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CAMPO GRANDE

Escolas particulares já perderam mais de 2 mil alunos na pandemia

Debandada das instituições privadas começou na Educação Infantil; aulas podem ser retomadas em julho
08/06/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


A Educação Infantil nas escolas particulares de Campo Grande perdeu aproximadamente dois mil alunos durante a pandemia do novo coronavírus. Esse montante representa queda de 30% no número de alunos da rede particular, que contava com 7 mil estudantes de 6 meses a 7 anos de idade antes da pandemia.

De acordo com o presidente da Associação das Instituições de Ensino Particular de Campo Grande, Lúcio Rodrigues Neto, como as aulas para esses alunos continuam por meio virtual, muitos pais tiveram de pagar uma pessoa para cuidar dos filhos, para que eles voltassem ao trabalho.

“Todos esses já saíram. Muitos alegam que estão pagando babá para ficar com as crianças em casa, e não compensaria pagar os dois ao mesmo tempo”, contou Rodrigues. Ao todo, as escolas particulares da Capital tinham 45 mil alunos antes do início da pandemia.

“Durante a reunião desta semana, a secretária de Educação contou que teve um aumento absurdo em pedidos de transferência, e vamos ter ausência de vagas. Se continuar assim, vamos ter um apagão da educação depois da pandemia”, alertou. Segundo ele, também existe a tendência de incremento na demanda de vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis).

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para solicitar o número de pedidos de transferência, porém, como o sistema estava fechado por conta da paralisação das aulas presenciais, só foi reaberto na semana passada, ainda não tem dados fechados.

 
 

ESTADO

Já segundo dados da Secretaria de Estado de Educação (SED), até março deste ano a pasta tinha 210,4 mil alunos; este mês, esse número cresceu para 210.640. Apesar de ser um crescimento pequeno, ele representa o dobro da média registrada no ano passado, quando a pasta tinha cerca de 100 transferências. Outro ponto que pode justificar a baixa procura até agora é o fato de as escolas estarem no meio do semestre: a procura geralmente é maior em julho.

O presidente da associação de escolas particulares, porém, não acredita que haja uma debandada no Ensino Médio oportunizada pela secretaria Estadual, já que esses alunos são mais independentes. “Eles têm qualidade nas aulas remotas, têm mais autonomia e estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio [Enem]. Se eles se transferem para a rede pública, perdem qualidade e vão ter de competir com a rede privada, além de não terem direito às cotas, já que estudaram em escolas particulares”.

Conforme a secretaria, o setor de matrículas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul (REE) está preparado caso haja aumento significativo na procura. Ainda de acordo com a SED, também houve um leve aumento na consulta por vagas em determinadas escolas, a maioria delas em Campo Grande, entretanto, como essas instituições não tinham vagas, as transferências não foram concretizadas.

A SED lembra que, no fim do ano passado, foram disponibilizadas 220 mil vagas em escolas públicas de todo o Estado, mas cerca de 10 mil não foram preenchidas. A pasta afirma que, caso essa procura realmente se intensifique, a rede pública conseguiria comportar esses novos alunos.  

Vale lembrar que a Rede Estadual de Ensino continua com as aulas presenciais paralisadas em função da pandemia de Covid-19. O último decreto em vigor estabelece que o fechamento deverá persistir até o fim deste mês, entretanto, não há movimentação para que as atividades retornem no início de julho.

Os alunos podem acessar conteúdos on-line, assistir aulas por meio da Rede MS de Televisão ou buscar presencialmente o conteúdo nas escolas que frequentam.

No ano passado, a secretaria tinha 229 mil estudantes matriculados na REE, em um universo de 357 unidades escolares. Este ano, porém, são 345 escolas, algumas unidades foram fechadas em virtude de reordenamentos feitos pela SED por conta da queda anual de estudantes na rede.

Contando as unidades da REE que tiveram as atividades encerradas no início e no fim de 2019, 21 escolas foram fechadas ou entregues para gestão de municípios. Na Capital, três foram municipalizadas em 2020. Os fechamentos, alega a secretaria, têm a função de otimizar os recursos da pasta. 

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...