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EDUCAÇÃO

Escolas Cívico-Militares terão bombeiros e policiais em 2020

Duas instituições estaduais da Capital foram escolhidas para projeto que terá 54 no Brasil
22/11/2019 09:30 - ADRIEL MATTOS


 

A partir de 2020, as duas escolas de Campo Grande selecionadas para o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do Ministério da Educação (MEC), terão militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM) para auxiliar na gestão e no ensino das unidades, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED). O MEC confirmou ontem a seleção das escolas da Capital e outra de Corumbá, da rede municipal de ensino.

Segundo a SED, a Escola Estadual Marçal de Souza Tupã-Y, no Jardim Los Angeles, receberá a PM. Já a Escola Estadual Alberto Elpídio Ferreira Dias, no Jardim Anache, terá apoio de bombeiros. Representantes da pasta e das corporações já começaram a discutir como funcionarão as unidades.

“Ainda vamos definir qual será nosso papel, mas é certo que vamos contribuir na hierarquia, disciplina e cidadania”, disse o comandante-geral da PM, coronel Waldir Acosta.

Assim como a PM, os bombeiros devem contribuir apenas em matérias extracurriculares. “Haverá um processo de seleção ainda, mas teremos monitores nas salas apoiando os professores”, frisou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Joilson Amaral.

A gestão das escolas ficará a cargo da SED, diferentemente de uma instituição militar. “Em um colégio militar, o mantenedor, aquele que paga as despesas, é a instituição militar, como o Exército. Nessas escolas, a SED assumirá esse papel. A direção, a coordenação e os professores serão profissionais da educação”, explicou o superintendente de Políticas Educacionais da SED, Hélio Daher.

As disciplinas do currículo comum, como Língua Portuguesa e Matemática, serão mantidas e ministradas por professores civis. Os militares vão contribuir em outras atividades. “Estamos discutindo como será o regimento e o projeto político-pedagógico dessas escolas. Não vai ter supressão de matérias, apenas adição”, disse Daher.

A escola do Jardim Anache, que ainda está em construção na área do projeto Cidade dos Meninos, funcionará em tempo integral. Já a unidade do Los Angeles funcionará apenas nos turnos matutino e vespertino. Os uniformes devem mudar, mas o superintendente garantiu que os alunos não usarão fardas, já que é regra do Pecim e também o custo é impeditivo.

A maioria dos professores da escola Marçal de Souza deve continuar atuando no local. “O diretor consultou os professores e a maioria deve continuar. Quem quiser dar aulas nessas escolas terá que pedir remoção, que é o procedimento normal”, afirmou Daher.

A matrícula nessas escolas não terá diferença, ou seja, os candidatos vão concorrer no processo seletivo com todas as unidades da Capital, como já ocorre. A Matrícula Digital será aberta nas próximas semanas, segundo a SED.

PROGRAMA

Anunciado no dia 5 de setembro, o Pecim deve implementar mudanças em 216 colégios até 2023, começando com 54 em 2020. O modelo será levado para regiões que apresentam situações de vulnerabilidade social e baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

No último dia para estados e interessados se inscreverem no programa, o governo do Estado anunciou a indicação das duas escolas da Capital. A SED realizou consulta pública nos dois bairros, tendo 93% de aprovação no Anache e quase 80% nos Los Angeles.

Em 2020, a pasta destinará R$ 54 milhões para estados e municípios se adaptarem ao Pecim, sendo R$ 1 milhão por instituição de ensino – em dois modelos. Em um, de disponibilização de pessoal, o MEC repassará R$ 28 milhões para o Ministério da Defesa arcar com os pagamentos dos militares da reserva das Forças Armadas. Os outros R$ 26 milhões vão para a administração local aplicar nas infraestruturas das unidades com materiais escolares e pequenas reformas. 

Para a seleção, o MEC levou em conta critérios como a escola inscrita estar na capital do estado ou pertencer à região metropolitana, na faixa de fronteira, e a faixa populacional. Logo no lançamento, o governo abriu prazo para os estados manifestarem interesse. Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e outros 14 estados aderiram. Depois, foi a vez dos municípios, e mais de 600 cidades pediram para participar – incluindo Corumbá.

Em Chapadão do Sul, PM já atua em escola

 

A Polícia Militar (PM) já tem projeto próprio em Mato Grosso do Sul semelhante ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). A Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, em Chapadão do Sul, a 336 quilômetros de Campo Grande, aderiu ao Projeto Atalaia. A gestão da unidade tem a mesma hierarquia do programa federal, compartilhamento entre a Secretaria Municipal de Educação e a PM.

Coordenador militar da escola, o capitão Andrew Nascimento explicou que os alunos têm aulas comuns, com professores civis, e recebem orientação dos militares à tarde. “Há oficinas, aulas de civismo, noções de trânsito, de primeiros-socorros, de combate às drogas. E também fazemos visitas ao quartel da PM e dos bombeiros”, detalhou.

O uniforme é diferente, e os alunos devem seguir algumas regras, como de corte de cabelo, e são acompanhados diretamente por ambas as equipes. A partir dos ensinamentos dos policiais, a disciplina na sala funciona. Assim que o professor entra, o líder da turma pede que todos se levantem e cumprimentem o profissional, em seguida, o líder relata os ausentes.

“Os professores viram que as regras aumentaram a concentração. Em casa, os pais notaram que há mais respeito”, explicou Nascimento. 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!