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UNIVERSIDADE

Eleição para novo reitor da UFMS será feita a distância

Lista tríplice para novo reitor será definida na sexta
15/07/2020 10:30 - Fábio Oruê


Nesta sexta-feira (17), será escolhida a lista tríplice para o mandato 2020-2024 da reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e de forma atípica a corrida eleitoral foi marcada de celeridade, desistência de candidato e críticas à última gestão. 

Pela primeira vez, por conta da pandemia de coronavírus, a escolha será feita por meio de um sistema on-line, já usado no meio acadêmico em eleições.  

Para cumprir os prazos, as chapas foram homologadas no dia 19 de junho, menos de um mês antes da data da votação. Isso porque nesta sexta-feira a lista tríplice precisa ser enviada ao Ministério da Educação (MEC).

Quatro chapas concorrem ao cargo: a de Elizabeth Maria Azevedo Bilange (Cultura, Ciência e Consciência), de Marcelo Augusto Santos Turine (Todos Somos + UFMS), de Lincoln Carlos da Silva (UFMS + Vozes) e de Lídia Maria Lopes Rodrigues Ribas (Eficiência e Inovação).  

O candidato Augustin Malzac (UFMS para Tod@s) retirou sua candidatura após denúncia de que seu programa de gestão continha plágio. 

 Conforme documento obtido na Comissão Eleitoral, 11% do conteúdo era plágio, copiado e colado sem alteração, da Chapa Juntos Pela UFF, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

A chapa fez uma reunião e o resultado foi a desistência de vários membros da campanha, por acreditarem ser imoral disputar a eleição “falando em fazer diferente, mas copiando proposta de outros”, advertiu um interlocutor da Chapa.

A candidata a vice de Malzac, Marta Nunes da Costa, enviou um texto para os colaboradores da campanha que foi repassado para vários grupos de professores e servidores.  

“Representando a ética acima de tudo, o compromisso com a verdade e com as boas práticas da administração pública, de imediato, posicionei manifestando a minha saída da chapa. O professor Malzac entendeu que deveria acompanhar-me. O que começa mal está condenado”, justificou a professora.

A desistência aconteceu no mesmo dia em que os elegíveis se reuniriam em um debate organizado pela Associação dos Docentes, pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação UFMS e dos Institutos Federais de Ensino no Estado.  

Porém, na ocasião, somente participaram do debate, transmitido e feito pela internet, a candidata Lídia Maria Lopes e o candidato Lincoln Carlos da Silva. 

Elizabeth Bilange explicou que não poderia participar por problemas pessoais e de saúde. Já o atual reitor, que tenta a reeleição, consultou a organização do debate, mas, segundo a ADUFMS, não confirmou a participação e, de fato, não estava presente.  

VOTANTES

De acordo com as informações, estão aptos a votar nesta sexta-feira um colégio eleitoral formado por 1.374 professores, 1.808 técnico-administrativos e cerca de 25 mil estudantes de graduação e pós-graduação da universidade.  

Ainda conforme a UFMS, a votação será on-line, por meio do Sistema de Votação On-line Helios, que pode ser acessado utilizando passaporte UFMS e senha.  

PROPOSTAS  

Conforme consulta da ADUFMS com os docentes, a comunidade pede que a nova gestão democratize decisões e discussões relacionadas à estrutura e à manutenção dos cursos; transparência na aplicação de recursos; infraestrutura dos locais de trabalho; manutenção do trabalho docente e políticas estudantis.  

As propostas da chapa 1, encabeçada pela candidata Elizabeth Bilange, são centradas na valorização humana, que é o pilar da universidade, segundo o plano de gestão. 

Entre os planos estão a melhoria na qualidade de vida no trabalho com ações de bem-estar, o aperfeiçoamento no processo de ingresso e acolhimento dos acadêmicos e a ampliação da oferta de bolsas e auxílios de maneira sistêmica.  

Na chapa 2, de Turine, as propostas para a gestão 2020-2024 compreendem a expansão e a consolidação da Política de Desenvolvimento Pessoal e das políticas de Assistência Social e Desenvolvimento aos Estudantes e a consolidação da UFMS como referência na educação superior nacional e internacional.  

Já a chapa 3, de Lincoln, tem como plano aperfeiçoar ou trocar o sistema de gestão acadêmica (Siscad) para que seja mais útil aos estudantes, docentes, coordenadores, às coordenações acadêmicas e à administração central, ampliar e fortalecer a pós-graduação, buscando a excelência na formação dos alunos de pós-graduação, e promover atividades voltadas às temáticas que envolvem direitos humanos.  

Por fim, a chapa 5, Lídia Maria, pretende aprimorar os mecanismos de captação de recursos via emendas parlamentares e parcerias, aperfeiçoar o acolhimento estudantil e ações contra a evasão e viabilizar bolsas para estudantes brasileiros com alto desempenho acadêmico e atlético em instituições estrangeiras. 

 
 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.