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INTERDITADO

Em obras, trânsito na Ernesto Geisel é "aventura" diária para condutores

Dois paredões do Rio Anhanduí tiveram infiltração e caíram após chuvas
13/03/2020 10:18 - Camila Andrade Zanin


 

Atravessar a Avenida Ernesto Geisel próximo ao local da obra, onde caíram duas placas dentro do Rio Anhanduí , se tornou uma verdadeira "via sacra" para os condutores que utilizam a via em Campo Grande. Com trecho fechado para o tráfego - no setindo centro/Bairro Aero Racho - desde quarta-feira (11), somente hoje pela manhã a sinalização que começou a ajudar os motoristas foi instalada no local. Porém, antes da instalação dos "alertas" - por volta das 6h50 - o cenário no local era de confusão, muitas businas e discussões. Às 8h quando a reportagem foi ao local e já com a sinalização instalada os condutores tiveram mais facilidade para transitar.

Dois agentes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão nos pontos fechados, para manter a organização, por conta do grande fluxo de carros que passa por lá. E com pistas da avenida fechada, foram disponibilizados desvios. O agente Odinei Oliveira explica que essa sinalização foi feita como força de prevenção e dinamização do trânsito, para que os motoristas não fossem se acumulando no mesmo lugar. “Então, a partir desse ponto começa a dispersar”. 

A agente de trânsito Patrícia Valadão, complementa a fala do colega de trabalho. “Quem viria pela (Ernesto Geisel), pode subir a Rua Brilhante e seguir, ou pegar a ‘alça’ da Avenida. Salgado Filho”. Quem virar na Avenida Salgado Filho pode optar por virar à esquerda na Avenida 2 de Março, e depois descer novamente à esquerda, saindo na Rua Santa Adélia, que tem acesso ao shopping Norte e Sul Plaza. 

EXPLICAÇÃO

De acordo com o superintendente da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) Mehdi Talayeh, desde a segunda-feira a equipe previa que o local desabaria. “Quando houve o alagamento e a queda dessa placa (no sentido centro/bairro) já houve uma desestabilização daquele trecho, e aí dia após dia ela estava saindo do prumo 1,5 centímetro. A gente estava fazendo esse monitoramento e por questões de segurança não deixei ninguém trabalhar ali, colocar escoramento, porque a qualquer momento ela poderia cair, não tinha mais o que fazer, era só aguardar acontecer”, explicou.

O muro de contenção desabou às 14h25 de quarta-feira (11). Os dois trechos que desabaram não haviam sido refeitos pela empresa responsável, a Gimma Engenharia Ltda. A justificativa foi de que o contrato previa que o gabião fosse feito na sequência desses paredões, antes de chegar no cruzamento da Ernesto Geisel com a Rua Santa Adélia. As obras que estavam sendo feitas no lado que já havia desabado foram paralisadas no início da manhã de quarta-feira, por prever que o local não apresentava segurança para os servidores. “Teve infiltração de água por trás dele (paredão), a umidade do solo inchou e automaticamente ela desestabilizou a placa, empurrou a placa para dentro, mas a chuva não foi suficiente para ela cair no mesmo tempo. Interditamos o outro lado desde segunda-feira, porque a gente já estava prevendo que iria cair”, contou o superintendente.

O trabalho de reerguer a placa, fixá-la nessas estruturas e fazer o aterramento do local deve demorar cerca de uma semana, avalia Talayeh. Nesse período a pista no sentido centro/bairro continua fechada para o trânsito de veículos. A obra, porém, precisaria ainda do atirantamento para ficar completamente pronta, mas essa parte ainda não tem previsão, porque não será executado pela prefeitura. “Como são máquinas específicas e a gente não tem esse tipo de equipamento tem que vir de fora, então depende do processo burocrático, ou licitação, ou aditivo, que é o caminho mais curto”, disse Talayeh.

“Vamos pegar 70 metros dos dois lados (nas duas pistas). Mesmo as placas que estão estabilizadas, esse trabalho de atirantamento nós queremos fazer nas demais, para evitar um colapso futuro”, completou o superintendente.

No caso do aditivo, a prefeitura ainda conversa com a empresa responsável pelo trecho, a Gimma Engenharia, para saber a possibilidade de ela executar o atirantamento. Caso ela aceite, esse valor será pago pela própria administração municipal. Não há ainda previsão de valores e de quanto em tempo essa fase do projeto deve ser executada.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!