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AVANÇO DA COVID-19

É festa? Mesmo com 66 mortes, isolamento se aproxima de índice do Carnaval

Índice atual de isolamento é de 36%, enquanto média do Carnaval - período marcado pelas festas nas ruas - foi de 34%
26/06/2020 12:18 - Bruna Aquino, Nyelder Rodrigues


 

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou nesta sexta-feira (26) mais quatro mortes por covid-19 em Mato Grosso do Sul, chegando a 66 mortes desde o início da pandemia. Ao todo, foram registrados 390 novos casos, totalizando 6.913 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Ainda assim, os índices de isolamento seguem baixos.

Mesmo com especialistas afirmando várias vezes que tais números causam preocupação e acendem o sinal de alerta do poder público, as medidas tomadas pelo Executivo quanto a isso seguem sem mudanças, apenas com meras precauções e nada mais restritivo.

Prova disso está no índice de isolamento, que de segunda-feira (22) até ontem (25), ficou na marca dos 36%. No pré, durante e pós Carnaval deste ano, o isolamento social variou entre 43% e 26%, ficando em uma média de quase 34% - número muito próximo das taxas registradas atualmente.

"Se não tivermos uma taxa de isolamento minimamente boa, vamos ter casos em expansão. Esse número atual é expressivo e vai fazer com que as pessoas contaminadas precisem de leitos, e nós, apesar de trabalharmos intensamente para construir mais leitos, eles serão insuficientes", destaca o chefe da SES, Geraldo Resende.

O secretário ainda classifica a taxa atual como horrorosa. "Aqui na Capital sempre está no vermelho. Algumas cidades do Estado também. Precisamos no mínimo ultrapassar os 60%", completa Geraldo, que ainda revela uma nova doação de kits para montagem de UTIs e leitos clínicos feita pela JBS. A entrega acontece em Dourados, amanhã (27).

Isolamento ideal foi atingido em apenas um dia

Poucos foram os dias em que o isolamento social chegou próximo da marca ideal apontada por Geraldo. O pico da distanciamento, segundo a plataforma In Loco, a mesma usada pelo Governo do Estado para monitorar a situação em Mato Grosso do Sul.

O que a ferramenta aponta é mais preocupante ainda: o isolamento social ficou acima dos 60% em apenas uma oportunidade no Estado. A data é 22 de março, há três meses. O segundo dia no ranking, com taxa de 59%, foi 29 de março.

Atualmente, dos 59 leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) existentes no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, localizado em Campo Grande, apenas seis estão vagos e disponíveis para novos pacientes. Além disso, foi erguido um Hospital de Campanha no pátio do Regional, para receber casos menos graves.

 
 

Números da covid-10 em MS

Ontem, foram confirmadas 61 mortes por covid-19 no Estado durante a divulgação do boletim do novo coronavírus, mas o 62º óbito veio no período da tarde. Já nesta sexta-feira (26), o boletim trouxe três novas mortes, chegando a 65. Porém, pouco depois da divulgação, uma 66ª morte foi confirmada pela SES.

Essa última morte foi a primeira de Nova Andradina, sendo a vítima uma mulher de 46 anos, diabética e renal crônica, internada desde terça-feira (23). As outras mortes ocorridas entre ontem e hoje aconteceram em Amambai e Dourados - três delas.

Sendo assim, o Estado já registra 19 óbitos em Dourados (1 morreu em Tocantins), oito em Campo Grande, seis em Corumbá, cinco em Três Lagoas e três em Itaporã. Já Paranaíba, Vicentina, Batayporã, Brasilândia, Guia Lopes da Laguna e Ponta Porã tiveram dois casos, cada uma dessas cidades. Em um dos casos de Vicentina, a morte foi em São Paulo.

Completam a lista os municípios de Iguatemi, Rio Brilhante, Sidrolândia, Douradina, Deodápolis, Glória de Dourados, Anastácio, Itaquiraí, Naviraí, Fátima do Sul, Amambai e Nova Andradina, com uma morte registrada cada um deles. Dos 6.913 casos registrados no Estado como positivo para covid-19, 3.468 já constam como recuperados.

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!