Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CREA

Engenheiros ganham tempo para convencer 9,5 mil eleitores

Eleições para a presidência do Crea foram adiadas para julho, três candidatos estão na disputa
05/06/2020 11:00 - Gabrielle Tavares


 

As eleições do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) vão ser realizadas no dia 15 de julho em 17 municípios do Estado. São três candidatos que disputam o cargo: a engenheira agrimensora Vânia Abreu de Mello, o engenheiro civil Marco Antônio Paulino Maia e o engenheiro industrial mecânico Jorge Tadeu Mastela e Almeida.

A pandemia da Covid-19 foi responsável pela alteração na data das eleições, que inicialmente seriam na quarta-feira (3). Com a mudança, foram retomados os prazos para que os profissionais das áreas da engenharia, agronomia e geociências fiquem em dia com a anuidade referente ao exercício 2019 e façam a opção pelo local de votação. Neste período de isolamento, o que prevalece é a campanha virtual.  

Até hoje, são 9.527 profissionais que estão regularizados e autorizados a votar. O número pode subir, já que o prazo para se regularizar com o conselho foi adiado para 15 de junho, um mês antes do pleito.

Em Mato Grosso do Sul, urnas estarão instaladas nas cidades de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas. De acordo com o regimento eleitoral, não será permitido o voto em trânsito.  

CANDIDATO

O Correio do Estado conversou com os três candidatos sobre as pretensões para o mandato. As propostas giram em torno principalmente do Programa Crea Júnior, do aprimoramento dos serviços de comunicação do órgão e a melhoraria dos serviços prestados no interior do Estado. Todas as propostas estão no site eleicoes2020.creams.org.br.

A candidata Vânia Abreu de Mello, que compete com o número 34, é a primeira mulher a disputar o cargo. Ela é natural de Bela Vista e mora há 30 anos na Capital, onde se formou. Vânia disse que quer trabalhar na valorização do profissional por meio das entidades de classe, para que sejam melhor discutidas questões como salário e funções profissionais em órgãos públicos. “Porque o Crea é fiscalizador, então todas essas ações que visam questões de profissionais e valorizações precisam vir através das entidades de classe e dos sindicatos”, relatou.

Vânia citou também que quer reformular o Programa Crea Júnior e fazer a implementação imediata, além de transformar a inspetoria de Dourados em uma subsede, para melhorar o atendimento dos profissionais da região Sul. “Pretendo também deixar a comunicação mais transparente para mostrar o que o órgão está fazendo. E fortalecer a principal função do Crea, que é atender a comunidade fiscalizando profissionais que atuam de forma ilegal”, disse.

O candidato Marco Antônio Paulino Maia, que concorre com o número 41, é natural de Três Lagoas e também mora em Campo Grande há mais de 30 anos. Ele quer estimular a criação de uma assessoria parlamentar e resgatar a credibilidade institucional do órgão como instância máxima das decisões que envolvem as categorias. “Tenho uma série de inovações que quero implementar. O Crea perdeu representatividade e contato com a comunidade; queremos recuperar isso. Entendemos também que precisamos do Crea dentro das universidades, levando palestras, treinamentos e gestão”, explicou.

“Temos a proposta de interiorização, de visitarmos todas as inspetorias de 4 a 6 meses. Hoje elas ficam durante dois anos sem inspeção. Além de aproximar as entidades de classe nas inspetorias”, continuou. O candidato também citou que quer melhorar a transparência nas ações do Crea.

Outro engenheiro que está concorrendo à vaga, com o número 47, Jorge Tadeu Mastela e Almeida atua na profissão há 39 anos e já foi vice-presidente do Crea em 2018. Em contato com o Correio do Estado, Jorge informou que não podia comentar sobre as expectativas porque estava em uma viagem a trabalho. Mas entre suas propostas estão fortalecer as relações institucionais e com a sociedade e a isenção institucional quanto às interferências de ideologias político partidárias.  

Promete ainda melhorar e exercer a função do Crea de fiscalizar o exercício profissional em defesa da sociedade, além de dar atenção especial às entidades de classe e instituições de ensino, que ,segundo ele, são a base da existência institucional do conselho.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...