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CAMPO GRANDE

Enfermeiros que lidam com a Covid-19 vão à Justiça contra uso de máscaras artesanais

Sindicato pede para prefeitura fornecer álcool em gel, máscaras certificadas pela Anvisa, óculos de proteção, luvas e aventais
01/05/2020 15:39 - Eduardo Miranda


Uma associação ligada do Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem do Município de Campo Grande foi à Justiça, por meio de uma ação coletiva, pede para que a prefeitura da Capital garanta aos profisionais da área os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para combater a pandemia de Covid-19 na cidade.  

Na ação coletiva, ajuizada no fim da tarde de quinta-feira (30) e distribuída para a 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a entidade ligada aos enfermeiros que trabalham na prefeitura, pede, em tutela de urgência, que o município de Campo Grande forneça imediatamente álcool em gel,  gorro, óculos de proteção ou protetor facial, máscara cirúrgica (N95 ou FFP2), avental e luvas de procedimento.  

A mesma associação ainda, por meio de liminar,  pede para que o município pare de fornecer equipamentos que não se enquadrem nas normas, como por exemplo, máscaras de TNT (tecido não tecido) artesanais, sem filtro; e que, caso não consiga fornecer os EPIs adequados, que faça o ressarcimento aos enfermeiros que comprarem máscaras, óculos e álcool em gel com seu próprio dinheiro.

CONSELHO DE ENFERMAGEM

Na ação, Ângelo Evaldo Macedo, que é presidente da associação, e também do sindicato, anexa ofício não respondido pelo secretário de Saúde, José Mauro Filho, em que cita parecer do Conselho Regional de Enfermagem, recomendando a distribuição de EPIs aos servidores da área de enfermagem do município, que lidam com casos - confirmados e suspeitos - de Covid-19, a doença causada pelo coronavírus.  

Tanto o ofício do sindicato, quanto o parecer do Coren, citam a norma 004/2020 da Anvisa, que orienta o uso de máscaras cirúrgicas para pacientes sintomáticos da doença, além de máscara cirúrgica, avental descartável e luvas de procedimento para profissionais que prestam assistência direta com casos suspeitos, além de gorro e máscara n95 aos que prestam assistência em casos mais graves.  

Existem laudos do Hospital Regional (referência para tratar a Covid-19 no Estado) aprovando as máscaras artesanais, mas elas não atendem às recomendações da Anvisa. Na mesma ação, a associação reconhece a falta de EPIs em Campo Grande, no Brasil e no mundo.  

Ainda não há julgamento no processo.  

Em Campo Grande, os profissionais de enfermagem que lidam com os casos suspeitos de Covid-19 trabalham no Centro de Triagem, no Parque Ayrton Senna, e também nas unidades básicas de Saúde.  

O sindicato que ajuizou a ação não é o de maior representatividade na Capital. O Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso do Sul (Siems) é a entidade sindical com o maior número de filiados.  

CASOS

Nesta sexta-feira foram confirmados seis novos casos de coronavírus em Campo Grande, todos com pacientes com idade entre 40 e 51 anos.  Só um deles está internado. 

Já são 134 casos na Capital, a maioria curados da doença. Na cidade, duas pessoas morreram até agora.

Em todo o Estado são 261 casos, com 9 mortes ao todo. 

 
 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!