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PANDEMIA

Estabilização de casos reflete nas internações e hospital fecha andar destinado a covid

Taxa de ocupação de leitos diminuiu nas redes pública e privada, mas continua alta
06/09/2020 16:00 - Daiany Albuquerque, Glaucea Vaccari


A estabilização de casos da covid-19, mesmo em patamar ainda considerado alto pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), começa a refletir em queda na ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Campo Grande.

O hospital da Cassems informou, neste domingo (6), que a UTI 3 e o sexto andar, que era exclusivo para pacientes com Covid-19, foram fechados.  

“Com a diminuição de casos críticos de covid na nossa unidade, foi possível fechar essas estruturas extras de atendimento voltadas aos pacientes infectados pelo coronavírus”, disse o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, no Facebook.

Ainda segundo Ayache, mesmo com a queda nas internações, os cuidados e medidas preventivas devem ser mantidos para evitar novo aumento de registros. 

No Hospital da Unimed, não há lotação, mas a situação não está tão favorável quanto na Cassems. Dados até este sábado (5) apontam que dos 26 leitos para covid-19, 21 estavam ocupados, resultando em 5 disponíveis.

Considerando os leitos UTI geral, para atendimento de outros problemas de saúde, havia apenas um disponível.

Na rede pública, taxa de ocupação global de leitos UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 77% em Campo Grande.

Unidade hospitalar de referência no atendimento aos pacientes com a doença causada pelo coronavírus no Estado, o Hospital Regional, que chegou a registrar ocupação máxima no início do mês passado, tem ocupação de 82,2%, até sábado (5).

São 157 pessoas internadas no hospital com caso confirmado de covid, sendo 71 em leitos clínicos e 86 em UTI.

No total, o hospital tem 118 leitos para atender pacientes em estado crítico, com 21 deles desocupados.  

Na primeira quinzena de agosto, secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende demonstrou preocupação com a falta de vagas, devido ao aumento de casos e ao limite para ampliação de leitos. Isto porque há falta de profissionais, em especial de médicos intensivistas.  

No entanto, na semana passada, Resende afirmou que Mato Grosso do Sul deve passar pela pandemia sem enfrentar colapso na saúde.

Boletim epidemiológico divulgado neste domingo aponta que 513 pessoas internadas nos hospitais de todo o Estado em tratamento para a covid, sendo 357 na rede pública e 160 na rede privada. Destes, 254 estão na UTI, sendo 188 em hospitais públicos e 66 em particulares.  

Dados do boletim também apontaram ligeira queda nos casos, mas Resende afirma que a curva continua em ascensão, com média móvel de 710 confirmações por semana. 

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!