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INTERIOR

Em fazendas, trabalhadores são resgatados em condições de escravidão

Ao todo 17 pessoas eram mantidas nos locais em situação precária
10/12/2019 17:49 - ALÍRIA ARISTIDES


 

Trabalhadores de fazendas localizadas na região sudoeste do Mato Grosso do Sul foram resgatados em condições semelhantes à escravidão durante uma operação promovida na última semana. Ao todo, 17 pessoas estavam sendo mantidas em condições precárias nas seis propriedades rurais visitadas. 

A operação, que aconteceu entre os dias 2 e 6 de dezembro, contou com a participação de equipes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Superintendência Regional do Trabalho e Polícia Militar Ambiental. 

As atuações aconteceram após denúncias sobre a situação, feitas por ex-trabalhadores de algumas das fazendas, registradas nas ouvidorias regionais do MPT e do MPF. Em um dos casos, o denunciante relatou que, após dois meses de trabalho, recebeu apenas R$100 pelos serviços na carvoaria. Ainda de acordo com o homem, ele deixou o local após ser agredido e percorreu mais de 100 quilômetros até o MPF para registrar a denúncia. 

Durante a ação, foram percorridos mais de dois mil quilômetros entre as seis fazendas visitadas nas cidades, localizadas nos arredores das cidades de Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho. 

Entre as irregularidades trabalhistas nas propriedades rurais autuadas, foram encontrados alojamentos em barracos improvisados, falta de iluminação, ausência de banheiro, além de fornecimento de água e comida impróprias para consumo. Também não foram encontrados equipamentos de proteção individual, que deveriam ser obrigatoriamente fornecidos para os trabalhadores.

Em abril deste ano, flagrantes semelhantes aconteceram em uma propriedade rural de Rochedo. No local, seis trabalhadores eram mantidos em condições degradantes para executar serviços na produção de carvão. 

Já em outubro, outras 13 pessoas, de origens brasileira e paraguaia, foram retiradas de fazendas nos municípios de Caracol e Bela Vista. Um dos trabalhadores exercia atividades no local há mais de 11 anos. 

Felpuda


Depois de se “leiloar” durante meses, e afirmando que estava até escolhendo o município para se candidatar a prefeito, ex-cabeça coroada não só não recebeu acenos amistosos, como também não encontrou portas abertas com tapete vermelho a esperá-lo. 

Assim, deverá pendurar as chuteiras e fazer como cardume em seu pesqueiro: nada, nada...