois irmãos enquanto estes tomavam tereré em frente a uma residência no município de Angélica, a 276 quilômetros de Campo Grande.

Segundo as investigações, os fatos ocorreram no dia 4 de maio, às 22h, quando duas pessoas invadiram uma residência e efetuaram seis disparos de arma de fogo que atingiram as vítimas.

Divulgação/ Polícia Civil

Diante das informações, investigadores dos municípios de Angélica e Ivinhema realizaram diversas fiscalizações pela região, identificando os suspeitos, que seriam pai e filha. De acordo com a polícia, Amarildo e Jéssica tinham um desafeto em comum e promoveram o que se chama entre facções criminosas de "tribunal do crime", que é um julgamento interno entre grupos criminosos, visando julgar e sentenciar quem descumpre as regras.

A polícia enviou ao Ministério Público o pedido de prisão dos dois, que foi decretada pelo Poder Judiciário. Por enquanto, ambos não foram localizados e seguem foragidos.

De acordo com a polícia, o homem de 60 anos possui um mandado de prisão em aberto por crime de homicídio em Mato Grosso. 

Quem souber de alguma informação sobre o paradeiro dos procurados pode fazer denúncias anônimas por meio do Whatsapp (67) 99208-9491, garantindo-se o sigilo dos denunciantes. 


Execução 

Divulgação/ Polícia Civil

Emerson Lopes, de 33 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (4), enquanto tomava tereré com o seu irmão, em frente de uma residência, no bairro Jardim dos Estados, em Angélica, a 276 quilômetros de Campo Grande. 

De acordo com a polícia, o atirador tinha cobertura de mais dois suspeitos, que ajudaram na fuga após a execução.  

Segundo a perícia técnica, Emerson foi atingido por vários tiros na cabeça e no tórax, morrendo no local. O irmão dele foi atingido na perna, chegou a ser socorrido e acabou morrendo no hospital. 

Até o momento não se sabe os motivos para o crime. 

 

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TRADIÇÃO

Fieis fazem mutirão para montagem de 15 mil 'bolos' de Santo Antônio

Tradicional bolo que chegou a ter 25 metros em 2019, agora é servido distribuído em potes

12/06/2024 14h00

Catedral Nossa Senhora da Abadia produziu 15 mil potes para serem distribuídos

Catedral Nossa Senhora da Abadia produziu 15 mil potes para serem distribuídos Foto: Marcelo Victor

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A famosa entrega do bolo de Santo Antônio acontece amanhã, dia 13 de junho, na Paróquia Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, em Campo Grande. Com 15 mil potes preparados e 2 mil alianças distribuídas entre eles, a tradição promete atrair muitos fiéis.

A tradição do bolo de Santo Antônio é uma celebração anual histórica em Campo Grande.

A igreja utiliza de uma receita criada há mais de duas décadas e distribui no dia do santo casamenteiro milhares de bolos de pote, que atraem fiéis de todos os cantos da cidade em busca de alianças escondidas no bolo, acreditando que encontrar uma trará sorte no amor e a bênção de um casamento próximo. 

Casada há 12 anos, Deise Helena Vieira, de 40 anos, foi uma das beneficiadas pela tradição. Em 2009, após um retiro da igreja, ela pediu a intercessão de Santo Antônio para conhecer alguém especial. 

“Eu pedi que, se fosse da vontade de Deus e pela intercessão de Santo Antônio, eu conhecesse uma pessoa, e nesse mesmo ano, em 2009, no Rio de Santo Antônio, aqui na paróquia, na nossa quermesse, eu conheci meu marido.” relatou a fiel que hoje, ajuda na produção do bolo de Santo Antônio. 

Produção e Preparação

Neste ano, a cozinha da paróquia se prepara para produzir 15 mil potes que serão distribuídos amanhã para quem comprou o convite, que está à venda na paróquia.

Cerca de 100 voluntários, divididos em três turnos, participam da produção do famoso bolo. E, para atender toda a demanda, a cozinha toma conta de cerca de 200kg de trigo, 250 kg de açúcar e mais de 5 mil ovos. 

Antigamente, o tradicional bolo era produzido para ser cortado em fatias e distribuído no local.

No entanto, o formato de bolo em pote foi adotado durante a pandemia e mantido pela praticidade e higiene, além de permitir melhor controle da quantidade.”

"Antigamente, as pessoas saíam daqui reclamando que acabava muito rápido, dava briga”, comenta Fernanda Corrêa, coordenadora da produção. 

Informações Gerais

A entrega dos bolos será amanhã, dia 13 de junho, no sistema drive thru das 06h30 às 13h, por R$ 10,00 cada. Se ainda sobrarem pedaços do bolo, eles serão disponibilizados a partir das 17h no Arraial de Santo Antônio da Prefeitura. 

Local: Paróquia/Catedral Nossa Senhora da Abadia
Entrega: 13 de junho, das 06h30 às 13h
Valor: R$10,00 por pote

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