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"QUANTOS AINDA VÃO TER QUE MORRER?"

Em Campo Grande, movimento negro luta para que mais vidas não sejam perdidas

Cerca de 100 pessoas se reuniram para protestar com a opressão e violência
06/06/2020 16:38 - Fábio Oruê


Movimento negro em Campo Grande se organizou e reuniu pessoas de todas as idades e etnias na praça do Rádio, em Campo Grande, na tarde deste sábado (6). O ato foi em favor da luta de negros que perderam a vida por conta da violência e discriminação. 

Uma das participantes do ato, a advogada Maria do Socorro Nunes, de 63 anos, avalia que o movimento vem sendo invalidado constitucionalmente e a desigualdade aumentando. “Houve o avanço constitucional [em favor dos negros], mas de uns tempos para cá acho que piorou os avanços e as conquistas que nós tivemos nesse período pós-constituição. É um retrocesso político que é muito opressivo, autoritário; A gente precisa viver com liberdade no nosso país”, disse ela ao Correio do Estado.

 
 

“A gente quer romper com isso [desigualdade]. Nós queremos ser amados, respeitados e viver num país de igualdade”, disse ela, que também é presidente da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), na Capital. 

O protesto pacífico contou com cerca de 100 pessoas e seguiu as regras de biossegurança, como o distanciamento de 1,5 metros entre os participantes que seguravam cartazes com lembranças de pessoas negras que foram vítimas da violência, desrespeito ou que marcaram a luta em Mato Grosso do Sul. 

Um grupo entre os participantes também protestou contra a violência da polícia contra os jovens negros da periferia da Capital e contra o fascismo. 

 
Protesto em favor das vidas negras em Campo Grande - Vídeo: Fábio Oruê/ Correio do Estado
 
 

Policiais Militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana fizeram a segurança dos participantes e também a fiscalização das normas de biossegurança, que foram seguidas pelos participantes. Um helicóptero da PM chegou a sobrevoar a praça, mas não houve de nenhum tipo de manifesto violento. 

O ato acabou foi encerrado de 15h20 a pedido da polícia e os manifestantes dispersaram pacificamente, por conta do tempo permitido para reuniões em razão da pandemia do coronavírus.

 
 

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.