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CAMPO GRANDE 121 ANOS

Novas ferramentas e interação virtual serão aliadas para a educação no pós-pandemia

Especialistas acreditam que ensino será híbrido, com união de ferramentas digitais à educação tradicional
26/08/2020 13:00 - Súzan Benites


As aulas presenciais nas escolas e universidades foram suspensas desde o início da pandemia de Covid-19. 

Enquanto a possibilidade de voltar às salas de aula continua sendo debatida, muitas aulas seguem acontecendo pelos meios virtuais. 

Especialistas em Educação acreditam que o ensino em Campo Grande será híbrido, unindo as ferramentas digitais à educação tradicional.  

Para a titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Elza Fernandes Ortelhado, a educação pós-pandemia se projeta para lidar com um “novo normal” no processo de ensino e aprendizagem. “Isso significa desconstruir este modelo secular e conteudista da escola. 

Teremos de reaprender as possibilidades pedagógicas das tecnologias no currículo, a inserção de metodologias ativas, ou seja, repensar a formação continuada de professores e, ainda, buscar a inovação na comunicação com a comunidade escolar”.

O professor doutor em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Silvino Aréco acredita que o futuro da educação em Campo Grande será um grande desafio. 

“Conheço a educação de Campo Grande desde a década de 1970 e, nesse processo histórico, podemos acompanhar que ocorreu um desenvolvimento sempre crescente, fruto do esforço de educadores, alunos, pais e dirigentes. Enfim, a sociedade campo-grandense encontrará um caminho próprio para garantir uma educação pública e de qualidade”.

Para o doutor em Educação e professor do mestrado em Ensino de Ciências e Matemática da Uniderp Antônio Sales, muitas lições ficarão da fase de distanciamento social. 

“Descobrimos que o aluno não aprende somente na presença do professor. Que não há uma única forma de avaliar, que as desigualdades sociais são maiores do que aquilo que imaginávamos. Vimos que o uso das ferramentas virtuais para o trabalho do ensino foi primordial e continuará sendo no pós-pandemia”.