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SEPARAÇÃO

Contra tendência mundial, divórcios diminuem em Mato Grosso do Sul

O Estado apontou queda de 37,47% de separações na pandemia
27/05/2020 09:14 - Gabrielle Tavares


O isolamento social tem causado aumento de divórcios pelo mundos e diversos estados do Brasil, mas essa tendência não está ocorrendo em Mato Grosso do Sul. Desde o início de março até 24 de maio, foram registrados 858 divórcios em Mato Grosso do Sul, 482 divórcios consensuais e 376 divórcios litigiosos. No mesmo período de 2019, foram 1.372, 741 consensuais e 631 litigiosos. Os dados são do Tribunal de Justiça (TJMS)

O presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado (Arpen-MS), Marcus Vinícius Machado Roza não vê nenhum fator direto que possa ser motivo da diminuição. “Até mesmo porque a Covid-19 tem uma realidade diferente do Brasil aqui no Estado, porque os cartórios continuaram trabalhando sem fechar, apenas com restrição para não gerar aglomeração”, relatou.

Antes da pandemia do novo coronavírus, a cada 3 casamentos, 1 resultava em divórcio no Brasil. Fator que se agravou na quarentena porque as relações conjugais tendem a ficar mais intensas com o convívio interrupto. “Tanto a mulher como o homem, saíam para o trabalho, tinham outras coisas que os motivavam, outras pessoas para conversar ou desabafar. Agora todos ficam confinados no mesmo lugar, nenhum dos dois tem outro meio de escape”, explicou a psicóloga e psicanalista Marilene Kovalski.

Contudo, não há explicações concretas da razão do índice ter diminuído na Capital. “A população pode ter deixado de comparecer por temer o contágio da Covid-19”, ponderou Marcus. “Comparando apenas um ano, penso que pode ser coincidência ou até mesmo demanda represada, porque as pessoas não querem sair de casa”, concluiu.

Marilene relatou que como a pandemia é um evento muito recente, não há como apontar motivos exatos para a fatores que acontecem em decorrência ao isolamento social. É necessário haver estudos e pesquisas que possivelmente serão realizados quando a doença passar.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.