Cidades

Frente Fria

Em 24 horas, temperatura caiu 15,1ºC em Campo Grande e Dourados

Tempo continuará instável e com bastante nebulosidade e chuvas neste fim de semana

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Uma frente fria que chegou ao Estado no fim da tarde de ontem (23) derrubou a temperatura em 15,1ºC dentro de 24 horas em Campo Grande.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Capital morena chegou a registrar máxima de 32,3ºC no início da tarde de quinta-feira, temperatura que caiu para 17,2ºC no mesmo horário desta sexta-feira (24).

A mesma variação de temperatura foi verificada em Dourados, município quase 230 km distante da Capital. Às 13h, os termômetros marcavam 32,9ºC na quinta-feira, e 17,8ºC nesta sexta.

Em Ponta Porã, a variação de temperatura foi ainda maior, de -16,8ºC no mesmo horário, visto que os termômetros foram de 30,4ºC para 13,6ºC em 24 horas.

Corumbá também registrou uma grande queda na temperatura, que foi de 35,4ºC para 18,8ºC, variação de -16,6ºC.

A tendência é de que as temperaturas caiam ainda mais neste fim de semana. Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec) o tempo continuará instável e com bastante nebulosidade, chuvas e, pontualmente, tempestades devido ao avanço da frente fria.

As temperaturas máximas ficarão amenas, com valores entre 16-22°C, principalmente na região centro-sul do estado. Além disso, devido ao avanço do ar frio, pode ocorrer a chamada “mínima invertida”, com temperaturas que diminuem ao longo do dia.

Confira as mínimas registradas em alguns municípios de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira*:

Município Mínima Horário
Campo Grande 17,2ºC 13h e 15h
Dourados 15,7ºC 8h
Ponta Porã 12,1ºC 16h
Corumbá 17,9ºC 11h
Três Lagoas 20,4ºC 10h
*até 16h

Previsão para o fim de semana

Para sábado (25) e domingo (26), a previsão do Cemtec é de muitas nuvens e possibilidade de chuvas. As amplitudes térmicas devem ser pequenas, ou seja, com pouca diferença entre a temperatura máxima e a mínima.

A sensação de frio será reforçada devido ao tempo fechado. Os locais com maior probabilidade de chuvas são as regiões centro-sul, sudoeste e oeste do estado, com acumulados previstos entre 20-30 mm. Estão previstas mínimas entre 9-12°C e máximas entre 13-16°C para as regiões sul, sudeste e sudoeste.

Na região pantaneira esperam-se mínimas entre 13-15°C e máximas entre 16-18°C. Para as regiões norte, leste e bolsão esperam-se mínimas entre 15-17°C e máximas entre 18-24°C. Em Campo Grande, são esperadas mínimas entre 13-15°C e máximas entre 16-19°C. Os ventos atuam do quadrante sul com valores entre 30-50 km/h e, pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 50 km/h.

Para a semana que vem, a tendência meteorológica indica continuidade do frio no estado. O ar frio será impulsionado por outra frente fria que se forma entre os dias 27 e 28 de maio e que irá favorecer um novo pulso de ar frio em direção ao centro-oeste.

Nos dias 28 e 29 de maio de 2024, a região sul/extremo sul do estado pode registrar temperaturas próximas de 4 a 5°C e, pontualmente, temperaturas abaixo dos 4°C, favorecendo, com menor probabilidade, a chance de geada fraca nessas regiões. Na capital espera-se mínimas entre 8 e 10°C nestes dias.

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Cotidiano

Ministro da Educação defende EAD apesar de novas limitações

Na Câmara, Camilo Santana também falou das universidades paradas e afirmou que greve só é necessária quando não há diálogo

12/06/2024 20h00

Ministro da Educação, Camilo Santana

Ministro da Educação, Camilo Santana Lula Marques/ Agência Brasil

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O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo Lula (PT) não é contra o ensino a distância, na contramão de suas ações e posicionamentos até o momento. A declaração foi dada durante sessão da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (12).

Na última sexta-feira (6) o MEC (Ministério da Educação) publicou uma portaria que suspende a criação de novos cursos de graduação 100% a distância".

"Não somos contra o ensino a distância, não. [Mas] É preciso um novo marco regulatório para isso. A medida que tomamos agora nessa portaria foi não permitir mais a criação de novas vagas de licenciatura que sejam 100% a distância", disse.

Até o dia 10 de março de 2025, o MEC planeja revisar os instrumentos de avaliação de cursos de graduação na modalidade a distância.

A fala de Camilo vem na contramão do que foi exposto até o momento pelo governo. Desde 2023, o ministro já manifestava a intenção de proibir cursos para professores com 100% da carga horária nesses moldes, como foi estabelecido pela portaria.

De acordo com o Censo do Ensino Superior de 2022, o mais recente, a formação de professores em licenciaturas a distância concentra 81% dos ingressantes. Esse modelo atende parcela da população que mora em regiões distantes e não conseguiria fazer cursos totalmente presenciais.

Desde a recomendação de que a carga-horária dos cursos de licenciatura fosse reduzida a somente 50% de aulas online, com a obrigação de a outra metade ser feita de modo presencial, associações que representam o ensino superior a distância no país foram contra a definição. O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou as novas diretrizes em março, e as regras foram homologadas pelo MEC.

Ao longo da sessão, Camilo também falou sobre a greve dos servidores de instituições de ensino federais que já dura cerca de 90 dias. Para o ministro, o ato de greve só é necessário quando não há diálogo, ao que ele disse não ser o caso do governo Lula.

Na porta da comissão, servidores da educação protestaram, tentado entrar e acompanhar a sessão. De acordo com o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o presidente da comissão, Nikolas Ferreira (PL-MG), barrou a entrada de manifestantes.

O ministro também foi questionado sobre o que será feito para a retomada de aulas e calendário de estudantes no Rio Grande do Sul atingidos pela tragédia com as chuvas.
 

 

*Informações da Folhapress 

Regime de Urgência

Câmara dos Deputados dá "sinal verde" para punir vítimas de estupro

O projeto de lei criminaliza a vítima de estupro, imputando o crime de homicídio com pena de 20 anos de prisão, caso o aborto seja feito acima de 22 semanas

12/06/2024 18h47

Divulgação Câmara dos Deputados

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Em regime de urgência, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), a tramitação do Projeto de Lei 1904/24, que criminaliza a vítima de estupro, caso faça aborto acima das 22 semanas, com punição de 20 anos de prisão por homicídio.

A PL, do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), caso passe pela Câmara dos Deputados, altera o que está previsto em lei no Código Penal Brasileiro (Artigo 128) desde 1940, conhecida como aborto legal, que autoriza a interrupção nas seguintes situações:

  • Caso a gravidez coloque em risco a vida da gestante;
  • de estupro (tido como "aborto humanitário");
  • feto anencefálico.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), tem feito fortes críticas ao projeto por meio de sua rede social, X (ex-twitter), no Plenário, em sessões anteriores chegou a dizer que caso passe, irá afetar diretamente crianças que são vítimas de estupro. 

Usando como base estudos em que mais de 60% das vítimas de violência sexual são menores de 14 anos, nestes casos, a parlamentar explicou que a família só percebe a gravidez em estágio avançado.

"Criança não é mãe, e estuprador não é pai", enfatizou Sâmia. 

 

 

 

Outro lado

Por sua vez, o autor do requerimento de urgência, o deputado Eli Borges (PL-TO) que é coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, saiu em defesa da aprovação ao projeto, embasado em fundamentalismo religioso, dando o tom que deve ser seguido pela bancada da bíblia.

 "É assassinato de criança literalmente, porque esse feto está em plenas condições de viver fora do útero da mãe", disse.

A Constituição Federal, diz que o Brasil é estado laico. Outro fator, que gerou debate com o projeto, é a criminilização da vítima - que sofreu com a violência e pode ter que responder a Justiça. 

A pena para crime de estupro é de 10 anos. Caso o projeto passe, a vítima receberá a punição em dobro se comparado a pena para o criminoso.

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