Cidades

Polícia Federal

Empresas "caseiras" comandavam 95 perfis falsos para atacar políticos

Operação Face to Fake da PF foi realizada nesta terça, mas ninguém foi preso

ALINY MARY DIAS E VALQUÍRIA ORIQUI

18/08/2015 - 12h11
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A investigação da Polícia Federal que culminou na Operação Face to Fake identificou 95 perfis e comunidades comandadas por gente contratada para atacar candidatos ao Governo do Estado, durante campanha eleitoral do ano passado. A maioria dos ataques e ofensas foi feita contra Reinaldo Azambuja (PSDB), Nelson Trad Filho (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT).

De acordo com os delegados Marcelo Alexandrino de Oliveira e Dante Pegoraro Lemos, que concederam entrevista coletiva nesta manhã, as apurações começaram depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu denúncias dos candidatos que sofreram uma série de ataques pelas redes sociais, principalmente o Facebook.

Foram investigadas 35 comunidades e 60 perfis falsos. A Polícia Federal acredita que as contas eram administradas por empresas caseiras e de pequeno porte, abertas para contratação de pessoal que tinha como função promover os ataques virtuais. Os contratados recebiam de R$ 4 a R$ 6 mil para promover os ataques.

Algumas dessas pessoas já foram identificadas, mas a PF não revelou as identidades para não prejudicar a investigação. Nesta terça-feira, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, 15 deles na Capital, dois em Dourados e um em Bonito.

Os 80 policiais federais que atuaram na operação apreenderam computadores, tablets e celulares. Todas as páginas e perfis foram retiradas do ar pelo Facebook de acordo com determinação judicial, no entanto, todo o material eletrônico está em poder da Polícia Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de calúnia, difamação e injúria eleitoral. Todos têm penas baixas, no entanto, lei criada em 2013 e que trata sobre contratação de pessoal para cometer crime eleitoral prevê pena de 2 a 4 anos de prisão.

PRODUTORA

Ainda de acordo com os delegados, a produtora Macarena Vídeo, responsável pela produção de material publicitário do então candidato Delcídio do Amaral, chegou a ser investigada no ano passado.

Conforme as apurações, vários vídeos usados nas postagens ofensivas eram produzidos dentro da empresa. O que chamou atenção da Polícia Federal é que muitos vídeos tinham conteúdo de ataque ao próprio candidato petista. Situação que indica pessoas ligadas ao PT tenham produzido materiais contra Delcídio.

Cidades

Lei que reajusta incentivo estadual deve beneficiar mais de 7 mil agentes de saúde em MS

Texto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e aguarda sanção de Eduardo Riedel

17/07/2024 10h45

Wagner Guimarães/Alems

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Foi aprovado, durante a última sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) antes do recesso parlamentar, o Projeto de Lei que tem como objetivo reajustar o valor do incentivo estadual pago a agentes públicos da saúde. O texto agora aguarda sanção do governador do Estado, Eduardo Riedel.

O incentivo deve ir de 50 para 100% do salário mínimo vigente, e será composto de um valor fixo equivalente a 15% do salário mínimo vigente, acrescido de um valor variável de forma escalonada até o ano de 2026, da seguinte forma:

  • até 55% do salário mínimo vigente de julho de 2024 a dezembro de 2024, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção; 
  • até 70% do salário mínimo vigente de janeiro de 2025 a dezembro de 2025, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção;
  • até 85% do salário mínimo vigente de janeiro de 2026 a dezembro de 2026, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção.

 Estão inclusos na proposta os servidores que exercem a função de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Controle de Endemias, Agente de Saúde Indígena, Agente de Saúde Pública, Agente de Vigilância Epidemiológica e de Guarda de Endemias.

O acréscimo para os Agentes de Saúde Indígenas será repassado do Fundo Estadual de Saúde diretamente para a instituição responsável pela contratação desses profissionais, observadas as disposições legais aplicáveis para efetivação desse repasse, e para os servidores com vínculo estadual (Guardas de Endemias e ou Agentes de Saúde Pública), lotados na Coordenação Estadual de Controle de Vetores, será implementado diretamente pelo Poder Executivo Estadual.

Confira a proposta completa aqui.

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BONITO

Som alto e festas eletrônicas duradouras devem acabar, recomenda MP

No Diário Oficial do órgão desta quarta-feira (17), justificativas como poluição sonora, cancelamento de reservas e diárias em hotéis e "tática de guerra" foram usadas para embasar tal recomendação

17/07/2024 10h30

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito Foto: Reprodução

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O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Diário Oficial da entidade desta quarta-feira (17), recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito não autorizar a realização de festas duradouras e com som alto fora do horário e acima dos decibéis estabelecidos por lei.

Para justificar tal recomendação, o órgão estadual argumenta que as atividades barulhentas podem ser prejudiciais à saúde humana e de animais, que sofrem com sons acima dos 60 dB, além de sofrer consequências mais graves, como a possibilidade de ataque cardíaco com sons acima dos 70 dB.

Outro motivo seria o desconforto causado pelas “Tendas Eletrônicas”, que seriam armadas no gramado da Praça do Rádio, uma zona predominantemente urbana e “fora do perímetro geográfico oficial do Festival de Inverno de Bonito e do calendário oficial do evento”. Ainda sim, a de se considerar que a Praça do Rádio de Bonito é um espaço público localizado em área urbana residencial a 6 metros de distância de casas e sem qualquer barreira acústica, tendo a constante presença de idosos e crianças na região.

Ademais, ainda segundo a determinação, a tenda abrigou, por dois anos consecutivos (2022 e 2023), eventos do tipo “festa rave”, com duração de 14 horas ininterruptas, ou seja, sem intervalo de silêncio, começando meio-dia e terminando após a meia-noite. Consequentemente, isso acarretou no incômodo de moradores próximo ao local, já que os sons eram de caráter repetitivos, hipnóticos e torturante.

Além disso, o Ministério Público também reforça que os sons altos duradouros acarretaram no cancelamento de reservas e diárias em hotéis e pousadas próximas à região, trazendo malefícios à economia e turismo da cidade sul-mato-grossense. 

O MPMS ainda disponibilizou, como forma de exemplificar os “sons torturantes”, uma reportagem do jornal inglês BBC, do qual conta como os estado-unidenses usaram a música alta para torturar o líder panamenho Manuel Noriega, como uma “tática de guerra”.

Após essas considerações, o Ministério Público recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito e suas respectivas secretarias a não concessão de alvará, licença ou qualquer tipo de autorização para a prática dessas atividades, com sons descritos como hipnóticos e psicodélicos, fora do horário e limites permitidos por lei (até 55 decibéis entre 7h e 20h e de 50 decibéis ou mais nos demais horários), além de não poderem ser de maneira ininterrupta (sem intervalos de silêncio em dias consecutivos) e em espaços públicos próximos à áreas residenciais.

Além disso, sugere-se a equipagem dos órgãos fiscalizadores responsáveis com aparelhos medidores de som, os chamados sonômetros, a fim de garantir a obediência aos limites impostos por lei, para que então os devidos “criminosos” sejam punidos. Por fim, o MPMS deu o prazo de 15 dias para a resposta do executivo municipal e das secretarias envolvidas, reforçando que, caso as autorizações sejam concedidas para a prática dessas atividades ilegais, os responsáveis serão notificados pelos “eventuais danos e prejuízos causados à população impactada”.

Em resposta, a Prefeitura de Bonito afirmou que irá analisar junto ao prefeito, Silvio Mauro Rodrigues Mota, e as devidas secretarias.

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