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CARNAVAL 2020

Desfile das escolas de samba de Corumbá começa amanhã

Folia vai movimentar R$ 13 milhões na cidade Branca, estima prefeitura
22/02/2020 18:20 - Da Redação


Silvio de andrade

 
 

O carnaval corumbaense deste ano começou em janeiro, com as rodas de samba no porto geral. A cidade recebe milhares de turistas, lotando a rede hoteleira. A prefeitura estima que a folia vai movimentar R$ 13 milhões no comércio. Neste domingo (23), quatro das nove escolas de samba saem na Avenida General Rondon, onde a prefeitura montou um circuito do samba com camarotes, arquibancadas, palco para os shows nacionais e regionais e praça de alimentação.

A primeira escola a desfilar será a Major Gama, última colocada no ano passado, a partir das 20h. Buscando a reabilitação, a agremiação defende o enredo “A Major Gama celebra El Aguerrido Pueblo Hermano Boliviano” – uma viagem pela fronteira e o país vizinho, as belezas naturais, a cultura, gastronomia e as religiões. A escola entra na avenida com 900 componentes, onze alas e quatro carros alegóricos.

Na sequência, se apresenta escola Mocidade Independente da Nova Corumbá, vice-campeã de 2019, trazendo para a Passarela do Samba um enredo – “Como é doce ser criança outra vez” – que aborda as antigas brincadeiras infantis, uma verdadeira viagem ao lúdico, transformando a avenida num parque infantil. “Será um desfile surpreendente”, promete a carnavalesca Fernanda Vanucci. A escola sai com 900 integrantes, 16 alas e quatro carros alegóricos.

Terceira colocada em 2019, a Acadêmicos do Pantanal vai contar as histórias de Scherazade e as mil e umas noites, com 840 componentes, 17 alas e quatro carros. Fechando a noite, entra na avenida a Vila Mamona, com 1.000 figurantes, 17 alas e quatro carros. Fundada em 1981 como bloco, a escola faz uma releitura de seu primeiro desfile com o enredo “A Vila Vem Mostrar a Natureza” – considerado um hino para a comunidade mamoense.

Paixão 

A cidade branca proporciona o maior desfile de escolas de samba do interior brasileiro! Esse título ninguém tira de Corumbá, que herdou do Rio de Janeiro a paixão pelo samba no pé. A influência carioca foi inevitável: no início do século XX, com a abertura dos portos pós-Guerra do Paraguai (1864-1870) e a instalação da Marinha na região, a Cidade Maravilhosa passou a ser uma referência para uma cidade isolada do resto do velho Mato Grosso.

O corumbaense logo incorporou a ginga e a irreverência do carnaval do Rio e já na década de 1940 criou sua primeira escola de samba, a “Deixa Falar”. Mas os primeiros blocos carnavalescos – “Mama Burra” e “Pancada de Amor” – surgiram em 1920, juntamente com os cordões “Pau Rolou”, “Sempre Viva” e “Rojão da Mocidade”. O carnaval local superou a “invasão” do axé, nos anos de 1990, e hoje busca a profissionalização.

O primeiro desfile das escolas de samba, após a “baianização” – termo usado para a passagem do axé baiano -, ocorreu em 2003, vencido pela Vila Mamona, que mantinha uma hegemonia de décadas sobre as demais. Nestes 16 anos de grandes carnavais e um aprimoramento das agremiações, a Império do Morro se firmou como a escola com mais títulos: sete. A Vila Mamona ganhou quatro; A Pesada e Nova Corumbá, três, enquanto a Major Gama, um.

Felpuda


Em uma das eleições em MS, candidato já oficializado na convenção corria o trecho para conquistar os eleitores. Mal sabia, porém, que time do seu partido e de aliados estava tramando sua derrubada para emplacar substituto que teria mais votos. Por muito pouco, o dito-cujo não foi guilhotinado, conseguindo salvar o pescoço. Agora tudo indica que o mesmo processo estaria em andamento e seria mais fácil, pois a “vítima” desta vez ainda é só pré-candidato. Dizem que a “turma da trairagem” tem know-now no assunto.