Cidades

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Dilma cresce e fica a 5 pontos de Serra

Dilma cresce e fica a 5 pontos de Serra

Redação

18/03/2010 - 08h04
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A pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), reduziu em 16 pontos porcentuais a vantagem do governador de São Paulo e possível candidato do PSDB, José Serra, na comparação entre a mais recente pesquisa CNI/Ibope, divulgada ontem, e o último levantamento do instituto, de dezembro. Embora o tucano continue à frente da petista, a diferença entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto passou de 21 pontos em dezembro para cinco em fevereiro. Segundo o Ibope, no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), Serra tem hoje 35% das intenções de votos, contra 30% de Dilma. A petista cresceu 13 pontos percentuais em relação a última pesquisa CNI/Ibope, quando tinha 17%. O tucano, que no levantamento anterior tinha 38%, perdeu três pontos, um a mais do que a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ainda assim, ele mantém a vantagem em todas as simulações de segundo turno. O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de março, com 2002 entrevistas em 140 municípios. Ciro, que tem mantido a disposição em concorrer ao Planalto, tem 11% das intenções de voto, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 6%. Sem Ciro, tudo igual No cenário estimulado sem Ciro Gomes, Serra tem 38% e Dilma, 33%. Na mesma lista, Marina aparece com 8%. Do total de entrevistados, 10% disseram que irão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 8% informaram que não sabem ou não responderam à pesquisa. Apesar dos resultados diferentes, a distância de 5 pontos porcentuais entre o tucano e a petista é mantida sem o deputado do PSB, o que indica que Ciro poderá não influenciar uma mudança significativa no cenário com Serra e Dilma na disputa. De acordo com o Ibope, com ou sem Ciro Gomes, Dilma conseguiria levar a disputa para o segundo turno, já que a soma de suas intenções de voto às de Marina Silva supera as de Serra (42% contra 38% do tucano) Com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) no lugar de Serra, Dilma lidera a pesquisa com 34%, seguida por Ciro (21%). O mineiro aparece em terceiro, com 13%, enquanto Marina continua com 8%. Apesar do crescimento vigoroso da ministra Dilma, o governador Serra manteve a vantagem em todas as simulações do segundo turno. Em uma possível disputa com a petista, o tucano vence por 44% a 39%. Serra tem o menor índice de rejeição (25%), mas a rejeição da ministra caiu de 41% para 27% desde dezembro, enquanto para Ciro e Marina caiu de respectivamente 33% para 28% e 40% para 31%. A candidata do PV e Aécio têm os porcentuais de rejeição mais altos entre os candidatos. Fator Lula Segundo a pesquisa divulgada ontem pelo IBOPE, mais da metade dos brasileiros (53%) prefere votar no candidato apoiado pelo presidente Lula. Neste momento, 58% dos entrevistados sabem que Dilma é a candidata do presidente. Na pesquisa espontânea, o presidente lidera com 20% e Dilma fica à frente de Serra (14% a 10%). A avaliação positiva do governo Lula atingiu nível recorde de 75%. A maneira de governar é aprovada por 83% da popu lação e 7 7% dos entrevistados confiam no presidente Lula, quase o mesmo porcentual de dezembro de 2009. A percepção de que o segundo mandato de Lula é melhor do que o primeiro atinge 49%, e a aprovação da atuação do governo aumentou em seis das nove áreas pesquisadas. No entanto, o porcentual de desaprovação supera o de aprovação nas áreas de Saúde, Segurança Pública e impostos. Houve queda de 12% na percepção de que o noticiário sobre o governo Lula é mais desfavorável. As notícias mais lembradas sobre o governo Lula foi a visita do presidente ao Haiti e Hillary Clinton no Brasil, com 12%.

DIREITOS HUMANOS

Guajajara repudia fala de técnico do Palmeiras; Abel reconhece erro

Treinador fez declaração xenófoba após jogo contra Atlético Goianiense

13/07/2024 20h00

Foto: Frame / Canal Gov

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse neste sábado (13) que foi procurada pelo Palmeiras e informada sobre o pedido de desculpas do técnico Abel Ferreira. Na última quinta-feira (11), depois da vitória sobre o Atlético Clube Goianiense por 3 a 1, pelo Brasileirão, ele afirmou que o time paulista “não é uma equipe de índios”. A expressão foi usada como sinônimo de desorganização.

“A assessoria do Palmeiras entrou em contato com nosso gabinete para informar sobre o posicionamento do técnico Abel Ferreira, após sua fala. Importante o reconhecimento do erro e o pedido de desculpas às comunidades indígenas do Brasil”, escreveu Guajajara nas redes sociais.

O pedido de desculpas citado pela assessoria do clube foi postado nas redes sociais de Abel Ferreira na sexta-feira (12).

“Repudio toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Infelizmente, há expressões que continuamos a perpetuar sem que nos debrucemos sobre o seu conteúdo. Errei ao usar uma dessas expressões na coletiva de imprensa. Reconheço que palavras têm poder e impacto, independentemente da intenção. Devemos todos questionar, pensar e melhorar todos os dias. Peço desculpa a todos e, em especial, às comunidades indígenas”, escreveu o técnico.

Também na sexta-feira, a ministra escreveu que as falas de Abel Ferreira eram “inadmissíveis”, por revelar a permanência de estereótipos em relação aos povos indígenas.

“O técnico do Palmeiras errou, e muito, na sua declaração. Gostaria de convidá-lo a conhecer a história dos povos indígenas do Brasil. E também conhecer a história de colonização de Portugal, seu país de origem, em relação ao Brasil e como estamos trabalhando para rever isso”, escreveu.

Guajajara também citou os posicionamentos recentes do governo português, que em junho assinou Memorando de Entendimento com o Observatório do Racismo e Xenofobia do país, durante visita da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“O próprio presidente de Portugal, recentemente, admitiu que o país foi responsável por uma série de crimes contra escravos e indígenas no Brasil. Uma declaração muito importante porque o reconhecimento de tais crimes é o primeiro passo para ações concretas de reparação”.

“Seu posicionamento, naquele momento, trouxe para o debate público a relevância inadiável de avançarmos numa agenda de igualdade étnico racial como premissa para a cidadania, com o resgate, a preservação e a valorização da história e dos saberes da cultura afro-indígena do BR”, completou a ministra.

*Com informações da Agência Brasil

VÍRUS

Com caso em MS, Saúde recomenda atenção para casos de febre Oropouche no país

Estados e municípios devem intensificar vigilância para possibilidade de transmissão do vírus

13/07/2024 18h00

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde (MS) emitiu uma recomendação aos estados e os municípios para que intensifiquem a vigilância em saúde para a possibilidade de transmissão vertical do vírus Oropouche. Em Mato Grosso do Sul, apenas um caso foi registrado neste ano, em Campo Grande.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o caso registrado no dia 12 de junho trata-se de uma mulher de 42 anos, que contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Desta forma, o caso foi tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade

Um dia após o registro do primeiro caso, a Sesau emitiu um comunicado informando que não há foco do mosquito transmissor na Capital até o momento.

Nesta semana, o Ministério da Saúde emitiu a recomendação de intensificação de vigilâmcia após o Instituto Evandro Chagas detectar presença do anticorpo do vírus em amostras de um caso de abortamento e quatro casos de microcefalia.

“Significa que o vírus é passado da gestante para o feto, mas não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”, disse o Ministério em nota divulgada na quinta-feira (11).

No documento, a pasta orienta que estados e municípios também intensifiquem a vigilância nos meses finais da gestação e no acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram infecções por dengue, Zika e Chikungunya ou febre de Oropouche.

O Ministério recomenda ainda coletas de amostras e preenchimento da ficha de notificação; que se alerte a população sobre medidas de proteção a gestantes, como evitar áreas com a presença de maruins (tipo de inseto) e mosquitos, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente.

Segundo as informações, o serviço de detecção de casos de Oropouche foi ampliado para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados prioritariamente na Região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país.

“A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação a possíveis transmissão vertical de doenças, fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, informou o ministério.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada pelo  arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de tontura, dor na parte posterior dos olhos, calafrios, náuseas, vômitos.

Em cerca de 60% dos pacientes, algumas manifestações, como febre e dor de cabeça persistem por duas semanas

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

A prevenção é feita a partir da proteção contra os mosquitos transmissores.

* Com Agência Brasil

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