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Em meio a denúncias, Moka vence prévias

Em meio a denúncias, Moka vence prévias

Redação

08/03/2010 - 09h07
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Em meio a denúncias de compra de votos e de uso da máquina pública, o deputado federal Waldemir Moka venceu as prévias do PMDB e será o candidato do partido ao Senado, nas eleições de outubro. Com 69% da preferência dos filiados, ele venceu ontem o senador Valter Pereira. O deputado conquistou 10.501 adesões contra 4.548 do senador. Votos brancos somaram 43 e nulos, 121. Em Campo Grande, Moka fez 1.583 dos 2.087 votos e Valter, 485. As prévias mobilizaram 15.213 dos 40 mil filiados do PMDB no Estado e movimentaram o centro de Campo Grande. Com bandeiras nas mãos, militantes ocuparam parte da Avenida Afonso Pena e protagonizaram troca de acusações. O bate-boca envolveu até a primeira-dama da Capital, A ntonieta Trad, defensora da candidatura de Moka, e o prefeito de Terenos, Beto Pereira (PSDB), filho do senador. Os ânimos ficaram exaltados porque eles se acusaram de invadir o espaço de campanha um do outro na avenida. No entanto, a discussão levou poucos minutos e em nada se comparou às denúncias de compra de votos e de uso da máquina pública nas prévias. Segundo Valter Pereira, “oncinhas” (notas de R$ 50) foram distribuídas em troca de voto. “Basta atravessar a rua para observar a compra de votos escancarada”, denunciou. Valter Pereira ainda acusou a primeira-dama de Campo Grande e o “primeiro-damo” de Três Lagoas, Eduardo Rocha (PMDB), de coagirem servidores das respectivas prefeituras a votarem no deputado federal. “A máquina foi usada e a primeira-dama da Capital chefiou o esquema de corrupção”, afirmou. “Já em Três Lagoas, o primeirodamo coordenou a coação”, acrescentou. Moka rebateu a denúncia, acusando Valter de procurar desculpa para explicar a derrota. “Ele já está atrás de justificativas para o resultado”, comentou na manhã de ontem. “Nas sete eleições que disputei, nunca mexi com isso (compra de votos)”, completou. Já A nton ieta Trad não quis polemizar. “Só tenho uma coisa a dizer: o Valter é uma pessoa correta e não falou nada sobre essas denúncias para mim. Portanto, não sei nada disso”, ressaltou. Eduardo Rocha negou as acusações. Por outro lado, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), reconheceu a ocorrência de irregularidades. “Diz que houve até indução de votos”, contou. O presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimentou, informou que apenas diante do registro da denúncia, acompanhado de provas, poderá tomar as devidas providências. Porém, a princípio, Valter não pretende oficializar as acusações. “Me reservo a tomar a atitude apropriada no momento certo”, disse. “Fico envergonhado por conta deste procedimento interno”, complementou. “Mas seguramente não vou digerir um resultado contaminado”, finalizou.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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