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Empresários festejam vendas na Agrishow

Empresários festejam vendas na Agrishow

Redação

03/05/2010 - 00h05
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Maurício Hugo, Ribeirão Preto

A Agrishow 2010, maior feira de máquinas e implementos agrícolas da América Latina, encerrada neste fim de semana, em Ribeirão Preto, mostrou uma situação curiosa e atípica: nem a alta da taxa de juros anunciada durante a realização da feira, foi suficiente para quebrar o entusiasmo da maioria dos dirigentes de grandes empresas montadoras de tratores, colheitadeiras e fabricantes de implementos agrícolas. Estes anunciaram aumento de vendas mesmo durante a crise internacional do ano passado.

Excetuando-se o posicionamento crítico do presidente da Abimaq – Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas, Luiz Aubert, frente ao aumento da taxa Selic, que segundo ele injetará quase R$ 12 bilhões nas instituições financeiras, “único setor que lucra com essa alta de juros”, os empresários não demonstraram preocupação com isso, festejando muito mais a decisão do governo federal em perenizar o programa “Mais Alimentos”. Anúncio nesse sentido foi feito pelo ministro da Agricultura durante sua visita às Agrishow.

É bom lembrar que o programa “Mais Alimentos” financia, com juros de 4.5% ao ano, a aquisição de tratores e implementos para os pequenos agricultores brasileiros. Foi justamente esse programa que, segundo os próprios diretores das montadoras, permitiu que em 2009, ano da grave crise financeira internacional, praticamente todas as indústrias tivessem alta de vendas no segmento de tratores e conseguissem atravessar a crise sem reflexos mais graves.  

Foi surpreendende para os jornalistas, a cada entrevista coletiva de uma ou outra montadora, ver os industriais eufóricos, mostrando altas que variavam de 40% a 60% nas vendas do ano da crise, e também a ampliação dos mercados no primeiro trimestre deste ano.
A AGCO por exemplo, anunciou durante a Agrishow 2010 que tomou a decisão de construir duas novas plantas industriais, só que na China, assim como a parceria com uma grande indústria da Índia que produz 100 mil tratores de custo mais baixo do que os tradicionais do mercado mundial.

Números positivos
De acordo com os dados da Abimaq, na comparação do faturamento nominal no período da janeiro a março de 2009 e o mesmo período de 2010, houve um aumento de 29,3%. No que se refere ao aumento no número de empregados nas indústrias, ele foi de 2,1% e o nível de utilização da capacidade instalada cresceu 6,4%.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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