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Eleição para reitor da UEMS acontece hoje

Eleição para reitor da UEMS acontece hoje

ROBERTA CÁCERES

10/06/2011 - 09h40
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As eleições da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul acontecerão nesta sexta-feira (10) nas 15 unidades da instituição. São elas: Dourados, Amambai, Aquidauana, Campo grande, Cassilândia, Coxim, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba e Ponta Porã.

Cada unidade tem horários diferenciados, porém todas variam em torno das 8h às 20h. Participam da votação os alunos, professos e técnicos administrativo. A apuração será realizada neste domingo (12), e o possível segundo turno será no dia 1º de julho.

O Portal Correio do Estado selecionou as principais propostas das cinco chapas, confira:

Chapa 5 - UEMS para todos - Reitor Dalton e Vice-reitor WIilson

Prioridades 

A prioridade será o atendimento de forma emergencial às necessidades de infra-estrutura da UEMS e implantação do conceito moderno de Gestão de Pessoas. Entretanto, acreditamos que a Gestão, enquanto campo do conhecimento científico, não pode ser fragmentada e nem desvinculada da realidade. Então, todos os segmentos da UEMS serão geridos de forma integrada, levando-se em consideração a sua realidade.

Repasses financeiros

O repasse financeiro será administrado de forma participativa e democrática. Não haverá
centralização, para que o direcionamento dos recursos possa ser discutido de forma conjunta com as unidades universitárias e também com os diversos setores que dependem desses recursos. Assim, dentro da legislação do Estado para esse fim, as necessidades de cada segmento serão atendidas com mais propriedade e justiça.

Chapa 6 - UEMS: Orgulho de ser Mato Grosso do Sul – Reitor Laércio e Vice-reitora Zélia

Prioridades 

Será uma administração pautada no compromisso com a comunidade acadêmica e com uma gestão democrática, na qual possamos contar com a participação de servidores e acadêmicos. Estaremos atentos ao fortalecimento do tripé que sustenta a Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão. Para isso acreditamos que é de extrema importância a junção de dois fatores essenciais: recursos financeiros e recursos humanos capacitados. Pensando na viabilidade dos recursos financeiros, criaremos uma Assessoria parlamentar da UEMS, que nos auxiliará no envolvimento político para propor e aprovar emendas parlamentares em Prol da UEMS. E, pensando nos recursos humanos capacitados e motivados implantaremos a política institucional de valorização dos servidores. 

Repasses financeiros

Bem, pelo que temos acompanhado o grande gargalo da UEMS hoje se chama orçamento. Ocorre uma grande discrepância o repasse que precisamos com o repasse que recebemos. Estudaremos estratégias para solucionarmos essa questão diretamente com o Governo do Estado que é o seu mantenedor. Mas, temos uma certeza: precisamos repensar a UEMS, ou melhor, reestruturá-la. Não podemos esquecer que a UEMS foi criada para atender todo o MS, que é uma Instituição genuinamente sul-mato-grossense e nós temos muito orgulho disso e com certeza o sul-mato-grossense também. De qualquer maneira, o repasse financeiro recebido pela Universidade será administrado de modo inteligente e transparente, pois procuraremos respeitar o PDI da Instituição e todo e qualquer investimento será levado para discussão com os Conselhos competentes.

Não prometemos milagres, mas acreditamos que é necessário um planejamento estratégico
para que a UEMS se consolide e se fortaleça como uma Universidade comprometida com
o desenvolvimento do MS. Quanto à busca por recursos externos, criar-se-á uma assessoria de captação de recursos e inovação tecnológica. 

Chapa 7 – União, Ética e Compromisso com o Desenvolvimento da UEMS - Reitor Gilberto e Vice-reitor Roberto

Prioridades

Como foi apresentado em nosso Plano de Gestão: União, Ética e Compromisso com o desenvolvimento da UEMS, para o período de 2011-2015, a administração tem como principio seguir as deliberações emanadas dos Conselhos Superiores, cultuando o espírito democrático e possibilitando a transparência da gestão, tendo como eixo as seguintes ações: • Defender a autonomia da Universidade nas esferas didático-científico, disciplinar, administrativa, financeira e patrimonial; 
• Reorganizar o fluxo de trabalho e revisão do Plano de Cargos e Carreira - PCC; 
• Buscar mecanismos que garantam a permanência do universitário; 
• Elaborar o planejamento estratégico de todas as Unidades; 
• Melhorar a infraestrutura da Sede e das Unidades Universitárias; 
• Ampliar o processo de capacitação docente e técnico-administrativo. 

Repasses financeiros

 O exercício administrativo institucional deve primar pela gestão democrática e participativa, o
que inegavelmente nos remete ao respeito e fortalecimento aos conselhos universitários como
instância decisória de distribuição mais equânime dos recursos, independente dos valores
orçamentários a serem executados. Como mecanismo de ampliação dos recursos aportados à instituição, abriremos duas linhas de captação de recursos por meio de editais e/ou criando demanda junto aos setores governamentais e não governamentais. Fomentando a criação e fortalecendo os grupos de pesquisa para captação das mais variadas linhas de recursos para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão. Também ampliaremos as relações externas, buscando um maio envolvimento da sociedade em geral, dos representantes políticos, necessárias à composição de forças que propiciem um maior aporte de meios necessários à sustentabilidade financeira da Universidade por meio de emendas parlamentares. 

Chapa 8 -Nova UEMS - Reitora Angela e Vice-reitora Flávia

Prioridades

Sendo eleita nossa chapa, inicialmente, pretendemos dar continuidade ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2009-2013), com prioridade às seguintes ações emergenciais: ampliação das propostas de programas de pósgraduação stricto sensu (até 2016 precisaremos ter no mínimo 5 cursos de doutorado); criar mecanismos para uma gestão democrática junto ao governo de estado visando garantir recursos orçamentários que atendam as demandas atuais de custeio e investimento; e especialmente, o atendimento imediato das recomendações emitidas pelos avaliadores do Conselho Estadual de Educação, para garantir a correção dos problemas apresentados pelos cursos avaliados no ano de 2010.

Repasses financeiros 

Ainda em 2011, negociaremos com os órgãos relacionados aos poderes executivo e legislativo, para que possamos aumentar o nosso repasse financeiro. Caso contrário, não teremos condições de crescimento. Obviamente, temos muitos problemas que precisam urgente de solução. Para tanto, é fundamental que toda a comunidade acadêmica esteja conosco nessa ação, pois aliados aos órgãos de representação, somos um grupo forte e nos faremos respeitar, inclusive para encontrar meios legais de aumentar gradativamente a
receita recebida pela Instituição. A proposta de nossa chapa é gerenciar as novas oportunidades de recursos. Temos também como meta de incentivar os docentes a participar dos vários editais de projetos com recursos advindos da Capes, Universidade Aberta do Brasil e outros órgãos de fomento. Precisamos ter clareza dos recursos que necessitaremos para honrar com nossos compromissos em 2011, e de uma planejamento real para 2012. As receitas advindas do nosso mantenedor, em muitos casos são insuficientes, pois sempre
trabalhamos como o mínimo, por isso a UEMS passa hoje por alguns problemas estruturais.

Chapa 9 - Somos UEMS – Reitor Fábio Edir e Vice-reitora Eleuza

Prioridades

Acreditamos que a UEMS deve ser reconhecida como uma instituição de excelência na construção e difusão do conhecimento, comprometida com o Estado e a região e com o desenvolvimento da sociedade de modo inovador e sustentável. Quatro são os pontos fundamentais que orientam as nossas propostas: o fortalecimento da UEMS, a gestão pelo aumento do repasse financeiro, a valorização dos seus recursos humanos e o compromisso social da Instituição. Fortalecer a UEMS junto à sociedade significa revelar a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Significa a valorização dos seus recursos humanos, a qualificação do corpo de docentes e técnicos administrativos. Significa o melhor atendimento na prestação de serviços públicos da Instituição, e acima de tudo a melhoria das condições de ensino em todos os níveis. 

Repasses financeiros

Em primeiro lugar lutaremos pelo aumento dos repasses financeiros da UEMS. O contato com o Governo do Estado deve ser constante, mas sem que isso se caracterize como subserviência. A UEMS precisa fazer parte dos Programas de Governo do nosso Estado. Precisamos melhorar nossas parcerias e articulações em todos os aspectos. A UEMS é uma instituição do poder executivo, que presta serviços à sociedade. A partir do momento que
a UEMS for entendida pelos nossos Governantes (Executivo e Legislativo principalmente) como uma Instituição estratégica para o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e do Brasil, essa realidade de falta de recursos mudará. Novas parcerias com órgãos e instituições estratégicas serão realizadas. Existem muitos recursos disponíveis para serem captados pela
nossa UEMS, e é preciso ter bons projetos e trilhar os caminhos para conseguir alcançá-los.  

EDUCAÇÃO-PROUNI

MEC atrasa divulgação da 2ª chamada do Prouni pelo terceiro dia

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem

29/02/2024 22h00

Essa edição do Prouni oferta 406.428 bolsas em 1.028 instituições participantes. Crédito: Fabio Rodrigues-Prozzebom / Agência Brasil

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O MEC (Ministério da Educação) atrasou pelo terceiro dia seguido a divulgação dos resultados da segunda chamada do Prouni (Programa Universidade para Todos). Problemas técnicos têm afetado o carregamento dos resultados na plataforma federal de acesso ao ensino superior.

O cronograma inicial previa que os resultados saíssem na terça (27), mas candidatos a bolsas em universidades privadas não conseguiram acessar os resultados. Após receber reclamações de atraso, a pasta declarou que a divulgação ocorria na quarta (18). 

No sistema de acesso, o ministério de Camilo Santana somente atualizou a data, sem qualquer explicação aos candidatos.

"As equipes técnicas da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu) estão trabalhando para divulgar os resultados da segunda chamada do Prouni o mais rápido possível", diz nota do ministério.

O Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer, os candidatos usam os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e se inscrevem em um sistema específico do governo federal.

A previsão é que os candidatos contemplados na segunda chamada tenham até o dia 12 de março para comprovar as informações prestadas e garantir a vaga. Depois será aberto um novo prazo, entre os dias 18 e 19 de março, para quem desejar se cadastrar na lista de espera.

O atraso e a falta de esclarecimentos causaram indignação entre estudantes, que têm publicado reclamações nas redes sociais.


Essa edição do Prouni oferta 406.428 bolsas em 1.028 instituições participantes.

Esse é mais um de uma série de problemas envolvendo os sistemas de seleção para o ensino superior na gestão Lula (PT).

No dia 6 de fevereiro, devido a um erro na divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o ministério voltou a ter dificuldade na entrega dos aprovados da primeira chamada para o Prouni.

Durante toda a tarde, o portal ficou fora do ar e os candidatos não conseguiram acessar os resultados, que só foram publicados no início da noite.

Já em relação ao Sisu, que oferece vagas em universidades federais também a partir da prova do Enem, foram dois problemas. Além do atraso na divulgação, o MEC liberou indevidamente resultados provisórios, que ainda não estavam homologados. Conforme a pasta, os dados errados ficaram disponíveis por 25 minutos.

Assim, estudantes que antes chegaram a aparecer como aprovados na primeira lista descobriram que, na verdade, não haviam conseguido a vaga. A pasta alegou problemas técnicos.

Novo problema ocorreu na divulgação dos resultados da lista de espera do Sisu, que deveria ter acontecido no dia 16 de fevereiro, mas por orientação do MEC, as universidades e institutos federais adiaram a divulgação ou retificaram a publicação dos aprovados. Procurada por telefone e email diversas vezes, a pasta não deu explicações sobre as ocorrências.

A reportagem levantou que houve problemas em mais de 20 instituições em todo país nas convocações para essa etapa de "repescagem", que seleciona quem não foi aprovado em primeira chamada, em janeiro.

Não foi esclarecido se o reprocessamento das listas alterou a classificação dos candidatos, como havia ocorrido na divulgação da primeira chamada.

 

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Projeto

Secretária de Saúde diz que resposta sobre hospital municipal pode ser dada até 2025

Por sua vez, vereador cobrou transparência e disse que hospital municipal de Campo Grande não pode ser "projeto secreto"

29/02/2024 19h15

Divulgação

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Na tarde desta quinta-feira (29), em audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) na Câmara Municipal de Campo Grande, a titular da pasta, Rosana Leite de Melo disse que o município tem até 2025 para responder sobre o projeto do Hospital Municipal. Ela deu a resposta ao ser questionada por um suposto mistério.

“Precisamos de um Hospital Municipal. É uma necessidade que veio da população e também do serviço que estamos. Temos até 2025 para dar essa resposta. Desde o ano passado nos debruçamos sobre isso para poder cumprir essa meta”, afirmou.

O projeto, anunciado no ano passado pela prefeita Adriane Lopes, prevê 250 leitos de internação, salas de cirurgia, centro de diagnóstico por imagem e suporte de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Por sua vez, o vereador Dr. Victor Rocha cobrou mais transparência da Prefeitura.

“Ficou claro que o município, na prestação de contas, não tem o projeto do Hospital Municipal. Se o Conselho Municipal de Saúde e a Comissão de Saúde não têm acesso ao projeto, é um projeto secreto”, afirmou.

A implementação da nova unidade seria fruto de uma Parceria-Público-Privada e o investimento previsto é de R$ 200 milhões, conforme foi anunciado no último ano.

A passos lentos

O primeiro passo concreto em direção à construção da nova unidade hospitalar foi dado apenas nesta semana, seis meses após o anúncio de Adriane Lopes, com a contratação de uma empresa especializada em consultoria técnica, no valor de R$ 212,5 mil, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de 27 de fevereiro.

Na publicação, consta que a empresa HB Treinamentos Ltda. foi contratada para uma “melhor solução para a construção integral de um complexo hospitalar em âmbito municipal, inclusive com equipamentos, mobiliários hospitalares e em geral e serviços de facilities necessários para o funcionamento de um complexo hospitalar”.

Ainda de acordo com o Diogrande, a contratação foi realizada de forma direta, ou seja, sem licitação. Com relação aos recursos financeiros, a publicação aponta o montante de R$ 35 mil para o “presente termo”.

No entanto, em nota enviada ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) informou que, como são “diversos módulos”, o valor total do contrato com a empresa de consultoria será de R$ 212,5 mil.

“O contrato em questão se trata de uma consultoria técnica especializada para a elaboração do projeto do complexo hospitalar municipal, não sendo ainda a contratação da empresa que realizará a construção da estrutura. Como são diversos módulos, o valor total do contrato em questão é de R$ 212,5 mil”, relatou a Pasta por meio de nota.

O comunicado também indicou que, após a aprovação de todos os projetos, será dado o início ao processo licitatório para a construção do novo hospital.

A respeito da falta de licitação para o contrato da consultoria, a Sesau disse que está subsidiada legalmente pelo artigo nº 74 da seção II da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021.

“[A legislação] autoriza a modalidade de contratação quando se trata de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, com profissionais ou empresas de notória especialização”, finalizou a Sesau.

HISTÓRICO 

Prometido desde 2013, na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, o Hospital Municipal de Campo Grande voltou a ser pautado em novembro do ano passado, quando o então titular da Sesau Sandro Benites anunciou que a construção dessa unidade hospitalar na Capital iniciaria ainda naquela ocasião.

Entretanto, até o momento, a única decisão concreta a respeito da iniciativa foi a contratação da empresa de consultoria HB Treinamentos Ltda.

Na época, Benites, ao lado da prefeita Adriane Lopes (PP) e da então secretária-adjunta da Pasta Rosana Leite – atualmente titular da Sesau –, revelou que a iniciativa deveria ser realizada por meio de parceria público-privada (PPP) e que a ideia era de que a empresa responsável recebesse por meio de contratualização quando o local estivesse em pleno funcionamento.

Ainda no ano passado, foi informado que o hospital teria 250 leitos de capacidade, aumentando o número de vagas de alta complexidade e reduzindo a dependência de outros hospitais públicos da Capital, como a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS).

“Com a parceria privada, fica muito mais interessante, muito mais rápido. Por isso, eu me arrisco a falar 12 meses, porque as empresas já fizeram isso em outras capitais e deu certo em 12 meses”, comentou Benites, que também revelou ter viajado para Rio de Janeiro e Curitiba, enquanto a prefeita foi para Salvador, a fim de ambos estudarem o modelo de parceria.

À época, em novembro do ano passado, também foi relatado que o próximo passo seria a divulgação do terreno e que já havia três locais em estudo, sendo definida a área exata no mesmo mês.

Entretanto, até a publicação desta reportagem, a prefeitura segue sem informar o local, sem iniciar a construção e sem oficializar novos prazos para a execução da obra.

Em conversa ao Correio do Estado, Rosana garantiu que “todos os prazos administrativos serão cumpridos” e que as obras serão iniciadas ainda neste ano. Contudo, a atual responsável pela Sesau não revelou mais informações de local nem de data para o começo das construções.

Durante as apurações da equipe de reportagem do Correio do Estado, não foram encontrados documentos oficiais que indicassem registro do projeto, nem sequer um pedido de licença ambiental – que é obrigatória – para a realização da construção.

Enquanto o hospital não sai do papel, outras unidades de saúde passam por dificuldades para atender a demanda, principalmente de urgência e emergência, que chega diariamente e que aumenta em determinadas épocas.

É o caso da Santa Casa, unidade hospitalar que neste mês passou por uma superlotação, puxada especialmente por pacientes de trauma ortopédico.

Audiência Pública

A audiência pública desta tarde foi convocada pela Comissão Permanente de Saúde da Casa, composta pelos vereadores Dr. Victor Rocha (presidente), Professor André Luís (vice), Jamal, Tabosa e Dr. Loester.

Rosana Leite de Melo, secretária de saúde do Município, detalhou os recursos e despesas da pasta e as contas referentes ao 3º quadrimestre do exercício financeiro de 2023. Também listou procedimentos ambulatoriais e hospitalares, como valores aprovados e processados entre os meses de setembro e dezembro do último ano, além de obras entregues e em andamento.

“Queremos dar condições, com insumos, medicamentos e dando condições dignas em nossos prédios. Às vezes, nossos trabalhadores convivem muito mais tempo ali do que em suas casas. Essas revitalizações têm trazido não só a satisfação dos usuários, mas, principalmente, do nosso trabalhador”, disse.

Conforme o relatório, no terceiro quadrimestre de 2023 foram realizadas 787.168 visitas domiciliares, 493.630 atendimentos individuais, 849.397 procedimentos, 73.698 atendimentos odontológicos, totalizando 2.203.893 a produção da Atenção Básica.

No ano de 2023, no período de janeiro a dezembro, a produção da Atenção Básica totalizou 6.858.127 atendimentos.

Sobre a execução orçamentária e financeira, o percentual aplicado no período correspondente às despesas liquidadas foi de 29,89%, acima do mínimo constitucional, que é 15%.

O montante de empenhos realizados em 2023 foi da ordem de R$ 20,6 milhões. A maior parcela dos recursos foi referente a medicamentos, correspondendo a 33,28 % dos valores empenhados, cerca de R$ 6,8 milhões.

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