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Eleição para deputado exige quase 160 mil votos em MS

Eleição para deputado exige quase 160 mil votos em MS

Redação

31/05/2010 - 08h47
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Fernanda Brigatti

A eleição de deputados federais e estaduais, em Mato Grosso do Sul, neste ano, será mais difícil. Para eleger um parlamentar para a Câmara dos Deputados, os partidos e coligações precisarão de cerca de 158 mil votos. À Assembleia Legislativa, o mínimo deve ficar em 53 mil votos para cada deputado estadual.
Estimativa realizada pelo Correio do Estado, com base na previsão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a evolução do eleitorado em 2010, aponta que partidos e coligações precisarão de quase 10 mil votos mais que em 2006 para eleger um deputado federal. Na disputa por vagas à Assembleia Legislativa, a previsão é que a evolução do coeficiente eleitoral demande 3 mil votos a mais que na disputa anterior.
O coeficiente eleitoral é fundamental para partidos decidirem quais coligações integrar para terem mais chances de eleger deputados. A rigor, o número que representa o coeficiente de cada pleito só é definido depois de computados os votos válidos da eleição, que compreendem os votos nominais somados aos votos de legenda. Mas, com base em números das eleições anteriores e estimativas do eleitorado, candidatos e partidos calculam quantos votos serão necessários para conseguir uma vaga na Câmara ou na Assembleia e quais alianças tornam a chapa mais competitiva.
Em 2006, para eleger um deputado federal, os partidos e coligações precisaram de 149.839 votos. Já o coeficiente eleitoral para deputado estadual foi de 50.801, em um ano cujo eleitorado foi de 1.561.181, com comparecimento de 82,56%.
Para 2010, o TRE estima que o eleitorado de Mato Grosso do Sul ficará entre 1,63 milhão e 1,65 milhão de pessoas. Considerando média de 1,64 milhão de eleitores, 18% de abstenção e 5% de votos brancos e nulos (média das eleições de 2002 e 2006), os votos válidos estimados para este ano seriam 1.262.800. Com base nesses números, o coeficiente eleitoral ficaria em 52.616 votos para eleger um deputado estadual e 157.850 para um representante na Câmara Federal.

Coligações
Até o dia 30 de junho, os líderes dos partidos negociam a composição de suas chapas proporcionais. Em alguns casos, a corrida pela eleição de parlamentares tem abalado a harmonia de coligações praticamente fechadas na disputa majoritária. Caminhando com o PT na pré-campanha, o PDT indicará o deputado federal Dagoberto Nogueira a uma das vagas da disputa pelo Senado. Os pedetistas não querem, no entanto, compor chapa com petistas na disputa proporcional e estudam a possibilidade de sair com chapa pura.
Avaliada por alguns como equívoco, a pretensão do PDT é repetir, nas eleições deste ano, o feito de 2006: eleger, sozinho, um deputado federal e três estaduais. Naquele ano, a sigla elegeu Dagoberto para a Câmara Federal e Onevan de Matos, Ary Rigo e Antonio Braga à Assembleia. O quadro hoje, no entanto, é diferente. Rigo e Onevan deixaram a legenda e migraram para o PSDB, depois de um racha pela disputa do diretório e, tacitamente, pelo comando das negociações das eleições deste ano.
Dagoberto, que sozinho teve 97.803 votos em 2006, estará na disputa pelo Senado, e não será o puxador de votos da chapa proporcional. No âmbito estadual, Rigo e Onevan tiveram 34,7 mil e 33,8 mil votos cada um, em um pleito cujo coeficiente eleitoral passou dos 50 mil votos. E neste ano, estarão puxando votos para outra coligação.
Para Dagoberto, presidente regional do PDT, o partido tem condições de emplacar outros nomes. A resistência do PDT em coligar com o PT na proporcional considera o fato de os deputados federais Vander Loubet (PT), Antonio Carlos Biffi (PT) e Antonio Cruz (PP) já terem praticamente garantidas suas reeleições. Apesar de não oficializada, a aliança com PP é tida como certa pelo PDT. Em 2006, Vander teve 118.529 votos, seguido de 57.464 de Antonio Cruz e 55.179 de Biffi.
Do outro lado, o PSDB, que agora abriga Rigo e Onevan, deve repetir a aliança de outros anos, como poucas modificações. Em 2006, os tucanos disputaram vagas na Câmara dos Deputados ao lado de PMDB, PSC, PR, PPS, DEM e PMN. A coligação elegeu, então, quatro parlamentares: Waldemir Moka (PMDB), Waldir Neves (PSDB), Geraldo Resende (na época, pelo PPS, hoje no PMDB) e Nelson Trad (PMDB). Desses, somente Resende deve estar na disputa deste ano. Moka, grande puxador de votos da chapa, com 100,6 mil, deve concorrer ao Senado. Waldir Neves (78.115 votos) é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Nelson Trad (63.694 votos) se aposentará, deixando a vaga para o filho, o advogado Fábio Trad, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Estado. (Colaborou Maria Matheus)

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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