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Equipes encontram corpos dos 54 ocupantes de avião indonésio

Equipes encontram corpos dos 54 ocupantes de avião indonésio

FOLHAPRESS

18/08/2015 - 07h30
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As equipes de resgate encontraram nesta terça-feira (18) os corpos dos 54 ocupantes do avião que caiu no domingo (16) em uma remota região montanhosa da parte indonésia da ilha Papua, em um acidente no qual não houve sobreviventes. Autoridades também informaram que já recuperaram as caixas-pretas da aeronave.

"Retiramos 54 corpos (do local do acidente). Com isto encontramos todos os passageiros e a tripulação", anunciou Bambang Soelistyo, chefe da Basarnas, a agência nacional de resgates, segundo o portal "Detik".

As autoridades acrescentaram que estão preparando o transporte dos corpos a Jayapura, capital da província indonésia de Papua, e local de onde decolou o avião antes de cair pouco depois de se aproximar de seu destino, Oksibil, no centro da ilha.

As equipes de resgate chegaram ao local às 9h30 (21h30 de segunda, 17, em Brasília), na província oriental de Papua, informou o diretor da agência nacional de buscas e resgates, Bambang Soelistyo. “O avião caiu e está completamente destruído. Restaram apenas fragmentos”, disse, descartando a possibilidade de haver sobreviventes.

O aparelho transportava 49 adultos, incluindo cinco integrantes da tripulação, e cinco crianças.

O avião, um ATR 42 (biturbopropulsor) da companhia Trigana Air, perdeu o contato com a torre de controle no domingo pouco antes das 15h local (3h no Brasil), depois de decolar da capital da província de Papua, Jayapura, com destino a Oksibil. Dez minutos antes do horário do pouso, o piloto entrou em contato com a torre de controle e pediu autorização para a aterrissagem, mas nunca chegou a seu destino, afirmou o capitão Beni Sumaryanto, diretor de operações da Trigana Air.

“Oksibil é uma área montanhosa onde o tempo é muito imprevisível. De repente, pode ficar nublado, escuro e com muito vento, sem aviso prévio”, explicou.

O diretor do correio de Jayapura, Haryono, informou que a aeronave transportava malotes com 6,5 bilhões de rupias em dinheiro (US$ 470 mil), que seriam distribuídos entre famílias pobres. “Quatro de nossos funcionários escoltavam o dinheiro”, afirmou Haryono.

A Trigana Air é uma pequena companhia aérea fundada em 1991 que oferece voos internos para quase 40 destinos na Indonésia. A companhia utiliza pequenas aeronaves na remota e montanhosa Papua. As más condições climáticas provocaram vários acidentes nos últimos anos.

Na quarta-feira (12) passada, um avião Cessna da companhia indonésia Komala Air caiu no distrito de Yahukimo, em Papua, acidente que deixou um morto e cinco pessoas gravemente feridas. As autoridades atribuem o acidente ao mau tempo.

A Indonésia tem um péssimo histórico na segurança aérea. Em dezembro do ano passado, um avião da AirAsia, que seguia da cidade indonésia de Surabaya para Cingapura, caiu no mar de Java e matou as 162 pessoas a bordo.

O setor aéreo indonésio registra um forte crescimento, assim como a economia do país, e cada vez mais pessoas escolhem o avião para suas viagens dentro do imenso arquipélago. Mas as companhias aéreas têm dificuldades para encontrar técnicos e pilotos bem treinados para prosseguir com o crescimento do setor.

POLÍCIA

Suspeito de furtar condomínios de luxo é preso em Campo Grande

Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão

12/12/2025 18h15

Divulgação: Polícia Civil

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A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, na manhã de quinta-feira (11), um indivíduo responsável por uma sequência de tentativas de furtos em condomínios residenciais de Campo Grande. A ação das autoridades interrompeu a onda de invasões que vinha assustando moradores de diferentes bairros da Capital.

O suspeito, de 20 anos, já possui extenso histórico de práticas de furtos, inclusive qualificadas e em tentativa, além de outras ocorrências criminais registradas ao longo dos últimos anos. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão.

As imagens, nítidas e detalhadas, captaram o momento em que o suspeito escalava a muralha do residencial, tentando vencer a cerca elétrica e chegando, inclusive, a tomar um choque ao tentar romper a barreira de proteção.

Em outro episódio, o mesmo autor foi flagrado dentro do terreno de uma residência de outro condomínio, fato igualmente tratado como furto qualificado tentado.

Com a identificação e o histórico criminal reiterado, a DERF empreendeu investigações que resultaram na prisão do suspeito nesta quinta-feira, retirando de circulação um dos autores de furtos mais contumazes da região.

Cidades

STJ mantém empresas como rés por fraudes em licitações na Secretaria da Saúde

As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas

12/12/2025 17h30

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS Divulgação/ MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, interpôs um recurso especial que foi provido pelo Superior Tribunal de Justiça, para determinar a manutenção de três empresas como rés em  ação civil por ato de improbidade administrativa, a qual apura fraudes em licitações e dano aos cofres públicos no valor de R$ 261,7 mil.

Em 2021, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, moveu a ação contra Marcos Espíndola de Freitas, servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as empresas de Jaemes Marcussi Junior, da MW Teleinformática Ltda, Adriano Martins e Rodrigo Naglis Ferzeli.  

Eles são investigados por supostas fraudes no Pregão Presencial nº 008/2015. As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas.

Em decisão interlocutória de 1° grau, o juízo excluiu as empresas do polo passivo da ação por entender que a pessoa jurídica não poderia ser sancionada pela Lei de Improbidade Administrativa ( Lei nº 14.230/2021), quando os mesmos fatos fossem sancionáveis pela Lei Anticorrupção. O MPMS recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Diante disso, o MPMS interpôs o recurso especial ao STJ, por intermédio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, sob a titularidade da Procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, sustentando que a nova redação da Lei de Improbidade Administrativa não veda a inclusão da pessoa jurídica no polo passivo, mas apenas impede a aplicação de sanções idênticas com fundamento simultâneo na Lei de Improbidade e na Lei Anticorrupção, cujos regimes sancionatórios autônomos.

Ao apreciar o caso, o ministro Francisco Falcão deu provimento ao recurso do MPMS e reafirmou que empresas podem responder simultaneamente por improbidade e por infrações da Lei Anticorrupção, desde que observada a vedação ao bis in idem, ou seja, proíbe que as envolvidas sejam processadas ou punidas mais de uma vez pelo mesmo fato.

Assim, determinou que as três empresas envolvidas na suposta fraude licitatória permaneçam na ação. O STJ determinou, ainda, o retorno do processo à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande para o prosseguimento da instrução.

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