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Dirigir na água é fogo

Dirigir na água é fogo

Redação

19/02/2010 - 10h22
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O começo do ano em nossa região é sempre acompanhado de muita chuva. Para enfrentar toda essa água, que não tem sido pouca, é necessário tomar algumas precauções com seu carro para evitar acidentes. Limpadores de parabrisa, palhetas, borrachas de vedação são alguns dos itens que precisam estar em dia. As palhetas do parabrisa, por exemplo, ressecam com o tempo. Isso significa que elas perdem a eficiência e não conseguem mais retirar toda a água do vidro. Resultado: sob um temporal, a visibilidade fica prejudicada. Há quem recomende a troca anual do componente. Não se esqueça de verificar se o reservatório de água do limpador de parabrisa está cheio. Dois outros componentes que também devem ser checados são o sistema de ventilação e o desembaçador traseiro. Em percursos longos, a chuva intensa impede que os ocupantes abram os vidros. Daí é necessário acionar o sistema de ventilação. Portanto, verifique se ele está funcionando antes de dirigir, seja na rua, seja na estrada. O mesmo conselho vale para os carros que têm ar-condicionado. Especialistas alertam que é necessária uma revisão (troca de óleo e gás) a cada dois anos. Outra consequência dos dias chuvosos é que vidros, fechados por muito tempo, tendem a ficar embaçados. Por isso, o desembaçador traseiro precisa estar funcionando bem. Mesmo assim, uma dica é levar sempre uma flanela no porta-luvas, a fim de evitar imprevistos. Vale checar também as borrachas de vedação. Se elas estiverem quebradiças ou rachadas, devem ser trocadas. Às vezes, em uma garoa, o problema passa despercebido. Mas uma chuva forte vai causar uma goteira dentro do carro, o que causa mau cheiro no veículo.

ALERTA

Seca grave no pantanal pode chegar a outras regiões de MS

Um dos indícios é que os índices de chuva na maioria dos municípios do Estado foi abaixo do esperado, incluindo para a época de precipitações, no início do ano

22/07/2024 09h30

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A grave seca que atinge o Pantanal pode chegar a outras regiões do Estado, é o que aponta o acompanhamento de secas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC/MS).

De março até maio deste ano, a estiagem na região norte do Estado, que estava com índices de seca fraca e moderada, começou a se intensificar até se tornar uma seca grave na região pantaneira em junho, mês este que se iniciou os incêndios florestais no bioma, ocasionados por ignição forçada da ação humana.

A tendência de acordo com o meteorologista do Cemtec-MS, Vinícius Banda Sperling, é que esta seca grave localizada no norte do Estado se expanda na região nos próximos meses.

“Observando a cronologia das condições de seca no Estado, o destaque é que as condições de seca se estabeleceram em pleno período das chuvas, e recentemente houve uma mudança importante no monitor de secas em junho de 2024, partes do pantanal sul-mato-grossense passaram de seca moderada para seca grave”, disse Sperling.

O meteorologista também explica como esta massa de ar seco se mantém por tanto tempo na atmosfera.

“Estas massas de ar quente e seco, que podem ser caracterizados como bloqueio atmosférico, elas entram como massas de ar fria quando rompe o bloqueio se transformando em massar de ar quente e seco e permanece por muitos dias. Isso a gente viu acontecer no Estado em vários meses deste ano e no ano passado, junto com as ondas de calor”, informou Vinícius.

Organismos internacionais de monitoramento climático reforçam ainda mais o crítico prognóstico desenhado para Mato Grosso do Sul. 

De acordo com relatório mensal da Agência Norte-Americana para os Oceanos e o Clima (NOAA), o planeta enfrentou em 2024 seu primeiro semestre mais quente já registrado. 

A temperatura da superfície global de janeiro a junho foi classificada como a mais quente em 175 anos, com 1,29°C acima da média de 13,5°C, registrada no século 20 (1901-2000). Segundo a NOAA, os primeiros seis meses de 2024 registraram temperaturas recordes tanto em terra como na superfície do mar.

Vinicius acrescenta que os dados da NOAA reforçam o acompanhamento do monitoramento de secas, do Cemtec.

“Chama atenção a área de Mato Grosso do Sul e do Paraguai, que registraram temperaturas de 1.5°C graus a 2.0°Cs acima da média. Conforme a NOAA, nossa região ficou mais quente do que a média global”, comenta.

Segundo a previsão do tempo do Cemtec para esta semana no Mato Grosso do Sul, não há previsão de chuvas, apenas em um período que começa na sexta-feira (26) e vai até o dia 3 de agosto que há probabilidade para ocorrência de precipitações entre 5-35 mm (quedas inexpressivas) sendo estes os maiores acumulados de chuvas previstos para as regiões extremo sul e sudeste do Estado.

O meteorologista do Cemtec também destaca que a região pantaneira do município de Corumbá segue com uma grande escassez de 90 dias sem chuva significativas desde meados de abril.

BIOMA AINDA PREOCUPA

Mesmo após a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmar que 96% dos incêndios no Pantanal foram extintos ou controlados, a atuação do tempo na região norte do Estado ainda preocupa os combatentes que monitoram a possibilidade de novos focos surgirem.

Atualmente os bombeiros atuaram em seis focos de incêndios ativos, que foram detectados por meio do monitoramento por satélites – nas áreas do Rabicho, Porto da Manga, Nhecolândia, além de dois no bioma Cerrado – nos municípios de Brasilândia e Bonito.

As condições climáticas atuais apresentaram cenário desfavorável para as operações de combate a incêndios, pois a temperatura na região pantaneira atingiu picos de 33°C, o que aumentou significativamente o risco de queimadas florestais.

A previsão para os próximos meses no Pantanal é preocupante. Já que as chuvas no bioma são esperadas apenas a partir de outubro, e a baixa umidade e os ventos intensos aumentam os riscos de novos focos de incêndio. 

AGOSTO

No próximo mês a previsão é que permaneça o tempo quente e seco no Mato Grosso do Sul, com tendência da temperatura ficar acima do normal registrado neste período do ano.

Assim como ocorreu em julho, não se descarta a incursão de massas de ar frio em determinados dias do mês.

A tendência climática indica maior probabilidade das chuvas ficarem abaixo da média histórica no estado no mês de agosto, sendo que na metade norte do Estado as chuvas devem variar entre 25 a 100 mm e nas regiões sul, sudeste e sudoeste do Estado entre 150 a 300 mm.

Saiba

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades.

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Adolescente entra em briga para defender padrasto, é esfaqueado pela mãe e morre

Rapaz de 17 anos teria tentado conciliar briga e impedir que o homem fosse esfaqueado

22/07/2024 09h20

Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Um adolescente de 17 anos morreu após ter sido esfaqueado pela própria mãe durante uma discussão, na casa onde a mulher morava, na Rua Pirapitinga, no bairro Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande.

A briga aconteceu no início da tarde do último domingo (21), e ele chegou a ser socorrido, já inconsciente, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, não resistiu aos ferimentos, e morreu ainda ontem, no hospital.

O adolescente morava com a avó, mas costumava visitar a mãe, na kitnet em que ela mora com o marido, aos fins de semana. Testemunhas disseram que padrasto e enteado estavam bebendo juntos quando a discussão entre a mulher e o homem teve início.

Para tentar conter a briga, o adolescente entrou no meio, tentando apaziguar e impedir que o padrasto fosse esfaqueado, já que a mulher fazia ameaças. Como a situação havia escalonado, o homem foi embora, e a mãe continuou em uma discussão com o filho, que só terminou após ela esfaquear o garoto.

Ele chegou a tentar correr, mas pela gravidade do ferimento, que deixou suas vísceras expostas, caiu no solo, onde ficou até a chegada do socorro.

Vizinhos teriam dito que o casal morava na kitnet a pouco mais de quatro meses, e que as discussões eram comuns.

O caso inicialmente foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol). A mãe, uma mulher de 43 anos, confessou o crime, foi presa e passará por audiência de custódia.

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