Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

RESSOCIALIZAÇÃO

Diretor quer acabar com preconceito de que 'bandido bom é bandido morto'

Parcerias entre empresas e presídios é uma das estratégias
15/02/2020 09:08 - Izabela Jornada


 

A ressocialização de presos por meio de parcerias entre empresas e presídios tem sido uma das estratégias mais defendidas por autoridades da área de segurança pública. Levantamento divulgado em abril do ano passado apontou que, aproximadamente, um a cada cinco presos trabalham no Brasil. No Estado, esse número é de 515 trabalhadores empregados por meio de parcerias do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira com empresas. A população carcerária do centro penal é de 1.008 presos, resultando em mais da metade dos detentos inseridos no mercado de trabalho.

Dados atualizados na última sexta-feira (14), pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), apontam que, considerando presos em estabelecimentos penais e presos detidos em outras carceragens, o Brasil possui uma população prisional de 773.151 pessoas privadas de liberdade em todos os regimes. Caso sejam analisados presos custodiados apenas em unidades prisionais, sem contar delegacias, o país detém 758.676 presos.

De acordo com o diretor do presídio da Gameleira, Adiel Rodrigues Barbosa, ações e parcerias entre presídios e empresas tem sido uma das melhores estratégias para ajudar na ressocialização de detentos. “É importante, porque dessa maneira conseguimos diminuir bastante o preconceito que a sociedade tem de que bandido bom é bandido morto”, declarou o diretor.

Só na Gameleira, são mais de 50 convênios com empresas destinadas a empregar presidiários. Por enquanto, apenas os detentos que fazem parte do semiaberto que podem usufruir desse benefício.  

O governo do Estado é um dos parceiros de projeto pioneiro que foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto. A ideia que começou em Campo Grande, acabou chamando a atenção de autoridades nacionais.Isso porque o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, em visita à Capital, aproveitou para participar da inauguração da Escola Estadual Lino Vilachá, que fica no bairro Nova Lima e que foi totalmente reformada por meio de 25 presos do semiaberto da Gameleira. O ministro chegou a dizer que a ideia é muito boa e que o exemplo poderá ser seguido em todo o Brasil.

Essa é a 11ª escola em Campo Grande a ser reformada por presos. “Eles não precisam de escolta, é um trabalho normal. Apenas são acompanhados pelo agente penitenciário Sandro Roberto”, completou Adiel Rodrigues.

Anteriormente, o ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann declarou que se o Estado não investir na ressocialização de presos, oferecendo a quem cumpre pena oportunidades de trabalho e estudo, continuará “simplesmente arregimentando soldados paras as facções criminosas”.  

REFORMA NA ESCOLA  

No projeto de parceria da Escola Estadual Lino Vilachá, foi descontado 10% do salário mínimo que o preso recebe do Estado, pelos serviços prestados. Essa porcentagem vai para um caixa judicial, administrado pelo Tribunal de Justiça (TJ). Desse montante, são pagos materiais utilizados para a reforma da escola.

Os presos que fazem parte do projeto acabam tendo um dia de pena reduzido por três dias de trabalhos prestados. “Mais do que dar mais ânimo para o preso, ele pode terminar a pena empregado, pois existe muito preconceito em contratar ex-presidiários”, disse o diretor da Gameleira.

Além do governo do Estado e do TJ, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também fez parte do projeto. Foram destinados R$ 100 mil resultantes de processos de empresas trabalhistas para a reforma da escola. O valor foi utilizado para a compra de 37 ar condicionados, reforma da biblioteca e sala dos professores.  

No total, aproximadamente, R$ 500 mil foram gastos na reforma da Escola Estadual Lino Vilachá.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!