Clique aqui e veja as últimas notícias!

DENGUE

Mato Grosso do Sul confirma primeira morte por dengue de 2021 em Dourados

Estado teve aumento de mais de 500 casos suspeitos da doença em uma semana
17/02/2021 17:20 - Ana Karla Flores


Mato Grosso do Sul notificou nesta quarta-feira (17) a primeira morte causada pela dengue em 2021.Em um intervalo de sete dias, Mato Grosso do Sul registrou aumento de 502 casos prováveis da doença.  

Segundo boletim epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a primeira morte ocorreu em Dourado, no dia 29 de janeiro, no entanto só foi confirmada hoje. A vítima tinha 66 anos e comorbidades como diabetes e hipertensão.

Últimas notícias

Os dados publicados pela SES apontam que na semana epidemiológica anterior, o Estado estava com 1.463 casos. Em 2021, Mato Grosso do Sul já notificou 1.965 pessoas com prováveis casos de Dengue e confirmou 516.  

Campo Grande é a cidade com maior número de casos da doença e já foram 115 casos desde o início do ano. Na sequência vem Rio Brilhante (76), Três Lagoas (74), Corumbá (49) e Ladário (23). Todos os demais municípios registraram menos de 10 casos cada.

Conforme o levantamento da SES, três cidades do estado já estão na faixa vermelha, com alta incidência da doença, são elas: Antônio João, com incidência em 742,8, Camapuã, 628,1 e Ladário, com 400 casos. Apesar dos municípios apresentarem poucas infecções, o cálculo é feito na estimativa de 300 casos por cada 100 mil habitantes.

Além destes, outros nove municípios do Estado ocupam a faixa amarela, com média incidência, registrando entre 100 e 300 casos por 100 mil habitantes, são eles: 

Corumbá (289,1), Rio Brilhante (238,3), Bataguassu (222,9), Três Lagoas (185,8), Inocência (158,1), Pedro Gomes (131,2), Água Clara (114,1), Santa Rita do Pardo (101,3) e Deodápolis (100,1). Mesmo contendo o maior número de casos do Estado, Campo Grande está na 45º posição, com incidência em 15,1 casos a cada 100 mil habitantes.

Conforme os dados dos boletins estaduais, entre o primeiro e o último dia de 2020, foram registrados 41.378 confirmações de dengue e 42 mortes.

Mato Grosso do Sul permaneceu por meses e fechou o ano ocupando o 2º lugar entre os estados do Brasil em alta incidência de casos de dengue.

Casos em Campo Grande  

O número de notificações de casos de dengue caíram 96% durante o mês de janeiro de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado em Campo Grande.  

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Gerência Técnica de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em janeiro foram registradas 154 notificações de casos suspeitos de dengue na Capital, enquanto no mesmo período do ano passado foram 3.718 casos registrados da doença.

Segundo a Sesau, o saldo positivo é reflexo das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti realizadas ao longo do ano, mesmo com a pandemia de Covid-19.

Uma ação promovida pela prefeitura da Capital é a Liga Anti Mosquito, que teve lançamento da 13º edição na manhã deste sábado (6). A Liga mobiliza colaboradores, em parceria com a Sesau, para realizar práticas de bloqueio  e orientação. Até o dia 20 de março os colaboradores  estarão mobilizados no combate ao mosquito Aedes aegypti.  

Aos sábados a equipe do serviço de Educação Permanente da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Sesau estará com stand percorrendo os estabelecimentos parceiros realizando a orientação dos clientes e auxiliando na vistoria técnica dos locais.

Outro exemplo de enfrentamento é a campanha promovida pela Prefeitura da Capital, intitulada Mosquito Zero, que pretende eliminar focos do mosquito e conscientizar a população.

No decorrer do último ano, a campanha contabilizou 41.187 imóveis inspecionados e 1.630 focos do Aedes Aegypti eliminados em todas as seis regiões de Campo Grande.

A Sesau ainda destaca que nos meses de fevereiro e março há um volume maior de chuvas, por isso é necessário uma atenção especial para evitar a proliferação do mosquito. Por isso, é necessário uma maior atenção nos cuidados para impedir a proliferação do mosquito.