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CORONAVAC

Governo do estado de São Paulo pedirá uso emergencial da vacina contra Covid-19

O Instituto Butantan divulgou a decisão de realizar o pedido nesta quinta-feira
17/12/2020 17:30 - Agência Brasil, Thais Libni


O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou atrás em sua fala da semana passada, a onde ele afirmava que o instituto iria apenas solicitar o registro definitivo da vacina e não o emergencial. 

No entanto nesta quinta-feira (17), o Instituto Butantan divulgou que o Estado “vai dar entrada no uso emergencial” do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

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A mudança de ideia é uma nova tática do governo para conseguir a aprovação da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, desenvolvida pelo Laboratório chines Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. 

Em nota o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou que o requerimento será realizado o mais rápido possível. 

"Vamos dar entrada no pedido de uso emergencial no Brasil. Se fizermos isso na semana que vem, como está programado, no dia 23, isso significa que na primeira semana de janeiro poderemos ter uma manifestação da Anvisa. Ou seja, a partir de janeiro, é possível que tenhamos autorização para uso da vacina. A partir do dia 15, portanto, teremos, nesse cronograma 9 milhões de doses para serem usadas nos brasileiros", pontuou Covas. 

João Doria esclareceu que a data prevista para a imunização no Estado continua sendo 25 de janeiro. E que está aguardando o pedido formal do Ministério da Saúde para compra de imunizante até esta sexta-feira (18). 

Nesta manhã (17), o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, afirmou durante reunião que Brasil contabilizará 24,7 milhões de doses de imunizantes contra Covid-19. 

“Temos três grandes laboratórios com números bastante claros para nós. Falamos de 500 mil doses de Pfizer a serem entregues em janeiro; de 9 milhões de doses do Butantan; e de 15 milhões de doses da AstraZeneca. A data é janeiro. Tudo dependendo do registro da Anvisa porque é o processo de registro o que nos garante a segurança e a eficácia”, disse o ministro.

“Se somarmos esses números teremos cerca de 24,7 milhões de doses só em janeiro. É daqui a 30 dias. Não são daqui a seis meses. Para fevereiro, o Butantan aumenta para 22 milhões de doses, e a AstraZeneca se mantém em 15,2 milhões. Com isso, vai para 37,7 milhões de doses. Em março, outras 31 milhões de doses, e a partir dali se equilibra o número”, detalhou.

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