Cidades

Mudança no ECA

Entidades de MS não definem ações sobre criminalização de bullying, cyberbullying e pedofilia

Secretarias de Educação e Conselho Tutelar não possuem dados desses tipos de crimes e ainda não divulgaram como vão agir para evitar ocorrências

Continue lendo...

Foi sancionada nesta semana, pelo governo federal, a lei que tipifica o crime de bullying, cyberbullying, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e inclui uma série de atos contra menores de 18 anos na categoria de crimes hediondos. 

No entanto, apesar das mudanças, as secretarias de Educação de Campo Grande (Semed) e do Estado de Mato Grosso do Sul (Sed/MS), bem como, o Conselho Tutelar que é responsável pela proteção dos direitos de crianças e adolescentes, ainda não divulgaram como irão agir para evitar, fiscalizar e denunciar esses tipos de ocorrências.

Sem apresentar dados das ocorrências de bullying, cyberbullying e assédio no âmbito escolar, a Semed informou apenas que possui a DAAE (Divisão de Atendimento e Acompanhamento Escolar), que faz o acompanhamento preventivo em relação às ações com palestras, junto à Defensoria e a Guarda Civil Metropolitana.

"Assim, há palestras preventivas e é feito o atendimento in loco de todas as situações onde acontecem bullying e cyberbullying. Este ano, a DAAE terá a parceria da inteligência da polícia para encontrar os perfis que são fakes", diz a nota da Semed.

Nessa mesma linha, a Sed/MS afirmou que já trabalha essas questões por intermédio da Coordenadoria de Psicologia Educacional, que atua junto aos gestores escolares com o intuito de instrumentalizar as equipes. Mas não divulgou dados de ocorrências ou resultados obtidos com a coordenadoria.

"A Secretaria disponibiliza materiais virtuais, que ficam à disposição da escola com esse objetivo. Aproveito para encaminhar uma página com esses materiais: https://www.sed.ms.gov.br/psicologiaeducacional/.".

Por sua vez, a delegada Anne Karine Trevizan, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), vê a nova legislação e a alteração no ECA como “um avanço positivo, necessário e já aguardado”.

Também responsável por proteger os direitos das crianças e dos adolescentes, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que representa os conselhos tutelares de Campo Grande,  justificou que por se tratar da tipificação de crimes quem 'deve' responder é o Ministério Público e a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Mas, o texto da nova lei propõe que as prefeituras, os distritos e toda a rede de proteção local implementem políticas de combate à violência nas escolas, inclusive com medidas preventivas já que nos últimos dois anos, o Brasil enfrentou um aumento sem precedentes de ataques nos colégios.

O que diz a lei

O projeto foi aprovado no Congresso em dezembro e cria a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente, que deverá ser feita por meio de um plano nacional, revisto a cada dez anos, com metas e ações estratégicas. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda.

Bullying e cyberbullying (quando acontece de forma online) agora são definidos por lei: são atos de "intimidação, humilhação ou discriminação" realizados "sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica", de forma verbal, moral, sexual, social, psicológica, física, material ou virtual.

Mudança no Eca

A nova legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em três artigos (7º,8º e 9º), que prevê pena para omissão em caso de desaparecimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação, transmissão de material de pedofilia e, ainda, exige a atualização de antecedentes criminais a cada seis meses, de quem trabalha com crianças e adolescentes no âmbito público ou privado.

  • O art. 7º do PL altera a Lei nº 8.072, de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), incluindo no rol de hediondos o crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação realizados por meio rede de computadores, de rede social ou transmitidos em tempo real e os crimes de sequestro e cárcere privado e tráfico de pessoas praticados contra crianças e adolescentes, além dos crimes que envolvem atos de pedofilia previstos nos arts. 240, § 1º e 241-B da Lei nº 8.069, de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA).
  • O art. 8º também altera o ECA para estender a responsabilidade penal em relação a condutas envolvendo atos de pedofilia ou relacionadas à transmissão de imagem ou vídeo de criança ou adolescente envolvido em ato infracional ou outro ilícito de forma a permitir sua identificação.
  • O art. 9º também modifica o ECA, exigindo, em primeiro lugar, que as instituições sociais públicas ou privadas que desenvolvam atividades com crianças e adolescentes e que recebam recursos públicos exijam e mantenham certidões de antecedentes criminais de todos os seus colaboradores, atualizadas a cada seis meses. A segunda modificação proposta pelo art. 9º consiste na criação de um novo tipo penal, que somente pode ser cometido pelo pai, pela mãe ou pelo responsável legal que, de forma dolosa, deixar de comunicar à autoridade pública o desaparecimento de criança ou adolescente.

Questionado, o CMDCA, órgão que representa os conselhos tutelares de Campo Grande garante que "irá alterar a deliberação 436 para atender a nova legislação. Solicitando a certidão de todos os colaboradores no ato da inscrição ou renovação. Vamos tratar disso já na primeira plenaria", garante o CMDCA", afirmou o vice-presidnete da entidade, Márcio Benites.

Penalidades

Os crimes passam a constar no Código Penal, com pena de multa. No caso de cyberbullying, também pode render até quatro anos de prisão.

Há a previsão ainda do aumento da pena de dois crimes já previstos no Código Penal. No caso de homicídio de uma pessoa menor de 14 anos, a pena atual é de 12 a 30 anos de reclusão. Agora, ela poderá ser aumentada em dois terços se for praticado em escola de educação básica pública ou privada.

O crime de indução ou instigação ao suicídio ou à automutilação tem pena de dois a seis anos de reclusão. Com o texto, a reclusão pode ser duplicada se o autor for responsável por um grupo, comunidade ou rede virtuais.

Desde 2001, o país registrou 36 ataques, a maioria (58,33%) se concentrou no período pós-pandemia, entre fevereiro de 2022 a outubro do ano passado. A principal arma usada foi arma de fogo, seguida de faca e coquetel molotov. Em 17 ocorrências, os autores levaram mais de um tipo de armamento.

Os dados são apresentados no relatório "Ataques de Violência Extrema em Escolas no Brasil", que foi desenvolvido pela pesquisadora da Unicamp Telma Vinha e outros oito especialistas na área.

Crimes hediondos

O texto aprovado amplia para até oito anos de prisão a pena para quem exibe ou facilita a exibição de pornografia infantil, prática que passa a ser tratada como crime hediondo.

A lei também inclui no rol de crimes hediondos contra os quais não cabe fiança nem anistia o tráfico de crianças e adolescentes, o sequestro e cárcere privado de crianças e adolescentes e o auxílio, a indução ou a instigação ao suicídio ou à automutilação por meio virtual ou de maneira geral.

A política tem como objetivo garantir atendimento, inclusive à família, para casos de abuso e de exploração sexual de menores de idade e aprimorar as ações de prevenção e combate a estas práticas.

Assédio sexual ocorre em 2,3% das escolas brasileiras

De acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, há relatos de tiroteios ou bala perdida em ao menos 1,7% das escolas brasileiras, de situações de assédio sexual em 2,3%, e de interrupção do calendário letivo de 2021 em decorrência de episódios de violência em 0,9% das escolas.

Na avaliação da analista, Sofia Reinach e o consultor de estatística do Anuário, e Fernando Burgos, é de suma importância que a instituição escolar  identifique e promova o enfrentamento da violência vivenciada por estudantes.

"É fundamental aproveitar esse local privilegiado de percepção de situações de violência para a construção de respostas mais efetivas e que permitam uma reflexão crítica que desnaturalize situações de violência e combate à disseminação de negacionismos e ideias autoritárias. É importante que avancemos com outras pesquisas e investigações.".

Canais de denúncia

Disque 100- Este é o número da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias de forma rápida e anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes em até 24 horas. Recebendo a denúncia, é feita a análise e o encaminhamento, para que o órgão encarregado tome as devidas providências, dentre eles o Conselho Tutelar e CREAS.

Disque 180- É a Central de Atendimento à Mulher, a qual realiza a escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes, bem como reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

Disque 190- É o telefone da Polícia Militar que deve ser acionado em casos de necessidade imediata ou socorro rápido.

São atendidas: crianças, adolescentes, jovens, adultos e mulheres, ou seja, todas as pessoas que tiverem seus direitos violados ou que desejam receber algum benefício social ou de saúde.

*Com informações da Folhapress e Agência de notícias do Governo Federal.

Assine o Correio do Estado.

Fronteira Internacional

Paraguai e Bolívia, vizinhos de MS, aderem a pacto dos EUA contra PCC e CV

Brasil ficou fora da coalizão liderada por Washington, que prevê ações coordenadas contra organizações criminosas e amplia o cerco internacional às facções brasileiras.

22/09/2026 19h49

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais.

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais. Foto: Divulgação.

Continue Lendo...

A presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) nas rotas internacionais do tráfico ganhou uma nova dimensão nesta terça-feira (22), com a adesão de Paraguai e Bolívia a uma articulação liderada pelos Estados Unidos para ampliar o combate ao crime organizado nas Américas.

Os dois países compartilham fronteiras diretamente ligadas a Mato Grosso do Sul e integram o chamado Escudo das Américas (Shield of the Americas), iniciativa criada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump para coordenar medidas contra organizações envolvidas principalmente com narcotráfico e crimes transnacionais.

O Brasil, por outro lado, ficou fora da articulação. A decisão ocorre em meio a uma divergência entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sobre o enquadramento das facções brasileiras.

Enquanto os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, Lula rejeita essa definição e defende que o enfrentamento ao crime organizado ocorra dentro da legislação brasileira e com respeito à soberania do País.

PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas identificadas pela coalizão.

A relação divulgada pelos integrantes também inclui grupos que atuam em diferentes pontos do continente, como o Tren de Aragua, da Venezuela; Mara Salvatrucha (MS-13); Cartel de Sinaloa e Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), do México; Clã do Golfo, da Colômbia; além de organizações ligadas às dissidências das Farc e ao Sendero Luminoso, do Peru.

A movimentação interessa diretamente a Mato Grosso do Sul porque Paraguai e Bolívia fazem fronteira com o Estado e estão inseridos em corredores utilizados pelo tráfico internacional de drogas.

A extensa faixa fronteiriça sul-mato-grossense também coloca o Estado em posição estratégica nas ações brasileiras de repressão ao narcotráfico e ao contrabando.

Brasil fica fora da coalizão

O encontro desta terça-feira ocorreu em Nova York, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, e reuniu chefes de Estado, ministros e representantes dos países participantes da iniciativa.

O Brasil não integra o Escudo das Américas. O México, outro país diretamente afetado pela atuação de grandes cartéis, também está fora da articulação liderada por Washington.

Participam da iniciativa Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

A participação chilena foi confirmada nesta terça-feira. Segundo o governo do Chile, a adesão permite acesso a informações sobre o crime organizado, sistemas de análise de dados, treinamento das forças de segurança e maior coordenação entre países fronteiriços. Cada governo, no entanto, continua sujeito às próprias leis e às obrigações internacionais.

A coalizão havia sido lançada em março pelo governo Trump com a proposta de aumentar a troca de inteligência e coordenar iniciativas contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

A entrada do Peru, por exemplo, foi anunciada neste mês pela presidente Keiko Fujimori após encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Na ocasião, o governo peruano informou que a participação deveria acelerar o intercâmbio de informações e ampliar ações conjuntas contra grupos criminosos transnacionais.

PCC e CV entram no foco regional

A inclusão das duas principais facções brasileiras entre os grupos identificados pela iniciativa amplia a pressão internacional sobre organizações que nasceram no Brasil, mas estabeleceram conexões além das fronteiras do país.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto dessa movimentação ganha relevância principalmente pela posição geográfica do Estado, que faz fronteira tanto com o Paraguai quanto com a Bolívia, justamente os dois países vizinhos que aderiram à articulação liderada pelos Estados Unidos.

São aproximadamente 1,5 mil quilômetros de fronteira internacional. Do lado paraguaio, um dos principais pontos de ligação é formado por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas por uma fronteira seca e com intensa circulação diária de pessoas, veículos e mercadorias.

No oeste do Estado, Corumbá está ligada à região boliviana de Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Essa localização transforma Mato Grosso do Sul em um importante corredor de integração entre o Brasil e os países vizinhos, mas também impõe desafios às forças de segurança.

A proximidade com rotas internacionais de entorpecentes faz com que apreensões de cocaína e maconha, tráfico de armas, contrabando e investigações sobre organizações criminosas sejam recorrentes na faixa de fronteira e nas rodovias que cortam o Estado.

Nesse cenário, a adesão de Paraguai e Bolívia ao Escudo das Américas coloca Mato Grosso do Sul em uma situação particular: as duas fronteiras internacionais do Estado passam a estar ligadas a países integrantes da coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto o Brasil permanece fora da iniciativa.

A ausência brasileira no grupo, no entanto, não significa o fim da cooperação com os países vizinhos.

Brasil, Paraguai e Bolívia mantêm mecanismos próprios de atuação conjunta e intercâmbio de informações para enfrentar o tráfico de drogas, contrabando e outros crimes transfronteiriços.

Trump endurece discurso contra cartéis

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo Donald Trump para tratar grandes organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças à segurança do continente.

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, Trump voltou a defender uma atuação mais dura contra os cartéis e comparou essas organizações ao Estado Islâmico, argumentando que grupos criminosos acumularam poder financeiro, armamentos e estruturas capazes de operar em diferentes países.

A ofensiva tem como um de seus principais articuladores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que participou de encontro com chefes de Estado e chanceleres do Escudo das Américas em Nova York.

A avaliação apresentada pelo governo norte-americano é de que parte das organizações criminosas deixou de operar apenas como grupos tradicionais de narcotráfico e passou a construir redes internacionais com grande capacidade financeira, logística e operacional.

Para Washington, essa característica exige maior integração entre os governos do continente, principalmente no compartilhamento de informações de inteligência e na coordenação de medidas contra estruturas financeiras e logísticas utilizadas pelo crime organizado.

Cerco financeiro e cooperação

Entre os instrumentos defendidos no âmbito da articulação estão medidas destinadas a atingir não apenas integrantes das organizações, mas também suas fontes de financiamento e redes de apoio.

A estratégia prevê mecanismos de cooperação para identificar patrimônio, movimentações financeiras e pessoas ligadas às organizações criminosas, além de restrições migratórias e responsabilização daqueles que prestarem apoio material ou financeiro aos grupos.

O objetivo é dificultar a circulação internacional de integrantes das organizações e reduzir a capacidade de movimentação de recursos entre diferentes países.

O Escudo das Américas também pretende aprofundar a troca de inteligência entre os governos participantes, justamente uma das áreas consideradas essenciais para acompanhar organizações que mantêm operações simultâneas em diferentes territórios.

A dimensão internacional do PCC é um dos fatores que colocam a organização brasileira no centro dessa discussão. Criada dentro do sistema penitenciário de São Paulo na década de 1990, a facção expandiu sua atuação e passou a manter conexões com redes criminosas de outros países sul-americanos.

O Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, também aparece entre as organizações brasileiras identificadas pela coalizão.

Com Paraguai e Bolívia dentro da iniciativa e o Brasil fora dela, Mato Grosso do Sul passa a ocupar uma posição particularmente sensível nesse novo desenho de cooperação regional: o Estado brasileiro que divide sua extensa faixa internacional justamente com dois dos países que aderiram à ofensiva articulada por Washington contra organizações criminosas brasileiras.

Brasil rejeita classificação

A ofensiva ocorre meses depois de o governo Donald Trump classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras nos Estados Unidos. A designação foi anunciada pelo Departamento de Estado em 28 de maio e entrou em vigor em 5 de junho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe à classificação e, na última sexta-feira (18), afirmou que o Brasil precisa derrotar o crime organizado, mas rejeitou enquadrar as facções como terroristas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou.

O governo brasileiro defende que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido pelo próprio país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

QUEDA NOS TERMÔMETROS

Frio derruba temperaturas em até 5°C e Campo Grande entra em alerta

Capital pode amanhecer com 17°C nesta quarta-feira, enquanto termômetros ficam próximos dos 11°C no sul de Mato Grosso do Sul; Defesa Civil alerta para queda de até 5°C

22/09/2026 18h39

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C.

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

Continue Lendo...

O avanço do ar frio vai derrubar as temperaturas em Campo Grande e diferentes regiões de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). Na Capital, os termômetros devem variar entre 17°C e 24°C, enquanto municípios do sul do Estado podem registrar temperaturas próximas dos 11°C nas primeiras horas do dia.

Diante da mudança no tempo, a Defesa Civil de Campo Grande emitiu Alerta Amarelo para declínio de temperatura. O aviso começa às 8h desta quarta-feira e permanece válido até as 8h de quinta-feira (24), com previsão de redução entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde.

A queda ocorre após a passagem da frente fria que mudou o tempo em Mato Grosso do Sul e abriu caminho para o avanço de uma massa de ar mais frio.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (22) que o sistema frontal, nome dado à área de encontro entre massas de ar com características diferentes, responsável pela formação e pelo avanço da frente fria, continua se deslocando, enquanto as condições de instabilidade permanecem sobre áreas do Centro-Oeste.

Em Campo Grande, a previsão aponta mínima de 17°C e máxima de 24°C nesta quarta-feira. Na quinta-feira (24), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com valores em torno de 18°C a 29°C na Capital.

O frio será mais intenso no sul de Mato Grosso do Sul. As regiões Sul-Fronteira, Cone-Sul, Grande Dourados e Leste podem registrar mínimas entre 11°C e 15°C nesta quarta-feira. Ao longo da tarde, as máximas nessas áreas devem ficar próximas dos 25°C.

Entre as cidades com previsão de temperaturas mais baixas estão Ponta Porã, com mínima de 13°C e máxima de 22°C; Iguatemi, entre 13°C e 25°C; e Dourados, onde os termômetros devem variar entre 14°C e 24°C.

Em Porto Murtinho, a previsão aponta temperaturas entre 16°C e 25°C, enquanto Aquidauana deve registrar mínima de 17°C e máxima de 26°C. Em Corumbá, os termômetros ficam entre 18°C e 27°C.

O frio perde intensidade à medida que se avança para o norte e o leste do Estado. Três Lagoas tem previsão de 19°C a 26°C; Camapuã, de 20°C a 29°C; Coxim, de 21°C a 29°C; e Paranaíba, também de 21°C a 29°C nesta quarta-feira.

A mudança chama atenção pelo contraste com o calor registrado antes da passagem da frente fria. Em Campo Grande, por exemplo, a previsão indicava temperaturas de até 32°C na segunda-feira (21). Para quarta, a máxima prevista fica na casa dos 24°C, diferença de cerca de 10°C em relação ao começo da semana.

A queda dos termômetros coincide ainda com a chegada da primavera. A estação começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22), pelo horário de Brasília, fazendo com que as primeiras horas da nova estação sejam marcadas por temperaturas mais baixas em Mato Grosso do Sul.

Alerta em Campo Grande

Na Capital, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante o período de queda das temperaturas, especialmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio.

O Alerta Amarelo indica possibilidade de declínio entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante a vigência do aviso.

Em caso de necessidade, a população pode acionar o 156, para solicitação de serviços; o 193, em situações de emergência; e o 199, da Defesa Civil.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).