Cidades

Entrevista

"Esperamos investir R$ 7,5 bilhões na pavimentação e reestruturação de rodovias"

Secretário de Infraestrutura e Logística de MS, Helio Peluffo fala sobre projetos da Seilog, que incluem a melhoria da malha viária do Estado até o fim da gestão de Eduardo Riedel

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Helio Peluffo Filho

Secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul

Formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula (1986), no Rio de Janeiro (RJ). Foi um dos prefeitos mais bem avaliados de Mato Grosso do Sul no período em que comandou a prefeitura de Ponta Porã (2017-2022) e já atuou como secretário municipal nas prefeituras de Ponta Porã e Maracaju. Também atuou como vereador pela cidade fronteiriça e como professor universitário.

A melhoria de estradas e rodovias de Mato Grosso do Sul, assim como de ruas e avenidas dos municípios do Estado, está entre os projetos apresentados pelo governo estadual para os próximos anos de mandato do governador Eduardo Riedel (PSDB).

Em entrevista ao Correio do Estado, o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Helio Peluffo Filho, falou sobre as demandas que estão entre as prioridades para os próximos anos. 

Segundo o secretário, entre os projetos está o investimento de R$ 7,5 bilhões em rodovias do Estado até 2026. O recurso será investido em pavimentação, reestruturação e construção de pontes, entre outros.

“Estamos investindo R$ 6,64 bilhões em obras nas rodovias de Mato Grosso do Sul. Esses recursos estão sendo direcionados para recuperação, implantação e cascalhamento das estradas, abrangendo todos os municípios do Estado. Além disso, estamos construindo e recuperando mais de 13.697 metros quadrados de pontes de concreto, assegurando uma infraestrutura de transporte mais segura e eficiente para todos”, comentou.

Quais são os principais projetos em andamento no Estado?

Estamos executando um plano estadual de pavimentação robusto, com o objetivo de alcançar a universalização da pavimentação asfáltica em ruas e avenidas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Essa meta foi definida pelo governador Eduardo Riedel e visa promover um desenvolvimento integral em todas as cidades do Estado. Nossa meta é pavimentar mais de 3,7 mil quilômetros de novas vias, visando garantir que todos os municípios tenham 100% de suas ruas e avenidas pavimentadas.

Executamos em 2023 mais de R$ 2,393 bilhões em contratos e convênios com as prefeituras. Em 2024, esses investimentos devem chegar a R$ 2,826 bilhões em obras de infraestrutura urbana, construção civil, estradas, pontes e vias vicinais, bem como melhorias em energia e logística nos aeroportos e aeródromos municipais. 

Com investimentos diretos nos municípios, o governo projeta destinar mais de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura em 2025 e 2026, totalizando cerca de R$ 10 bilhões ao longo dos quatro anos da atual gestão.

Mato Grosso do Sul está em pleno desenvolvimento, avançando em todas as frentes. Estamos estendendo a mão aos municípios para que todas as cidades cresçam na mesma proporção que o Estado. Temos investimentos significativos em obras nas cidades, distritos, áreas urbanas e rurais. Estamos focados no sistema rodoviário, construindo novas rodovias e recuperando estradas essenciais para o progresso dos 79 municípios.

Até 2026, esperamos investir R$ 7,5 bilhões em rodovias, abrangendo pavimentação, reestruturação, construção de pontes e projetos diversos. Além disso, estamos executando um ambicioso plano aeroviário, que destinará R$ 250 milhões ao longo dos quatro anos da gestão do governador Eduardo Riedel para promover melhorias nos aeroportos e aeródromos do Estado. Para se ter uma ideia, no primeiro quadrimestre de 2024, já asseguramos mais de R$ 65 milhões para essa finalidade em sete municípios, com mais investimentos por vir.

Quais os impactos esperados dessas obras?

A pavimentação e outras melhorias na infraestrutura urbana não apenas facilitam a mobilidade e o acesso, mas também impulsionam o desenvolvimento econômico, a qualidade de vida das pessoas e a geração de empregos, tanto na construção civil, com as obras que chegam nas cidades, quanto com o aquecimento do comércio em cada localidade. Com esses investimentos, esperamos criar um ambiente mais favorável para o crescimento das cidades, atrair novos investimentos e melhorar significativamente o bem-estar dos cidadãos de Mato Grosso do Sul.

Como o Estado tem investido para melhorar rodovias e estradas vicinais?

Estamos investindo R$ 6,64 bilhões em obras nas rodovias do Mato Grosso do Sul. Esses recursos estão sendo direcionados para recuperação, implantação e cascalhamento das estradas, abrangendo todos os municípios do Estado. Nosso objetivo é melhorar as condições das rodovias e promover o desenvolvimento socioeconômico regional. 

Além disso, estamos construindo e recuperando mais de 13.697 m² de pontes de concreto, assegurando uma infraestrutura de transporte mais segura e eficiente para todos.

Outros investimentos significativos estão garantidos para 2024 e 2025. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES] destinou R$ 2,3 bilhões para implantação, pavimentação e restauração de rodovias. 

Cerca de US$ 200 milhões [aproximadamente R$ 1,1 bilhão na cotação atual] estão assegurados pelo Banco Mundial para a restauração de rodovias.

Rodovias estratégicas estão recebendo importantes obras de restauração e pavimentação. Entre elas, destacam-se a restauração completa da MS-436, que liga Camapuã a Figueirão, e da MS-320, na região de Três Lagoas, que conecta o município a Inocência. 

Outras obras incluem a MS-338, que vai de Camapuã a Ribas do Rio Pardo, e a MS-276, que conecta Dourados a Deodápolis. Além disso, a pavimentação da MS-040 vai ligar Santa Rita do Pardo a Brasilândia, enquanto a MS-345, de Bonito a Anastácio, está sendo desenvolvida para impulsionar o turismo. 

Esses são apenas alguns exemplos das obras em andamento, que estão em processo acelerado sob a coordenação da Seilog e da Agesul [Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos]. Essas iniciativas visam atender às necessidades dos municípios, facilitar o escoamento da produção pela iniciativa privada e promover o desenvolvimento em todas as regiões do Estado, de norte a sul e de leste a oeste.

Sobre a BR-262, a previsão do governador era de que neste mês o governo federal responderia sobre a delegação de trechos da rodovia e da BR-267 ao governo do Estado. Já há uma resposta?

Estamos avançando nos estudos para a concessão de rodovias prioritárias no Estado, conduzidos pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, sob a liderança da Eliane Detoni. Esses estudos, autorizados pelo Conselho Gestor de Parcerias, abrangem a adequação de capacidade, reabilitação, operação, manutenção e conservação de trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, bem como das rodovias federais BR-267 e BR-262.

Este ano, o Escritório de Parcerias Estratégicas terá um posicionamento claro e detalhado para que o governador possa apresentar ao governo federal e formalizar a delegação dessas rodovias a Mato Grosso do Sul, possibilitando que o Estado assuma a concessão e melhore a infraestrutura viária.

Como está o andamento da discussão com o governo federal sobre a Malha Oeste?

Desde 1996, a Malha Oeste é administrada pela iniciativa privada. Em 2020, a empresa concessionária solicitou ao governo federal a devolução e relicitação da ferrovia, em um processo amparado pela lei. Em abril, os governadores Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, discutiram com o ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre este projeto de relicitação.

Além disso, estamos em conversas constantes com as empresas Suzano e Eldorado, do setor de celulose, sobre projetos para a construção de novos trechos de ferrovia. Esses novos trechos visam proporcionar uma opção de transporte ferroviário de Três Lagoas até Aparecida do Taboado, conectando as Malhas Oeste e Paulista, e, eventualmente, ao Porto de Santos.

O investimento estimado para este projeto é de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões e está atualmente em fase de licenciamento pelo Estado. Esse projeto visa melhorar a viabilidade econômica, facilitar o escoamento da produção e aprimorar a logística em Mato Grosso do Sul. O governador tem ido a Brasília frequentemente para defender esta pauta e avançar na retomada da operação da Malha Oeste.

Além disso, a empresa Arauco, de celulose, solicitou autorização para o Estado, por meio da Seilog, para a a construção de um ramal de 47 km, que vai ligar a planta da fábrica à Malha Norte. Esse projeto está sendo dialogado com a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] e o governo do Estado. O governador Eduardo Riedel tem avançado nas tratativas para viabilizar detalhes dessa autorização, que deve acontecer em breve.

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TRANSMITIDA POR MOSQUITO

Mato Grosso do Sul registra primeiro caso de Febre Oropouche

Paciente é uma mulher de 42 anos que viajou à Bahia recentemente e caso está sendo tratado como "importado"; sintomas são semelhantes ao da dengue

12/06/2024 18h27

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue Foto: Divulgação / Fiocruz

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (12), o primeiro caso de Febre do Oropouche em Mato Grosso do Sul. A paciente é mulher de 42 anos, moradora de Campo Grande. 

A doença é transmitido por mosquito, tem sintomas semelhantes ao da dengue e tem registrado aumento de casos no Brasil.

Conforme a SES, o provável local de infecção é a Bahia. Isto porque a mulher viajou recentemente para este estado.

“O caso registrado em Mato Grosso do Sul está sendo tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade. A paciente em questão fez uma viagem à Bahia recentemente; o Estado tem mais de 600 casos confirmados neste ano”, explica a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santo.

Conforme Jéssica, uma série de ações complementares serão desenvolvidas pelo Estado em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados, como deslocamentos, sintomas, quadro clínico, além de coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen).

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

Aumento de casos

A incidência de casos tem aumentado no Brasil. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, neste ano foram confirmados 6.207 casos, enquanto em todo o ano de 2023 foram 835.

A maioria dos casos se concentra na região norte. Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones (oriundos do mesmo local onde ocorreu a doença).

Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O Brasil ainda não registrou nenhuma morte pela doença.

* Com assessoria

Destino Europa

Militar da reserva é preso com meia tonelada de cocaína avaliada em R$27 milhões

Segundo informações do Denar, os entorpecentes seriam enviados para o centro-sul do país e países da Europa

12/06/2024 18h15

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa Fotos: Gerson Oliveira

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Um militar da reserva do Exército Brasileiro, de 52 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (12), próximo ao município de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, com uma carga milionária de cloridrato de cocaína avaliada em R$ 27 milhões. No total, a droga totalizou 540 quilos.

Segundo a polícia, os entorpecentes seriam inicialmente entregues em Campo Grande e posteriormente enviados para os grandes centros e países europeus. 

A carreta foi ultilizada para o transporte dos entorpecentes. Fotos: Gerson Oliveira 

Durante a coletiva de imprensa, o delegado Hoffman D'Ávila relatou que os agentes receberam informações sobre uma carga de cocaína que havia saído de Ponta Porã em um caminhão baú, e que passaria por Campo Grande. Com base nessas informações, os policiais conseguiram abordar o motorista, que conduzia um Mercedes-Benz modelo Arteco 2426, próximo a Sidrolândia.

Os policiais abordaram o motorista, que negou o transporte de entorpecentes e se ofereceu para ir até uma empresa em Campo Grande para uma melhor vistoria no veículo. Utilizando uma máquina de descarregamento, os agentes da Denar encontraram 540 quilos de cloridrato de cocaína escondidos em embalagens agrícolas.

Carga milionária de cocaína tinha destino aos grandes centros e países europeus/ Fotos: Gerson Oliveira 

Durante o interrogatório, o motorista, um ex-militar do exército de 40 anos, manteve-se em silêncio inicialmente, mas logo depois confessou que não sabia dos entorpecentes que estavam escondidos no veículo. Tanto o ex-militar quanto o caminhão foram levados para Campo Grande. 

Segundo o Hoffman D' ávilla, o cloridrato de cocaína apreendido na tarde de hoje é de "modelo exportação", tanto pelas suas características quanto pelo elevado valor pelo qual costuma ser vendido no país. Ainda segundo o delegado, a carga seria dividida em duas partes: uma delas seria enviada para a região centro-sul do país, enquanto a outra seria destinada a países europeus.

Ainda de acordo com o delegado, a espessura dos entorpecentes chamou a atenção dos policiais

“Essa carga de cloridrato de cocaína está avaliada hoje em R$27 milhões e, neste caso, pode-se observar pela espessura das embalagens. Essa embalagem mais avantajada é o tipo droga de exportação, onde seria enviada para São Paulo e depois pelo Porto de Santos, seguiria destino europa. Essa com espessura mais fina, é uma droga mais pulverizada e vendida nas capitais brasileiras”, explicou Hoffman D’avila para o Correio do Estado. 

Diante do flagrante, o militar da reserva do Exército responderá pelos crimes de tráfico de drogas e está a disposição da Justiça Brasileira. 

Fotos: Gerson Oliveira 

 

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